quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #20

Crónica de uma Morte Anunciada – Gabriel García Márquez

«Vítima da denúncia falaciosa de uma mulher repudiada na noite de núpcias, o jovem Santiago Nasar foi condenado à morte pelos irmãos da sua hipotética amante, como forma de vingar publicamente a sua honra ultrajada e sob o olhar cúmplice ou impotente da população expectante de uma aldeia colombiana: é esta a história verídica que serve de base a este romance, e que, logo nas suas primeiras linhas, é enunciada.
A capacidade de Gabriel García Márquez em reconstruir um universo possuído pela nostalgia, mágica e encantatória da infância e a sua genial mestria em contar histórias fazem deste romance mais uma das obras-primas que consagraram definitivamente este autor.»

Depois de Harry Potter, a segunda releitura do Book Bingo Leituras ao Sol (só tenho mais uma), e livro escolhido para a categoria "livro que leste quando eras jovem e gostaste muito". Para além deste livro, do Gabriel García Márquez também já li o Cem Anos de Solidão, que é dos meus livros preferidos e que eu aconselho a todas as pessoas.

Este é um livro tão simples, tão pequeninho e, ao mesmo tempo, tão bom. O livro é exactamente aquilo que o título descreve: a crónica de uma morte que foi bastante anunciada e que, ainda assim, ninguém a evitou. Toda a aldeia sabia da intenção dos irmãos Vicario, excepto Santiago, a sua mãe e alguns amigos mais próximos. Apesar disso, Santiago morreu sem saber porquê. Querem saber como é que isso foi possível? Leiam este livro!

A escrita de Gabo é fabulosa, e faz-me lembrar um pouco Saramago, no sentido em que ambos tornam a história mais simples do mundo em algo extremamente cativante e que nos faz prender ao livro até finalmente o acabarmos. O grande ponto forte deste livro, na minha opinião, é a forma como a história é contada. Aconselho!




O meu Programa de Governo – José Gomes Ferreira

«A minha vida pessoal e o meu percurso profissional deram-me a possibilidade de analisar a sociedade portuguesa, a economia, a governação e a realidade europeia e mundial com algum grau de pormenor, permitindo-me sistematizar um conjunto interpretações sobre a complexa situação a que chegámos e formular um conjunto de propostas para a alterar, que tenho transmitido frequentemente em intervenções públicas, em televisão, em conferências ou debates.
Não sou candidato a nada, nem sou político, sou jornalista, mas aqui está O Meu Programa de Governo - que é muito mais do que isso, é um conjunto de propostas de renovação da sociedade portuguesa, não certamente uma proposta exaustiva, mas com um grau de pormenor suficiente para convidar a reflectir quem tem os vários poderes de decisão, politico, económico, social, cultural e para promover as mudanças de fundo de que Portugal precisa.»

Na primeira parte do livro, se entendi 50% do que estava escrito já foi muito. Não tenho formação em economia, sei o básico dos básicos, e esperava que este livro me ajudasse a entender mais algumas coisas. Foi difícil continuar, mas na segunda parte já consegui entender melhor os conceitos e soluções apresentadas. Penso, também, que o livro poderia ter sido melhor organizado, já que os capítulos estão mal estruturados, confusos até. Alguns pontos válidos, outros nem tanto. Não concordei com todas as soluções apresentadas pelo autor, no entanto acho importante lermos outros pontos de vista, que não os nossos.
Livro escolhido para o "Leituras ao Sol" na categoria "livro de não-ficção"


domingo, 12 de agosto de 2018

1 ano de blogue!

Na verdade, esta publicação deveria ter como título "1 ano e 1 mês de blogue". Como distraída e alheada que sou, deixei passar o dia 12 de Julho, dia em que criei este cantinho, como se fosse um dia qualquer. Que na verdade, é. Mas, assumindo a mui importância que este blogue tem para o mundo, e quiçá para a Europa, como já dizia o outro, decidi fazer uma publicação a comemorar a data. E vou escrever sobre as 5 publicações mais vistas neste Ensaio sobre o Desassossego.

A minha publicação com mais visualizações é, também, das que mais gostei de escrever. Escrita no dia 8 de Março deste ano, para o Movie36, nela escrevi a minha opinião sobre um dos filmes mais bonitos que já vi, e que se tornou num dos meus favoritos de todo o sempre. De tal maneira que vou fazer uma coisa que nunca faço: ler o livro depois de ver o filme. Escolhi o livro para o Book Bingo Leituras ao Sol e estou ansiosa para o começar.

Deixo-vos, também, 5 publicações sobre filmes que gostei muito de escrever (e de ver, claro):
Coco
Get Out
Avengers: Infinity War
Die Welle
6 filmes que contam a história de Berlim


Uma publicação sobre livros. Num ano de blogue, deu para notar um padrão: as minhas publicações sobre livros são as que têm menos visualizações. Calculo que seja pelas mais diversas razões, mas, uma em especial, na minha opinião, é o facto de as pessoas lerem cada vez menos. Nós, os livrólicos, somos um mundo à parte. Quem tem blogues e quem lê blogues é malta nova, que tem um reduzido interesse pela literatura. Gostava muito que isso mudasse e tento contribuir para isso, partilhando as minhas leituras aqui.
Gostei muito de escrever esta publicação, de pensar que livros ia colocar em cada categoria [assim como no Leituras ao Sol], e espero que a Sofia tenha criado uma tradição de todos os anos colocar a blogo a escrever sobre livros neste dia tão especial.

Mais publicações de livros que gostei de escrever:
O Fim do Homem Soviético
Os livros do final da tua vida
Isso não pode acontecer aqui
O Voluntário de Auschwitz
A História de uma Serva


O fenómeno La Casa de Papel. Na altura, escrevi que nem estava para ver esta série, ou até mesmo escrever sobre ela. Tenho sempre um pé atrás com séries demasiado faladas e comentadas [a não ser que as tenha visto antes de todo o alvoroço – o que já aconteceu várias vezes], por isso, estava muito reticente com esta.
Escrevi esta publicação ainda a segunda temporada – ou segunda parte – não tinha saído, mas o entusiasmo pela primeira parte/temporada era justificado. Agora, na minha mais modesta opinião, uma terceira temporada era desnecessária, já que o final da segunda é explicativo e tenho, também, receio de que acabem por estragar a série. Vamos ver.

Outras publicações sobre séries:
As séries que ando a ver #1, #2
As 5 melhores séries originais da Netflix
Séries de 20 minutos que valem a pena


Ah, este programa. Tão bom. Tão simples. Tão bonito. Se ainda não viram, vão ver. Podem vê-lo na RTP Play. Este programa é, facilmente, um dos melhores programas já feitos na televisão portuguesa. Espontâneo. Inteligente. Livre. Sentia uma paz tão grande ao ver o Bruno e o MEC a conversarem e já sinto muitas saudades. Venha de lá outra temporada!


Segunda publicação sobre séries nas 5 mais vistas. Penso que o tema #séries é o tema o mais recorrente aqui no blogue. Gosto muito de ver séries, vejo muitas, e também gosto muito de escrever sobre elas. Estas são duas das que vi este ano, muito fortes psicologicamente, muito poderosas, e com um propósito nobre: pôr as pessoas a pensar no dia de amanhã. Seja o amanhã dominado pelas tecnologias, seja o amanhã dominado por extremismos religiosos. Ambas fazem-nos acreditar que o que retratam pode muito bem acontecer. Não daqui a 100 anos, ou 50, mas amanhã.

Mais séries que valem muito a pena:
Sense8
Stranger Things e Mr. Robot
American Gods
Friends


E pronto! Voilà! Vou tentar não me esquecer da data para o ano (sim, sim!) e espero que fiquem por aí. Nem sempre sou regular, mas escrevo aqui com muito gosto e carinho. E se quiserem deixar sugestões de temas, fiquem à vontade.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #19

The Subtle Art of Not Giving a Fuck – Mark Manson

«Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida.
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.»

Livro escolhido para o Book Bingo Leituras ao Sol na categoria "livro silly". Conforme escrevi na altura, não sabia bem o que era esperado desta categoria, por isso, decidi escolher este livro bastante falado por essa internet fora.

E o que é que eu tenho a dizer sobre o livro que grande parte do mundo adorou e adoptou como um mantra para a sua vida? Meh. Não achei nada de extraordinário; reconheci alguns pontos válidos e em que concordo perfeitamente com o autor – como quando ele afirma que vivemos numa sociedade em que é suposto querer sempre mais, mais, mais. Grande parte dos problemas que temos hoje enquanto sociedade, e individualmente, são gerados ou são consequência do consumismo excessivo. Sobre este assunto, se ainda não viram, aconselho imenso o filme "Fight Club", que aborda este tema de uma forma bastante interessante.

No entanto, como disse, não achei o livro um "muda-vidas" nem nada do género. Repete muitas ideias dos chamados livros de auto-ajuda, que o autor tanto abomina. Ou seja, o autor apresenta o livro como um não-livro de auto-ajuda, mas acaba por dizer as mesmas coisas que os livros de auto-ajuda dizem. Como todos os livros de auto-ajuda, acaba por ter bastantes clichés, só sendo "revolucionário" (com muitas aspas!!), em alguns momentos pontuais.

Para resumir, o autor ensina a ter uma atitude de "que se f*da". Isto não quer dizer que não nos devemos importar com absolutamente nada, deixar tudo o que mais gostamos e viver como um ermita, mas sim escolher sabiamente aquilo a que damos importância. Este livro pode despoletar uma mudança na vida de quem está a passar por momentos menos bons, ou de quem se sente perdido nas questões dos valores e crenças adoptadas. Eu já vivo com esta filosofia do "que se f*da" há algum tempo, desde que deixei de me preocupar, genuinamente, com a opinião dos outros. E por outros, entenda-se as pessoas que não me dizem absolutamente nada. Claro que a opinião dos meus pais e dos meus amigos, e de alguma da minha família, é importante para mim. Obviamente. Tudo o resto passa-me ao lado. E como disse o Ronaldo, "Anda bater, anda bater. Anda. Tu bates bem. Se perdermos, que se f*da!" Palavra de campeão!

Li o livro em inglês, por isso, as citações que vou deixar aqui também são em inglês:
«The world is constantly telling you that the path to a better life is more, more, more—buy more, own more, make more, fuck more, be more. You are constantly bombarded with messages to give a fuck about everything, all the time. Give a fuck about a new TV. Give a fuck about having a better vacation than your coworkers. Give a fuck about buying that new lawn ornament. Give a fuck about having the right kind of selfie stick.»

«Look, this is how it works. You’re going to die one day. I know that’s kind of obvious, but I just wanted to remind you in case you’d forgotten. You and everyone you know are going to be dead soon. And in the short amount of time between here and there, you have a limited amount of fucks to give. Very few, in fact. And if you go around giving a fuck about everything and everyone without conscious thought or choice—well, then you’re going to get fucked.»

«It has become an accepted part of our culture today to believe that we are all destined to do something truly extraordinary. Celebrities say it. Business tycoons say it. Politicians say it. Even Oprah says it (so it must be true). Each and every one of us can be extraordinary. We all deserve greatness.
The fact that this statement is inherently contradictory—after all, if everyone were extraordinary, then by definition no one would be extraordinary—is missed by most people. And instead of questioning what we actually deserve or don’t deserve, we eat the message up and ask for more.»

Como podem reparar, as citações que eu reproduzi aqui estão mais relacionadas com a crítica à nossa sociedade do que propriamente à filosofia de vida que o autor apregoa. Concordo em absoluto com Manson, quando se refere à sociedade consumista em que vivemos, de resto, acho que não é assim tão extraordinário.



Fausto – Goethe

«Com esta obra, Goethe pretendeu dar voz ao Homem que se rebela contra as verdades estabelecidas e contra o dogmatismo religioso. Fausto, um sábio nigromante e alquimista, é o Homem que procura superar cada momento em busca da perfeição e da salvação. Fausto aspira ao Bem e à Verdade e cumpre assim desígnios divinos. Mas Mefistófeles sugere ao Senhor Deus, em forma de aposta, ser capaz de levar Fausto a perder volúpia das paixões. Deus, sem nunca o referir aceita desafio porque tem do Homem uma visão otimista, além de que, não sem ironia, os estímulos do Diabo são essenciais ao Homem para que este possa prosseguir os seus elevados desígnios.»

Escolhido, também, para o Leituras ao Sol, na categoria de "livro com apenas uma palavra no título", Fausto é a obra-prima de Goethe, um poema trágico, dividido em duas partes. Está redigido como uma peça de teatro com diálogos rimados, no entanto pensado mais para ser lido que para ser encenado.

Eu gostei, contudo, sinto que não tenho o conhecimento necessário para entender este livro. Talvez volte a tentar daqui a muitos anos, talvez aos 50.

«Fausto - Mas, pelas minhas longas barbas, eu não tenho a mais ligeira noção de prática do mundo; a minha tentativa não terá êxito, porque nunca soube conduzir-me em sociedade; sinto-me tão pequeno, na presença dos outros! Sentir-me-ia embaraçado em cada momento.
Mefistófeles - Meu bom amigo, tudo isso se conquista; tem confiança em ti mesmo e saberás viver no mundo.»



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Movie36 - Julho

Julho foi daqueles meses complicados em termos de filmes. Não me apetecia ver nada, não havia nenhum filme que me chamasse à atenção, não tinha vontade de ver qualquer género, nem comédias, nem filmes biográficos ou documentários. Nada de nada.

Quando escrevi sobre este projecto, disse, na altura, que sou uma pessoa de ver mais séries do que filmes. E, se não fosse o Movie36, tinha passado este mês só com um filme visto, sendo feliz com as minhas séries. Mas, obrigada Lyne, por teres criado este projecto maravilhoso, que foi graças a ti que consegui ver o mínimo proposto por mês – 3 filmes.

How To Be Single – "Nova Iorque está cheia de corações solitários à procura do par ideal e o que Alice, Robin, Lucy, Meg, Tom e David têm em comum é a necessidade de aprenderem a ser solteiros num mundo em que as definições de amor parecem estar em contínua evolução."
Filme de domingo à tarde, com a Rebel Wilson e a Dakota Jonhson e que cumpre exactamente o seu propósito: entreter. Não é dos melhores do mundo, nem sequer das melhores comédias, mas vê-se bem.


Horrible Bosses – "Para Nick, Kurt e Dale, a única coisa que lhes tornaria os dias no trabalho mais toleráveis, seria verem os seus chefes transformados em poeira. Despedirem-se não é uma opção, e, resultado de umas bebidas a mais e de conselhos de um ex-prisioneiro, os três amigos começam a conceber um plano para se livrarem dos seus chefes... para sempre."
Eu ADORO este filme, é das minhas comédias favoritas e rio-me sempre como se fosse a primeira vez. É muito, muito bom. Para além disso, tem a incrível Jennifer Aniston, que eu passei a adorar depois de ver Friends.


Phantom Thread – "Responsável pelas criações de moda mais distintas do pós-guerra, vestindo realeza, estrelas de cinema, herdeiras, socialites e damas com o estilo d’A Casa de Woodcock, Reynolds Woodcock e a sua irmã Cyril estão no centro gravitacional das elites. As mulheres entram e saem da vida de Reynolds em rodopio, providenciando-lhe inspiração e companhia, até ao dia em que que ele se cruza com Alma, uma jovem e perseverante mulher que rapidamente se torna uma fixação na sua vida, como musa e amante. Com uma vida até então muito planeada e controlada, Reynolds sucumbe e vê agora a sua vida despedaçada pelo amor."
Único filme nomeado para os Oscars deste ano [Melhor Filme] que me faltava ver. Achei tão, mas tão aborrecido. Adormeci na primeira vez que comecei a ver o filme, ainda nem vinte minutos tinham passado. Da segunda vez, consegui ver todo, mas com muito, muito esforço. Não achei nada de especial, nem que merecesse ser nomeado para Melhor Filme. Tendo, assim, visto todos os filmes nomeados para os Oscars de 2018 (passado três séculos), para mim, o que merecia ganhar o Oscar de Melhor Filme era o Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Mas o que vai ficar para sempre no meu coração e na minha memória é o Call Me By Your Name. Filme tão lindo.



*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quinta-feira, 26 de julho de 2018

As séries que ando a ver #3

Se há coisa de que não se podem queixar neste blogue é da falta de recomendações de séries. Todas os meses falo aqui em séries, seja em publicações individuais (como Friends), seja em publicações que agrego várias séries e falo um pouco de todas (Séries de 20 minutos e Black Mirror e The Handmaid’s Tale). Normalmente, faço este género de publicações – das séries que ando a ver, entenda-se – quando estou a ver várias séries ao mesmo tempo, todas igualmente boas (podem ver as outras duas aqui e aqui).

Atypical é uma comédia da Netflix sobre "um miúdo autista e a sua jornada para encontrar amor e independência. Esta jornada de auto-descoberta é tão divertida quanto dramática e tem um impacto em toda a sua família, forçando-os a lidar com as alterações nas suas próprias vidas e fazendo-os questionar: afinal, o que realmente significa ser normal?"
Esta série fazia parte da minha lista de séries que quero ver este ano [já vi 3 desta lista, yey!!] e ainda bem que me decidi a vê-la. Não se pode bem dizer que eu estou a ver esta série, visto que a vi em oito horas, exactamente o número de episódios que tem. Mas adiante, o quê que eu vos posso dizer sobre esta série? É absolutamente maravilhosa. Tratou o autismo de uma forma leve e descontraída, não se focou apenas no Sam, mas sim em toda a família e amigos, incluindo a sua terapeuta – todos tem o seu destaque e vemos em todos como são marcados pelos momentos de angústia, os medos e as conquistas do Sam.
Logo no primeiro episódio, temos uma frase que marca o resto da série, em que um personagem diz para o Sam "dude, nobody’s normal". E é precisamente isto que Atypical representa: todos temos as nossas estranhezas, só que alguns disfarçam melhor do que os outros. Ninguém é normal, e com esta série aprendemos, se é que já não sabíamos, que apenas devemos aceitar e respeitar isso! Sem dúvida, uma série excelente, que vale muito a pena maratonar. Aguardo ansiosamente a segunda temporada. Bring it on, Netflix!



Westworld "é um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o Velho Oeste, povoado por andróides – os anfitriões –, programados pelo director executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real. Lá, os clientes – ou novatos – podem fazer o que quiserem, sem obedecer a regras ou leis. No entanto, quando uma actualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à "evolução do pecado". Entre os residentes do parque, está Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para ser a típica garota da fazenda, que está prestes a descobrir que toda a sua existência não passa de uma bem arquitetada mentira."
Para começar, esta série tem o Anthony Hopkins e o Ed Harris. Se isto não vos faz ir a correr imediatamente para o sofá ver Westworld, não sei o que fará. Sou completamente fã dos dois e, aliado ao facto de ser uma produção HBO, fez logo que eu estivesse interessada na série mesmo antes de ela ter ido para o ar. A primeira temporada estreou em 2016, tem 10 episódios e a segunda estreou este ano, também com 10 episódios, tendo já acabado. 
Meus amigos, se gostam de séries com tudo a que têm direito – acção, mistério, boa cinematografia, elenco excelente –, digo-vos que dificilmente arranjam série melhor do que Westworld. Quando vi a primeira temporada, achei-a absolutamente genial e, sem dúvida, das melhores séries já feitas (até achei a primeira temporada de Westworld superior à primeira de Game of Thrones).



Genius retrata, como o próprio nome indica, a vida e a história de génios. A primeira temporada é sobre Albert Einstein, a segunda sobre Pablo Picasso e já foi confirmado que a terceira vai incidir sobre a vida de Mary Shelley, a autora de Frankstein. Confesso que amei completamente a primeira temporada, achei-a muito bem feita, os actores que fizeram de Einstein (na juventude e em adulto) foram extraordinários, a história muito bem contada.
Quando vi a primeira temporada fui partilhando as minhas impressões no Twitter. Se não me seguem, deviam, porque é lá que eu falo das séries que vejo, mesmo ainda antes de falar sobre elas no blogue. Podem seguir-me aqui.
"I have no special talent, but I'm very very curious. All I do is ask questions, just like you do. That's the most important thing. Anybody can do that." (Genius S01E10)



This is Us "acompanha os irmãos Kate, Kevin e Randall, nascidos na mesma data, enquanto as suas vidas se entrelaçam. Kate e Kevin são os filhos biológicos de Jack e Rebecca, enquanto Randall foi adoptado pelo casal, depois de eles terem perdido o terceiro filho da gravidez de trigémeos durante o parto. A série apresenta a história da família em épocas diferentes, alternando entre o presente e a infância dos três irmãos."
This is Us é uma série tão bonita. Faz-nos acreditar na vida, ter esperança de que tudo vai correr bem, desejar um pai como o Jack, uma infância como a que a Kate, o Kevin e o Randall tiveram. Faz-nos acreditar que o mundo pode ser um lugar mais bonito. Mais feliz. Melhor.
Comecei a ver esta série mais naquela de "deixa ver se é tão boa como realmente dizem". E é. Se são das poucas pessoas que ainda não viram esta série, vejam. Vale muito a pena.


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Leituras Desassossegadas #18

O Primo Basílio – Eça de Queirós

«Romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade uma família burguesa da época.
Jorge e Luísa são o típico casal burguês de classe média lisboeta. Para a sua felicidade estar completa, esperam apenas um filho. Mas este equilíbrio familiar fica em risco com a partida de Jorge para o Alentejo, onde irá ficar durante longas semanas.
É então que Luísa, aborrecida e sozinha em casa, recebe a visita do seu primo Basílio, que lhe fizera a corte antes de partir para o Brasil e enriquecer.
Basílio tece uma malha em volta de Luísa, arrastando-a para o adultério numa história de chantagem, imoralidade e tragédia.»

Bem, depois de já ter referido aqui a minha conturbada relação com Eça de Queirós, decidi, ainda assim, escolher um livro dele para o Book Bingo Leituras ao Sol, na categoria "livro de um autor português". Posso-vos dizer que gostei mais deste livro do que dos outros dois já lidos, não foi um suplício terminá-lo, mas continuo a não estar convencida pela literatura de Eça de Queirós. Não sei o que é, para além das descrições exaustivas e aborrecidas, que neste livro raramente aparecem, mas não consigo amar Eça de Queirós. Definitivamente, a literatura portuguesa divide-se, principalmente, entre os que gostam de Eça e aqueles que gostam de Saramago. Eu, claramente, sou apaixonadíssima pelo segundo.



Assuntos do Coração – Danielle Steel

«Marcada pelos seus dramas pessoais, Hope Dunne, célebre fotógrafa nova-iorquina, leva uma vida solitária e dedicada ao trabalho. Não anda à procura do amor, mas ele acontece quando vai a Londres fotografar um dos mais aclamados escritores do mundo.
Carismático e sedutor, Finn O'Neill é muito diferente das personagens sombrias dos seus romances. Seduzida, Hope aceita o convite para a maravilhosa propriedade que Finn tem na Irlanda.
Isolados, os dois amantes vivem semanas de amor idílico. Até que o verniz da perfeição começa a estalar…»

Escolhi este livro também para o Book Bingo, na categoria "livro de um autor com as minhas iniciais". Não conhecia a autora, foi o meu primeiro livro dela e, muito honestamente, foi uma muito má escolha.
Muito repetitivo. Muito cliché. Muito mau. Definitivamente, a minha pior leitura deste ano. Ou desde que li Nicholas Sparks, que já foi para aí em 2013.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Keukenhof

Se forem pessoas que adoram flores, especialmente tulipas, a melhor altura para irem à Holanda é na Primavera. O Keukenhof, ou Jardim das Tulipas, só está aberto 3 meses – finais de Março até meados de Maio –, quando os campos estão carregados – até ao horizonte – de tulipas. O Keukenhof é uma das atracções turísticas mais procuradas e é o maior parque de flores do mundo, por isso, o mais famoso e não é por menos. É lindo, lindo, lindo!




Em 1949, um grupo de 20 floricultores holandeses uniu-se na causa de transformar aquele local num parque, um endereço fixo de exposições da floricultura local (e que bela ideia estes senhores tiveram!!). Um ano mais tarde, o Keukenhof abriu as suas portas aos visitantes pela primeira vez e recebeu mais de 230 mil pessoas durante aquela temporada. Já era um prenúncio do sucesso que o parque conquistaria ao longo dos anos que se seguiram. Actualmente, o jardim recebe cerca de 1 milhão de visitantes por temporada.

A maneira mais fácil de chegar ao Keukenhof é através do aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, com um bilhete que vos dá entrada no jardim e o transporte (ida e volta).
Existem três opções para comprar bilhetes que dão entrada no Keukenhof. A primeira opção envolve apenas a entrada no parque, a segunda alternativa abrange uma excursão com guia e a última opção, como já mencionei, inclui transporte público e as entradas. Aconselho-vos a comprarem os bilhetes online, com ou sem transporte, já que as filas no parque são gigantescas.




O parque é relativamente extenso, por isso, umas boas 3 horas são necessárias. Aconselho-vos a ir de manhã e levar almoço e, sobretudo, uma garrafa de água. A meio da tarde, ou quando já estiverem a vir embora, comprem um gelado numa barraquinha, que são óptimos.

Como o Keukenhof é praticamente um lindo e enorme jardim a céu aberto, obviamente, a visita é melhor aproveitada em dias com sol ou secos. Reza a lenda que a melhor época para visitar é entre a terceira semana de Abril e as primeiras semanas de Maio pelo grande número de flores abertas ao mesmo tempo. Eu fui a meio de Maio e já não apanhei os campos enormes com tulipas, mas ainda assim, deu para ver e sentir aquele maravilhoso mundo das flores.

   

Apesar de serem o ex-líbris do parque, as tulipas não são as únicas atracções do Keukenhof. Existem jardins diversos e de diferentes estilos, seis pavilhões com exposições de rosas, orquídeas, lírios e inúmeras outras espécies, além de um moinho muito querido.




Uma coisa que eu não fiz, mas que imagino que também seria muito bonito, foi passear pelos campos de tulipa que ficam à volta do Keukenhof. Existem duas opções: barco (no entanto, as filas são enormes) ou alugar uma bicicleta (que deve ser muito giro).

Algumas curiosidades sobre as tulipas: ao contrário do que toda a gente pensa, as tulipas não são uma "invenção" dos holandeses – pensa-se que a sua origem é a Turquia. No entanto, a Holanda é o país onde existem mais tulipas. E não é por acaso ou porque são flores muito bonitas.  Na Holanda, o clima e o solo são ideais para o cultivo da tulipa e, para além disso, a cultura holandesa é das culturas mais entusiastas por flores, tornando a tulipa uma verdadeira rainha no país.






Visitar a Holanda na Primavera estava na minha bucket list desde sempre e, sem dúvida, que o Keukenhof foi das coisas mais bonitas que já vi na minha (curta) vida. Vale muito a pena visitarem este parque, tirarem um dia da vossa viagem para verem um dos cenários mais bonitos de todo o mundo.


Leituras Desassossegadas #20

Crónica de uma Morte Anunciada – Gabriel García Márquez «Vítima da denúncia falaciosa de uma mulher repudiada na noite de núpcias, o jo...