sexta-feira, 20 de abril de 2018

Darkest Hour - Movie36

Ainda na saga de ver os filmes nomeados para os Oscars deste ano, vi, no passado fim-de-semana, o Darkest Hour. "Com a Grã-Bretanha à beira de perder a guerra para a Alemanha, Winston Churchill sofre pressão para fazer um acordo com Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão." Estava nomeado para 6 categorias, incluindo a de Melhor Filme, mas apenas venceu a categoria de Melhor Actor – muito merecido, já que o Gary Oldman estava absolutamente extraordinário.

Conforme vos disse quando falei de Dunkirk, gosto muito de ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, e este período foi rico em pessoas com uma personalidade forte, que decidiram o destino do mundo. Winston Churchill é capaz de ser a figura política que eu mais admiro, pela sua personalidade, perseverança e uma certa rebeldia na luta contra os nazis. Grande parte do poder de Churchill estava não só na sua figura um pouco assustadora [o próprio Rei George VI, no filme, admite que Churchill o assustava], mas, principalmente, na palavra e na sua oratória. Churchill, antes de ser Primeiro-Ministro, foi correspondente de guerra e escreveu alguns livros sobre as suas experiências, e sempre se deu bem com as palavras. Alia-se o dom da escrita ao dom da oratória e temos "o maior britânico de todos os tempos", segundo a BBC.

No livro que estou a ler agora [As grandes personagens da História], Churchill é mencionado desta forma: "Na memória colectiva europeia, a imagem de Churchill está associada à Segunda Guerra Mundial. Com mais precisão, ao período de um ano que decorreu de Julho de 1940 a Julho de 1941, quando se encontrava à frente do Governo do único país da Europa que se mantinha de pé depois de ter declarado guerra ao Terceiro Reich. Foram estes meses de resistência heróica perante a potência militar que arrasava o continente que elevaram Churchill da categoria de político à de símbolo colectivo da luta contra o fascismo, a violência e a insanidade."

É um filme biográfico, mas não no sentido tradicional, já que não mostra toda a vida de Churchill, mas sim um momento específico que marcou a sua vida, o Reino Unido, a Europa e a Segunda Guerra Mundial. Não é o típico filme de História aborrecido, muito pelo contrário, é bastante dinâmico e interessante. Claramente que não é 100% exacto do ponto de vista histórico, senão seria um documentário, e não um filme. No entanto, vale muito a pena verem, seja para conhecerem melhor a figura de Churchill e aquele período da sua vida, seja para relembrarem uma velha figura que marcou muito a história da Europa.

A cena do metro é absolutamente extraordinária, e acho que muitos políticos dos dias de hoje deviam ver este filme, não só para aprenderem um bocadinho mais com Churchill, mas também para perceberem que, às vezes, é importante parar e escutar o que é o que povo tem para dizer e, sem dúvida, não ter medo de estar no meio das suas gentes.

Churchill sendo um orador tão talentoso, o que não falta no filme são citações que todos devíamos guardar. Para além do famoso discurso que já reproduzi aqui quando falei de Dunkirk, deixo-vos duas das minhas citações preferidas:

«Will you stop interrupting me while I am interrupting you!»

«Those who never change their mind never change anything.»


*Publicação inserida no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity

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