terça-feira, 26 de dezembro de 2017

As melhores séries de 2017

Estando nós no último mês do ano, as pessoas tendem a fazer balanços – como foi o ano que passou e como esperam que seja o ano que está para vir. Já eu confesso que não sou muito fã dessas coisas, sobretudo de estabelecer metas ou objectivos para o ano que vai principiar. Não sou fã por várias razões, mas há uma em particular: as pessoas só dão atenção a esses objectivos até, vá, no máximo, meio de Fevereiro. Depois esquecem-se, já não se importam, não querem saber, etc, etc, etc. Digam lá, quantos de vocês, é que se lembram dos objectivos que estabeleceram para o ano de 2017? Pois, quase ninguém.

Portanto, eu vou fazer aqui uma espécie de balanço, mas um balanço que tenha mais a ver comigo: vou falar de séries. Não me vou prender tanto naquelas que, para mim, foram as melhores de 2017, vou antes focar-me nas séries que quero mesmo ver em 2018. 

Começando pelas melhores: a série que, a par de Breaking Bad, é, para mim, a melhor série de sempre: Game of Thrones (GoT). Toda a gente sabe do que se trata GoT, mas, se são das poucas pessoas que vivem num outro mundo, eu explico-vos, que estou aqui para isso. "A série passa-se em Westeros, uma terra reminiscente da Europa Medieval, onde as estações duram por anos ou até mesmo décadas. A história gira em torno de uma batalha entre os Sete Reinos, onde duas famílias dominantes lutam pelo controlo do Trono de Ferro, cuja posse possivelmente assegurará a sobrevivência durante o inverno que está por vir." (sinopse). Tem 7 temporadas e a oitava só sai em 2019, por isso, têm muito tempo para pôr esta (incrível) série em dia.


Depois, duas séries estreantes também merecem estar nas minhas favoritas de 2017: American Gods, que já falei aqui, e Legion"David Haller é um rapaz diagnosticado com esquizofrenia que passou os últimos cinco anos da sua vida num hospital. Institucionalizado mais uma vez, David perde-se na rotina estruturada da vida no hospital, e passa todo o seu tempo em silêncio junto à amiga Lenny, uma paciente cujo vício em drogas e álcool não diminuiu em nada seu otimismo. Mas a vida de David muda com a chegada de uma nova paciente: Syd Barrett". Esta série é mais uma para juntar à minha lista de "séries alucinadas" – para além de Mr. Robot, American Gods e Preacher. Não há muito mais para dizer, esta série vale muito a pena.


Para além disso, Mr. Robot, Stranger Things (aqui), Sense8 (aqui) e Narcos (aqui) foram também algumas das minhas séries favoritas de 2017.


Referências merecidas a Taboo, House of Cards e Orange Is The New Black. Em Taboo (com o maravilhoso Tom Hardy) faltam-me 3 episódios e, tanto em House of Cards como OITNB, falta-me a última temporada.

Tom Hardy em Taboo
Como este post já ficou maior do que o esperado (não posso escrever sobre séries que gosto), as séries que quero ver em 2018 ficam para outro post. Me aguardem!

sábado, 23 de dezembro de 2017

MOVIE 36

Sou uma pessoa de fases. Há fases em que vejo mais séries, outras em que vejo mais filmes. Normalmente, é a fase das séries que predomina. Acho que, graças às redes sociais e ao mundo frenético em que vivemos, a minha capacidade de atenção tem vindo a diminuir. Os filmes têm, em média, duas horas, alguns são muito complexos e a minha paciência é diminuta. Por isto tudo, tenho tendência a ver mais séries. Há duração para todos os gostos: 20 ou 40 minutos ou mesmo 1 hora. É bastante mais preferível para a confusão do dia a dia, na minha opinião.

No entanto, ao andar pela blogosfera deparei-me com um projecto interessantíssimo: o MOVIE 36. Basicamente, este projecto consiste em ver, pelo menos, 3 filmes por mês e, assim, acabar o ano com 36 filmes vistos. Não sei quantos filmes vi este ano, mas desconfio que terão sido menos que 36. 


Eu sou daquelas pessoas que tem uma lista ENORME de filmes que quer ver, no entanto, como disse anteriormente, as séries acabam quase sempre por ganhar o duelo. Portanto, este projecto parece ideal para mim. Para além de nos incentivar a ver mais filmes, este projecto não consiste só nisso. Devemos, também, falar do filme no blog e debatê-lo. Pode ser de comédia, romance, o que for. O importante é criar um debate e tentar que toda a gente participe activamente na conversa. Assim, devemos "pegar" no tema do filme e partilhar as nossas reflexões, o que sentimos ao vê-lo, etc. 



A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"

A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "a Sofia World"

Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make It Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By The Library"
Francisca Gonçalves, "Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

Se quiserem participar (o que eu aconselho), devem mandar um email para imperiumbylyne@gmail.com, com o vosso nome e o nome do vosso blog e como assunto da mensagem "MOVIE 36 - PARTICIPAÇÃO".

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Leituras Desassossegadas #5

Os livros do final da tua vida – Will Schwalbe

Li este livro há algumas semanas e ainda hoje penso nele. É um dos meus livros favoritos, um daqueles livros que acho que toda a gente devia ler.
«Forçados por uma trágica circunstância, Will Schwalbe e a mãe ficam longas horas em salas de espera de hospitais. Para passar o tempo, decidem falar dos livros que estão a ler. Através das suas leituras, percebemos o quanto os livros são reconfortantes, surpreendentes e maravilhosos.»

Este é um livro sobre livros, sobre o poder da leitura, mas também sobre o amor, a doença, o luto. Acho que, por mais que tente, não vou conseguir explicar o significado deste livro. É tão, mas tão importante que se tiverem oportunidade de ler, por favor, leiam-no.

Mary Anne, a mãe de Will, é uma inspiração para mim não só por demonstrar um carácter forte e destemido não por enfrentar o cancro, mas por ser assim antes dele. Mary Anne fez várias acções humanitárias ao longo da sua vida e percorreu dezenas e dezenas de países, algo que eu quero muito fazer da minha vida. Senti uma ligação tremenda com esta mulher e as suas causas ao longo do livro. Mary Anne é uma apaixonada por livros, pela vida e pela educação e, a certa altura, diz "[…] há uma coisa que podes sempre dizer às pessoas que querem aprender mais sobre o mundo e não sabem como encontrar uma causa para apoiar. Podes sempre dizer-lhes que leiam."

Para além disso, logo no início do livro, o autor conta-nos que "[…] uma das coisas que aprendi com a minha mãe foi esta: ler não é o oposto de fazer; é o contrário de morrer."

Um livro sobre livros vale sempre a pena. Um livro sobre livros e sobre a vida vale ainda mais a pena. É mesmo um daqueles livros que toda a gente devia ler. 


Mandela, a construção de um Homem – António Mateus

Li muito poucas biografias na minha vida. Muito poucas mesmo. É algo que gosto de ler, mas normalmente as biografias tendem a ser "calhamaços" com inúmeros pormenores e detalhes que não interessam lá muito. Esta biografia de Mandela é o oposto. António Mateus teve o privilégio de viver, enquanto jornalista, os acontecimentos que relata no livro – nomeadamente, os dias antes e após as eleições em que Mandela se tornou presidente de um país que nas décadas anteriores tinha sido marcado pelo apartheid.

É um livro pequeno (tem 237 páginas) mas nele relata o mais fundamental para quem quer conhecer mais e melhor Nelson Mandela.

O que este livro tem de especial, como qualquer livro sobre Mandela, é o positivismo que emana. A vontade de perdoar, de sermos bons uns para os outros, a disciplina e o autodomínio, a serenidade – todas estas são características de Mandela que vão passando, lentamente, para o leitor. 

Fiquem com a sinopse: «Mandela, a construção de um homem é um retrato próximo de um herói dos nossos dias e de como se transformou de forma a poder mudar o mundo, pelo seu exemplo de perdão e empenhamento em tornar críticos e inimigos em parceiros de solução.
Num trabalho assinado por António Mateus, jornalista com um conhecimento ímpar dos assuntos africanos, testemunha dos principais momentos do fim do apartheid e de reconciliação da África do Sul, este livro é uma viagem ao lado humano de alguém que se tornou, nas suas palavras, o homem mais solitário do mundo.»



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

American Gods

Inspirada na obra com o mesmo nome de Neil Gaiman, esta série é centrada numa guerra entre os velhos e os novos deuses. Os seres bíblicos e mitológicos estão a perder cada vez mais fiéis para os novos deuses, que reflectem o amor da sociedade por dinheiro, tecnologia, celebridades e drogas. Na série, seguimos a viagem de Mr. Wednesday, um dos velhos deuses, que está na Terra numa missão: reunir forças para lutar contra os novos deuses.



No meio disto tudo está Shadow Moon, que é, basicamente, o ponto de ligação entre o público e uma história que faz mais perguntas do que dar respostas. Shadow passa o tempo todo perdido e incrédulo com que se passa à sua volta, exactamente o que nós, espectadores, sentimos. A série é um pouco confusa e, no início, é normal que se sintam um pouco perdidos. Esta é uma série para o qual é preciso alguma paciência, mas, digo-vos já, que vale totalmente a pena!

Para além de Mr. Wednesday e de Shadow, ainda existem mais duas personagens sobre as quais convêm falar: Laura Moon e Mad Sweeney. Laura Moon é casada com Shadow e é uma personagem bastante complexa. Eu pessoalmente não gosto nada dela, acho-a bastante arrogante e pretensiosa, mas é um facto que é uma personagem bastante importante para a história. Já o Mad Sweeney é a melhor personagem de American Gods!! É Irlandês, um "leprechaun" e tem um toque bem especial de fazer as coisas. A história paralela de Laura e do Mad Sweeney é bastante divertida e deixa-nos curiosos quanto ao que vai acontecer.



American Gods é a série mais f... alucinada que já vi na vida. Considero Mr. Robot, Preacher e Westworld (todas elas vão ter direito a post) também "alucinadas", mas American Gods consegue ser ainda mais. A sério, quase não dá para a descrever de tão maluca que é, não se percebe o que está a acontecer, só vendo! Acreditem que é uma série incrível, daquelas que passa dias e dias na nossa cabeça.

American Gods foi uma série que me surpreendeu muito! Já nem sei por que a comecei a ver, mas, digo-vos, é uma das melhores séries de 2017! Tem uma cinematografia brilhante, os efeitos especiais, os backgrounds, os actores… tudo é incrível! Esta série é arte! O princípio da série não é algo novo na ficção – os deuses só existem enquanto se acreditar neles. No entanto, apresenta uma perspectiva totalmente nova e "mais incrível", se é que se pode dizer isto, sobre as crenças e devoções, mostrando de uma forma brilhante que estas mudam de acordo com o avançar dos tempos.



Nesta primeira temporada, a história desenrola-se de uma forma um pouco lenta, o que é normal, visto que é só a primeira temporada e as personagens têm de ser introduzidas. A série toca, de forma bastante profunda, em alguns assuntos da sociedade actual, especialmente presentes nos EUA: racismo, homossexualidade, cultura armamentista, machismo. É uma série que não teve medo de colocar o dedo em feridas incómodas, ou seja, em assuntos delicados, da sociedade contemporânea.

Se estão à procura de uma série diferente, se gostam do tema ou se, simplesmente, gostam de boas séries, American Gods é a série certa!

sábado, 2 de dezembro de 2017

Leituras Desassossegadas #4

21 discursos que mudaram o mundo - Chris Abbott 

Como estudante de Relações Internacionais e considerando-me uma pessoa interessada no que se passa e no que já se passou no mundo estou sempre à procura de livros que me ajudem a ser uma pessoa mais informada sobre as políticas externas e os líderes mais importantes dos mais variados países.

Portanto, este livro, que reúne 21 discursos (como o próprio título indica) de pessoas que, num determinado momento, foram importantes para o mundo, pareceu-me super indicado para os meus gostos. Uma das melhores coisas neste livro é que não reúne só discursos de figuras políticas importantes como, por exemplo Obama ou Churchill, ou discursos que toda a gente já conhece, já leu ou ouviu em algum lado (Martin Luther King ou Ghandi), mas reúne também discursos de figuras mais desconhecidas para o público em geral (Marie Fatayi-Williams ou Napoleon Beazley).

Eu sou uma pessoa das palavras. Desde sempre que gosto de escrever, que prefiro escrever em vez de falar. Sou por natureza uma pessoa bastante tímida e reservada e escrever sempre me deixou mais à vontade do que falar. Na introdução deste livro, citando Deval Patrick num discurso de 2006, podemos ler que "Sei que as palavras certas, ditas com a visão de um sítio melhor e com fé naquilo que não se consegue ver, são um apelo à acção".

Ao longo do livro, Abbott vai abordando, através dos discursos, temas como a imigração, a emancipação feminina, pena de morte (há um discurso de um homem que foi condenado à morte nos EUA por um crime que cometeu quando tinha 17 anos), alterações climáticas, terrorismo (há um discurso de Bin Laden), segurança e guerra, entre outros.  

Este livro está dividido em quatro partes: a primeira, chamada "O mundo inteiro é humano", a segunda "Se não estás connosco estás contra nós", a terceira "a lei do mais forte" e, por último, "Give Peace a Chance". De entre os variados discursos, gostei mais de uns, como é óbvio, e menos de outros. No entanto, achei este livro muito interessante na medida em que coloca em perspectiva muitas coisas que eu achava que eram certas ou outras que achava que eram erradas e más para a humanidade. Este livro fez-me pensar, e eu gosto de livros (e de coisas) que me façam pensar.

Sem dúvida, fez-me pensar na questão da pena de morte. O discurso que representa esta questão é de Napoleon Beazley, executado no Texas em maio de 2002. Este senhor foi condenado à pena de morte por um crime que cometeu quando tinha apenas dezassete anos… O seu discurso foi uma declaração escrita, não para dizer que era inocente ou pedir clemência, mas para protestar contra este sistema de pena de morte. As suas últimas palavras foram para contestar, dizendo que a pena de morte não traz justiça a ninguém e, pior, mostra que não existem segundas oportunidades aos olhos da justiça.
No último parágrafo da sua declaração, diz: "Dêem uma oportunidade a esses homens de fazer o que está certo. Dêem-lhes uma oportunidade de corrigir o mal que fizeram. Muitos deles querem resolver a confusão que causaram, mas não sabem como. O problema não é que as pessoas não estejam dispostas a ajudá-los, o problema é o sistema dizer-lhes que isso não faria diferença. Esta noite ninguém ganha. Ninguém sai vitorioso."  

Segundo a Amnistia Internacional, a pena de morte existe em quase sessenta países. No entanto, a esmagadora maioria das pessoas executadas são-no em apenas cinco países: China, Irão, Arábia Saudita, Paquistão e Estados Unidos da América. Sendo que nesta lista há uns que se acham os vanguardistas do progresso é um bocado estranho...

Outro discurso que me marcou bastante foi o de Marie Fatayi-Williams, a mãe de uma das vítimas da explosão num autocarro em 2005, em Londres. A explosão fez parte de uma estratégia concertada de ataques com bombistas suicidas no sistema de transportes públicos de Londres que matou cinquenta e duas pessoas e feriu outras setecentas.
Este discurso revelou a dor de uma mãe de luto pela perda do filho, no entanto, não procurou vingança contra os autores das explosões. Este discurso destacou-se, para mim, pela vontade de perdoar. É muito fácil, nestas situações, cair na tentação do ódio e da vingança, mas esta mulher, que tinha acabado de perder o filho, teve uma atitude de amor e tolerância. Se ela conseguiu, todos nós conseguimos. Fazem falta mais pessoas assim, pessoas com capacidade de renegar ao ódio.
Uma das frases que mais me marcou: "É tempo de parar e pensar. Não podemos viver com medo, porque estamos cercados pelo ódio. O ódio só gera ódio. Está na hora de travar o ciclo vicioso de matança."

Enfim, este livro está cheio de discursos, alguns inspiradores, outros evitáveis (Bush filho e Tony Blair), mas todos discursos que ajudam a mostrar como o nosso mundo foi sendo "construído". Aconselho!  


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Avengers: Infinity War

Saiu o primeiro teaser trailer de Avengers: Infinity War!!!! Ohhhhh meu Deeeeeeus!!! Parem tudo o que estão a fazer e vão  ver. Vão ver, pessoas!!

Quem me conhece (e quem lê o blog) sabe que eu sou grande fã da Marvel. Estou tão entusiasmada com este filme que acho que já vi o trailer umas 20 vezes. Um filme que junta o Iron Man, o Spider-Man (tão querido o Tom Holland), o Black Panther (possivelmente, o meu personagem favorito de Civil War) e o Benedict Cumberbatch (aka Doctor Strange e Sherlock) só pode ser um filmaço!! Estes são os meus preferidos, mas claro que ver toda a gente da Marvel reunida vai ser só a melhor coisa de sempre! E o Thanos, senhores, o Thanos!!! Aaaah que não aguento com tanta maravilha.



Ai há tantas coisas a dizer sobre este trailer... mas vamos ficar só por: eu não sou fã do Capitão América (team Iron Man, sempre), mas que homão da porra!! O que é aquilo, senhores??? O que é aquela barba??? 

E o que são os Guardians of the Galaxy no final?? Aaaah, este filme vai ser tão incrível!

*A autora deste blog desmaiou com tanto entusiasmo - fiquem atentos às próximas publicações* 

Londres #1

Novembro foi mês de ir passear a terras de Sua Majestade. Moderna e histórica, marcada pela inovação e elegância, de cultura singular, Lond...