sábado, 26 de agosto de 2017

Primark

Ontem fui ao shopping, pela primeira vez, depois de ter voltado da Holanda. Gosto sempre de ir de manhã, não só porque têm muito menos pessoas, como as lojas ainda estão todas arrumadas e organizadas (e eu perco logo a paciência em ver roupa quando ela está toda amarrotada e desarrumada). Chegando cedo ao shopping, a primeira loja a que gosto de ir é à Primark. Passando a hora do almoço, a Primark transforma-se em feira, a loja vira o caos e ninguém se consegue mexer lá dentro (e isso já não dá para mim), por isso, fui logo que cheguei. 

Agora, pessoas com "sacões" (não é só um) da Primark: nós não vamos à mesma loja, pois não? Ou então, vocês conhecem uma parte secreta da loja e não dizem a ninguém, só pode!! Onde é que vocês encontram tanta coisa boa e bonita que valha a pena comprar para encher sacos e sacos? Onde, minha gente? Ainda ontem lá fui, como disse, e não vi nada. Nadinha. Nicles. Vocês conhecem mesmo uma parte secreta, não conhecem? Podem partilhar comigo, eu não conto a ninguém. 

Atenção que eu não estou a dizer que a Primark não têm coisas bonitas. Têm, sim senhora. A ponto de encher um saco (ou mais) dos maiores que eles lá têm é que eu acho que não. Não sei que magia é que estas pessoas fazem para encontrar assim tanta coisa, mas gostava de saber.

P.S: para os fãs de Harry Potter (como eu!!) a Primark lançou agora uma coleção HP!!! Na loja do Norteshopping (aquela a que eu fui), podem encontrar pijamas, calças de fato de treino, meias, uma mochila linda que me deu muita vontade de a trazer, (até) sapatos, entre outras coisas. Deixo-vos aqui algumas fotos (todas retiradas do site da Primark).









quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Roma #5

Este é o último post sobre Roma (chorandooo). Sobre Roma tenho que dizer que eu AMEI a cidade! Todos os monumentos históricos e incríveis dão um toque especial a Roma e que nos faz sentir que voltámos no tempo! É incrível ver como o ser humano conseguiu construir coisas incríveis mesmo sem toda a tecnologia que nós temos hoje e eu fico sempre maravilhada ao ver o quão longe nós conseguimos ir nesta coisa chamada vida. Sim, nós agora temos edifícios enormes, mas já imaginaram o que é construir alguns monumentos como o Coliseu ou o Vittoriano naquela altura? Aqueles homens eram os mais corajosos, sem dúvida.


Portanto, a minha opinião sobre Roma: Roma é um museu a céu aberto cheio de história em cada canto, por isso vale sempre uma visita. Eu recomendo totalmente, mesmo que seja para um gelado ou uma pizza ou para ouvir italiano na vida real (sim, eu sou uma daquelas pessoas que AMA a língua italiana).


Eu não sei se conseguiria viver em Roma. É uma cidade linda, sim, mas os Italianos são tão caóticos e desorganizados. Por isso, não me imaginava a viver lá, mas é sempre um bom sítio para visitar. E é sempre bom pôr os olhinhos nos Italianos ;).

Para concluir, vão a esta incrível cidade e garanto-vos que não se vão arrepender. Por onde quer que andem, vão sempre ver história. E a minha opinião é que história é mesmo muito importante, para que possamos aprender com o passado e não cometer os mesmos erros que os nossos antepassados cometeram.

Arrivederci Roma!

sábado, 19 de agosto de 2017

Barcelona e o que raio se passa no mundo

Mais um ataque terrorista. Desde 2015 e só na Europa, têm havido ataques terroristas em Paris (janeiro e novembro de 2015), Copenhaga (fevereiro de 2015), Bruxelas (março de 2016), Nice (julho de 2016), Berlim (dezembro de 2016), Londres (março e junho de 2017), Estocolmo (abril de 2017), Manchester (maio de 2017) e agora em Barcelona. 

O que é que leva alguém a matar? O que leva alguém a matar pessoas inocentes? Não, a culpa não é do Islamismo. A religião não tem nada a ver com isto! Isto é gente doente, gente que mata e não têm problemas em morrer, aliás, preferem morrer a serem apanhados. O que é isto? Que gente é esta? Eles acreditam mesmo que vão parar ao paraíso? Será isso? Cada um acredita no que quer, óbvio, mas não ao ponto de matar pessoas só porque estas têm uma opinião, religião ou modo de vida diferente daquele em que alguém acredita. 

Quando é que vamos ter paz? Quando é que vamos poder voltar a passear, a viver a nossa vida, a ir para o trabalho sem termos que nos preocupar se há alguém com uma bomba, ou uma carrinha nas proximidades que pode começar a atropelar pessoas? Porque parece que a moda agora é esta: matar através de atropelamento. Segundo dados do Observador, "desde julho de 2016, morreram 115 pessoas em ataques terroristas em que a arma foi um carro ou um camião". 

Durante cinco meses deste ano, visitei muitas cidades europeias: Paris, Bruxelas, Roma, Berlim, Budapeste, Amesterdão, entre outras. Não consigo deixar de pensar na sorte que eu tive em não ser apanhada em nenhum ataque terrorista! Porque é só isso, uma questão de sorte. É estar no sítio errado à hora errada. Porque é que eles acham que têm o direito a tirar vidas? A tirar o sossego das pessoas? A tranquilidade? Em algumas das cidades que visitei, especialmente em Paris e Bruxelas, pensei muitas vezes "e se alguém decide largar uma bomba aqui? Agora?", "e se alguém decide começar aos tiros aqui? Agora?", "e se alguém pega numa carrinha e atropela-nos a todos?". Nunca me deixei condicionar por estes pensamentos, nunca deixei de fazer alguma coisa por causa destes pensamentos, mas era um pensamento que eu não conseguia evitar. 

Não nos devemos deixar levar pelo medo. Eles não podem vencer. Acho que continuarmos a nossa vida normalmente é a melhor resposta que nós, cidadãos comuns, podemos dar. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Leituras desassossegadas #1

O fim do homem soviético – Svetlana Aleksievitch

«Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria.
Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.
Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por detrás de uma grande utopia.» [contracapa]

Eu gostei mesmo muito, mas muito deste livro e aconselho a toda a gente, especialmente se gostarem de história ou da época da União Soviética. Mas, para além de ser um livro sobre história, é, principalmente, um livro sobre pessoas. A autora é mestre em captar as emoções das pessoas e a transpô-las para a escrita, dado que, ao lermos, conseguimos sentir exatamente o que aquelas pessoas estavam a sentir no momento. Este O fim do homem soviético é um conjunto de relatos, opiniões, sentimentos sobre os anos vividos na era soviética e na era pós-soviética. É um livro brilhante, pessoal e perfeito para aqueles que estão interessados na Rússia moderna e em perceber este país tão complexo aos olhos do Ocidente.

Eu achei o livro bastante interessante, já que quando estudamos história na escola, só nos são ensinados os factos: «O Muro de Berlim caiu!», «A Guerra Fria acabou!», «O mundo passou de bipolar a unipolar». Mas, nunca pensamos, pelo menos eu não, o que terá sido feito daquelas pessoas que de um dia para o outro viram o seu mundo mudar completamente. A União Soviética, formada pela Rússia, Bielorrússia, Moldávia, Geórgia, Arménia e tantos outros países, passou, de um dia para o outro, de uma união para o completo caos. No livro são muitos os relatos de, por exemplo, russos que viviam na Arménia, uma vida completamente normal, e depois do fim da URSS, passaram a ser completamente discriminados e ostracizados. Isso acontecia em todos os países integrantes da União Soviética, incluindo na Rússia. Este livro é mesmo muito bom para nos fazer perceber o que foram os dias pós-soviéticos e o que aqueles povos tiveram de sofrer.

A autora, bielorrussa e Prémio Nobel da Literatura em 2015, é considerada uma das autoras mais prestigiadas a escrever sobre a URSS e, com este livro, fiquei com mais curiosidade para ler outros livros dela [por exemplo, A Guerra não Tem Cara de Mulher ou A Oração de Chernobil].

Deixo-vos aqui algumas citações do livro para aqueles que ficaram interessados se inspirarem e para aqueles que desejam perceber mais sobre o que é isto do «homo sovieticus»:
- "O homem quer apenas viver, sem uma grande ideia. Isso nunca aconteceu na vida russa, nem a literatura russa conhece isso. Em geral nós somos gente guerreira. Ou combatíamos, ou preparávamo-nos para a guerra. Nunca vivemos de outro modo."
- "A alma russa é enigmática… Todos tentam compreendê-la… leem Dostoievski…"
- "Comunista era aquele que lia Marx, o anticomunista era aquele que o compreendia."
- "A Rússia só pode ou ser grande, ou não ser nada."
- "Na guerra ficamos a saber muitas coisas… Não há fera pior do que o homem. É o homem que mata o homem, não é a bala."
- "Não gosto da palavra «herói»… na guerra não há heróis… Quando um homem pega numa arma, já não será boa pessoa. Não conseguirá ser."

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Roma #4

Depois de visitar o Coliseu, o Foro Romano e o Palatino metade do dia já tinha passado e nós já estávamos um pouco cansadas. Por isso, decidimos andar pela cidade em direcção à Piazza Venezia. Mesmo à frente da praça está o Monumento a Vittorio Emanuele II, também conhecido como Vittoriano ou Altare della Patria (Altar da Pátria). Este monumento foi construído em honra a Victor Emmanuel, o primeiro rei da Itália unificada e é o maior monumento em Roma. É realmente imponente, majestoso e dá uma sensação de grandiosidade a quem o vê.


Ah, ainda fomos ver "La bocca della Verità" (a boca da verdade) e o "Il Bucco della Serratura" e tenho-vos a dizer que foram duas desilusões. A Boca da Verdade é uma máscara do período Clássico e é famosa graças a uma lenda a ela associada desde os tempos antigos. A lenda diz que se um mentiroso colocar a sua mão dentro da boca da máscara, perde a mão. Foi uma desilusão primeiro porque tem que se pagar 2€ para tirar uma fotografia (com a mão dentro da boca da máscara) e depois havia uma fila gigante. Não vale a pena. Para além disso, pode-se simplesmente espreitar pelas grades e ver a máscara (que foi o que nós fizemos). Quanto ao "Il Bucco della Serratura", quando fomos lá estava uma fila enoooorme e nós desistimos. Acho que fomos numa má hora, onde apanhamos um daqueles grupos turísticos… supostamente este é um dos segredos mais bem guardados de Roma, que nem os próprios habitantes conhecem.

À noite, fomos à Piazza Navona e jantámos lá. É uma praça lindíssima, sem dúvida uma das mais bonitas em Roma, e é definitivamente um must-see.




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Crónica de uma manhã passada na loja do cidadão

A validade do meu cartão de cidadão acaba este mês. Assim sendo, dirigi-me à loja do cidadão aqui do sítio (mais concretamente era o "registo civil" acho, mas vai dar tudo ao mesmo) na passada terça-feira. E sobre isto tenho muitas coisinhas a dizer. 

Primeiro, a sorte que eu tenho para o raio da validade acabar no melhor mês para ir a qualquer sítio de serviço público, em que metade do pessoal que lá trabalha está de férias, os que estão a trabalhar também estão de férias, pelo menos mentalmente, e as pessoas estão todas lá, visto que é nas férias quando têm tempo para tratar destes assuntos (como eu).

Depois, dizer que esperei UMA HORA E MEIA para ser atendida. Para além do tempo de espera, ainda tive que esperar DE PÉ. E porquê de pé? Porque o espaço só tinha umas cinco cadeiras... eu bem levei um livrinho para me ocupar, mas não dá jeito nenhum ler de pé, como devem calcular. Portanto, passei uma hora e meia a realizar o meu estudo sociológico (gosto muito de estudar o ser humano) e a ver a reacção das pessoas que chegaram depois de mim, que passavam de "ena pá...", "ui como isto já está" ou "mais vale voltar noutro dia"... o comum a todos era o ar de espanto quando viam a (enorme) fila de pessoas. 

Para além disso, as funcionárias eram de uma simpatia tremenda (pelo menos a senhora que me atendeu). Está bem senhora, que você já sabe tudo de cor, todos os procedimentos e tudo e tudo, mas eu não. Acho que não há nenhum manual de instruções chamado "todos os procedimentos a ter quando for renovar o cartão de cidadão", por isso, tenha lá mais calma. Da última vez que lá fui, tinha uns quinze anos, já passaram cinco, por isso, não me recordo de como tudo funciona, está bem? Tente ter mais paciência da próxima vez, se fizer o favor.

Além do mais, o que me espantou mais: como assim tenho que pagar 15 EUROS??? QUINZE??? Eu não perdi o cartão de cidadão, não o estraguei, não o parti... porque raio tenho que pagar? Ainda por cima, quinze euros????? Se fossem 5€, ainda vá que não vá. Agora quinze??? Por um cartão que só dá para cinco anos? Essa é outra, porque é que a validade do CC não é de dez anos? Afinal, a única coisa que muda é a foto (e o estado civil, em alguns casos). Não dava mesmo para durar dez anos?? 
Fiz as contas e apercebi-me que, se viver até aos 85 anos (a esperança média de uma mulher portuguesa), vá, vou renovar, durante a minha vida, quinze, QUINZE vezes o CC. Ora bem, multiplicando os quinze euros pelo número de vezes que vou renovar, ou seja 15, vou gastar, só a renovar o cartão de cidadão, 225€. Não é brincadeira, meus amigos. Os livros que não dava para comprar...

No fim de tudo, ainda me dizem que mandam uma carta para depois eu ir levantar o cartão. Portanto, mais uma hora e meia, no mínimo, de espera. Tão bom. Senhores, e que tal, só uma ideia, que tal, ao mandarem a carta, mandam o cartão, também? Não era mais fácil? Pensem nisso. Como vêem, este espaço é muito bom a dar ideias. 

Ainda estou a pensar nos quinze euros que deixei lá. Ai, ai... 


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Roma #3

Olá, olá, olá! Post novo sobre Roma, esta incrível cidade histórica. Começamos o nosso segundo dia cedinho no Coliseu, para não o apanharmos cheio de gente, como certamente estaria à tarde. Comprámos um bilhete que nos dava entrada para o Coliseu, para o Foro Romano e para o Palatino e começámos, então, a nossa jornada pela história.

Então, começámos o dia pelo incrível Colosseo. Construído com concreto e areia, é o maior anfiteatro alguma vez construído. Agora, um pouquinho de história sobre o Coliseu: a sua construção começou sob o imperador Vespiano em 72 d.C. e foi concluído em 80 d.C. com o seu sucessor e herdeiro Tito e podia aguentar, estima-se, entre 50 000 a 80 000 espectadores, com audiência média de 65 000. O Coliseu foi usado para concursos de gladiadores e espectáculos públicos, caças de animais, execuções, reconstituições de batalhas famosas e dramas baseados na mitologia clássica.

Apesar de estar parcialmente destruído devido aos danos causados por terramotos e ladrões de pedra, o Coliseu ainda é um símbolo icónico da Roma Imperial. Entrar no Coliseu é como voltar no tempo, então não devem mesmo perder esta atracção em Roma.

Para conhecerem bem o Coliseu são precisas algumas horas (2-3 horas) e devem ir bem preparados: devem levar uma garrafa de água, roupas confortáveis e um chapéu.

Depois de visitar o Coliseu, fomos ao Foro Romano, que é mesmo pertinho do anfiteatro. O Foro Romano, também conhecido como "berço da lei", e o Palatino são um voltar no tempo assim como o Coliseu.

Ficam aqui algumas fotos! 









terça-feira, 8 de agosto de 2017

The Circle

Vi hoje o filme "The Circle", filme com Emma Watson e Tom Hanks e, apesar de o filme não ser lá muito bom, acho que passa uma mensagem bastante importante, ou melhor, faz-nos pensar sobre a mensagem que tenta passar. É sobre isso que quero falar hoje. 

The Circle é a maior e mais poderosa empresa de tecnologia e redes sociais do mundo, ou seja, uma espécie de mix entre Facebook e Google, e tem como objectivo, digamos, aproximar as pessoas umas das outras e do mundo que as rodeia. O problema é que leva isto ao extremo.

No início do filme, é-nos apresentada uma imagem do The Circle onde todos os funcionários são felizes, têm actividades extra-curriculares, adoram trabalhar na empresa... tudo é perfeito. No entanto, ao acompanharmos a personagem Annie vemos que a realidade é um pouco diferente. No início de filme, Annie conta entusiasmada que vai a diferentes cidades num pouco espaço de tempo e que adora isso. No entanto, lá para o meio vemos uma Annie quase moribunda, com um aspecto terrível, que trabalha de dia e de noite e nem tem tempo para si própria, quanto mais para os amigos ou família. Infelizmente, a realidade de muita gente no século XXI.

Este filme deixou-me assustada. Assustada só de pensar que isto já não é só imaginação, um género de Back to the Future, mas sim a realidade. Vai ser a realidade daqui a uns anos. Vai deixar de existir privacidade, as pessoas vão partilhar tudo e mais alguma coisa nas redes sociais (muitas já o fazem sem darem conta) e vamos passar a ver a nossa vida exposta online, mesmo que não concordemos com isso. Sim, claro que em alguns países, a privacidade já é quase inexistente, em que os governos gostam de usar a desculpa que "é para nossa protecção" ou para "evitar ataques terroristas". Mas ninguém nos pergunta se concordamos com isto, se aceitamos que violem a nossa privacidade, que vejam as nossas mensagens, que controlem as nossas chamadas, os nossos e-mails, o nosso histórico... 

Todas estas novas tecnologias apresentam no seu início um propósito nobre: ou é aproximar pessoas que vivem em sítios diferentes, ou para haver mais segurança... uma infinidade de coisas. No entanto, ao longo do tempo, vamos vendo que o verdadeiro propósito é instalar câmaras em tudo o quanto é sítio e vigiar as pessoas. Já nem são os governos a fazer isso (que ainda o fazem), mas, neste momento, estão a ser ultrapassados pelas empresas, pelas multinacionais. 

A verdade é que aquilo que foi imaginado por certos autores como George Orwell em 1984 já não é uma coisa impensável, que nunca haveria de acontecer. Está mais perto daquilo que nós pensamos e, sem nos darmos conta, vai começar a implementar-se na nossa vida. Big Brother is really watching you (and all of us).


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Roma #2

No final do primeiro dia em Roma, fomos à Piazza di Spagna, uma das praças mais famosas de Roma graças à Escadaria Espanhola. Acabámos a noite na Fontana di Trevi, uma das fontes mais famosas no mundo inteiro.

Há uma tradição a respeito da Fontana di Trevi: o lançamento das moedas. Reza a lenda que se tem que atirar uma moeda de costas para a Fontana com a mão direita através do ombro esquerdo para garantir um regresso a Roma. Esta tradição remonta aos Antigos Romanos que muitas vezes lançaram moedas na água para que os deuses da água favorecessem a viagem ou para os ajudar a voltar para casa com segurança.


No entanto, há outra tradição inspirada no filme "Three Coins in the Fountain" que basicamente diz que se deve atirar três moedas na Fontana. A primeira moeda garante o regresso a Roma, a segunda vai assegurar um novo romance e o terceiro garante casamento. Acreditem no que melhor vos convêm e lancem a moeda.


Cerca de 3000€ são lançados na fonte todos os dias. A parte positiva é que todas as noites as moedas são recolhidas e dadas a causas solidárias. Portanto, para além de serem românticos, também estão a ajudar pessoas quando atiram uma moeda.

Para concluir sobre a Fontana di Trevi, tenho que dizer: não estava à espera que fosse assim tãaaao grande. E é verdadeiramente bonita, especialmente à noite. Definitivamente uma das coisas que eu mais gostei em Roma!

Não liguem à qualidade das fotos... foram tiradas com um Samsung S5

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Roma #1

Para início de conversa, tenho que começar por dizer que sempre sonhei em ir a Roma. É uma das minhas cidades de sonho. Portanto, tenho consciência que tenho muita sorte por já ter visitado aos vinte anos uma das cidades que realmente queria conhecer. E Roma não desapontou em nada: é uma cidade incrível.

Estive em Roma três dias, mas o último dia foi só mesmo para ir para o aeroporto porque o nosso voo era cedo. Portanto, aproveitamos os dois dias o mais que pudemos!

Quando chegamos a Roma, tivemos alguns problemas com o passe do metro. Primeiro, a máquina não aceitava cartões, por isso tivemos que levantar dinheiro, mas depois também não tinha troco… foi uma confusão! Ah, e quando nós estávamos, finalmente, prontas para apanhar o metro, ainda tivemos que esperar e só ao quarto metro conseguimos entrar, visto que os outros estavam completamente à pinha. Parecia que estava em Tóquio em vez de Roma… portanto, como podem ver, a nossa manhã em Roma não começou lá muito bem.

Contudo, o resto da nossa viagem foi perfeito. No nosso primeiro dia, Sábado, decidimos ficar na Cidade do Vaticano, já que os museus do Vaticano fecham aos Domingos. Assim, começamos por entrar no "Musei Vaticani" e depois relaxamos e aproveitamos o ambiente incrível da Piazza S. Pietro. 







Depois fomos ao Castelo S. Angelo que fica bastante perto da Cidade do Vaticano. O Castelo foi construído no ano 139 e foi inicialmente visto pelo imperador Romano Hadrian como um mausoléu para ele e para a sua família (é por isso que o nome do Castelo é "The Mausoleum of Hadrian"). Posteriormente, o edifício foi usado por papas como uma fortaleza e castelo durante revoltas políticas. Mesmo ao lado do Castelo está a ponte com o mesmo nome, sem dúvida uma das pontes mais bonitas em Roma.





Logo no primeiro dia, deu para perceber que Roma é definitivamente uma cidade incrível. Fiquem atentos: os próximos posts também vão ser sobre Roma!

Leituras Desassossegadas #18

O Primo Basílio – Eça de Queirós «Romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade uma família burguesa d...