quinta-feira, 8 de março de 2018

Call Me By Your Name - Movie36

Finalmente, consegui arranjar disponibilidade mental para escrever sobre este filme. Call Me By Your Name é dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos. Não querendo criar demasiadas expectativas, é um filme incrível. In-crí-vel!

"Verão de 1983, norte de Itália. Elio Perlman (Timothée Chalamet), um precoce rapaz italo-americano de 17 anos, passa as férias na casa de família, uma mansão do século XVII, a transcrever e tocar música, a ler e a nadar. Elio tem uma relação próxima com o seu pai (Michael Stuhlbarg), um famoso professor especializado em cultura greco-romana, e a sua mãe Annella (Amira Casar), tradutora. Apesar da sua educação sofisticada e talento natural, Elio continua a ser bastante inocente, principalmente em assuntos do coração. Um dia, recebe a visita de um aluno americano, Oliver, que será o novo assistente do seu pai. No meio do cenário deslumbrante, Elio e Oliver vão se aproximando um do outro, o que mudará para sempre as suas vidas." (retirado daqui)

Bem, para já, o filme passa-se em Itália, o que é logo motivo para despertar a vossa atenção. Se não é, redefinam as vossas prioridades. A cidade é encantadora e a casa dos pais do Elio é linda, linda, linda, tem uma biblioteca enorme e um jardim absolutamente extraordinário e eu quero muito viver lá [só preciso de 1,7 milhões de euros… alguém quer dar uma ajudinha?]. A família do Elio é multi-cultural, onde se fala inglês, francês e italiano, o que concede uma dinâmica diferente ao filme. Como amante da língua italiana, o meu coração palpitava sempre que ouvia esta maravilhosa língua.

Uma das coisas que eu mais gostei neste filme é que não há dramas. A homossexualidade é respeitada, assim como seria se se tratasse de uma relação heterossexual – são duas coisas completamente normais. O que está aqui em causa, ou seja, a importância dada é ao amor e à descoberta do mesmo, e não à sexualidade em si. Ao longo do filme, vemos o amadurecimento das personagens, principalmente de Elio, e nunca, nunca há uma novela mexicana. Trata-se de amor, só de amor. O que, parecendo que não, é extremamente difícil de retratar.

O diálogo [ou monólogo] final do Elio com o pai é das coisas mais belas e mais duras, que vai deixar uma marca em todas as pessoas que virem o filme "com olhos de ver". Já vi algumas pessoas a reproduzirem nos seus blogues o diálogo, no entanto, eu vou optar por não o fazer, porque quero mesmo que quando virem o filme tenham o "choque" e que percebam mesmo o significado das palavras. Não vos vai deixar indiferentes.

Para além disso, a banda sonora do filme é tão, mas tão boa [anda em repeat desde que vi o filme], a cinematografia é lindíssima e o Timothée Chalamet tem uma prestação incrível [a cena final é arrebatadora e ainda ecoa na minha cabeça], e tenho a certeza que vamos ouvir falar muito dele nos próximos anos.

Para concluir, não fazia ideia que o filme era baseado no livro com o mesmo nome, de André Aciman. Não preciso de dizer que quero muito ler este livro, não é? Normalmente, nunca leio os livros depois de já ter visto o filme, tento sempre ler o livro primeiro e só depois ver o filme, mas neste caso não deu. Assim, terei de abrir uma pequena excepção à minha regra de "books before movies" [uma espécie de bros before hoes, mas que não teve muita graça… desculpem]

Cada pessoa tem o seu critério para considerar o que é um bom filme. Para mim, um dos pontos principais é não me deixar indiferente. E este filme não me deixou indiferente. Andou a ecoar na minha cabeça durante dias, o diálogo, a casa, a cena final, a vontade de viver um amor assim. Como disse no início, só agora consegui sentar-me e escrever sobre o filme, apesar de já o ter visto há mais de uma semana. Call Me By Your Name marcou-me muito e, sem dúvida, que entrou na lista dos meus filmes preferidos.

"Call me by your name and I'll call you by mine." 



*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

4 comentários:

  1. Nunca vi este filme das admito que estou a achar interessante! Já está na minha lista ;)
    Adorei o blog! Estou a seguir! Segue-me também ;)

    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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  2. Tens mesmo de ler o livro. Fui recentemente contagiado com o fenómeno CMBYN e pergunto-me se algum dia me vai largar. Já quero reler o livro e rever o filme. Sobre o livro... consegue ser ainda melhor. Apesar da adaptação ser muito fiel, há detalhes que faltam e o final no livro é bem melhor (e doloroso, talvez).

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    Respostas
    1. Se já estava interessada em ler o livro, fiquei ainda mais com o teu comentário! Tenho MESMO de o ler.

      Beijinhos

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