sexta-feira, 29 de junho de 2018

Movie36 - Junho

Junho foi o mês em que me vi livre das frequências!! Yupi!! Acabei a universidade, já sou licenciada!! Yupi!! Depois de ter acabado as frequências, o meu tempo para ver filmes foi totalmente diferente. Vi filmes quase todos os dias à noite e, para além de Die Welle e dos que vi para a publicação sobre os filmes que contam a história de Berlim, estes foram os "escolhidos" deste mês:

Deadpool 2 - "Depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafetaria desfigurado (Wade Wilson) luta para cumprir o seu sonho de se tornar no empregado de bar mais conhecido do Mayberry, ao mesmo tempo que aprende a lidar com a sua perda de paladar. Procurando recuperar a sua vontade de viver, assim como um 'flux capacitor', Wade tem de lutar contra ninjas, a Yakuza e uma matilha de cães sexualmente agressivos, enquanto viaja pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e do sabor - encontrando um gosto renovado pela aventura e vencendo a cobiçada chávena de café com o título de Melhor Amante do Mundo."
Esta foi a sinopse oficial lançada pela 20th Century Fox e claro que não diz nada sobre o filme. Assim como o primeiro, também vi este Deadpool no cinema e, obviamente, adorei. Preferi o primeiro, mas este também foi bom, o Ryan Reynolds nunca desilude e eu adoro-o completamente. É daqueles filmes que ou se gosta, ou então mais vale desistir de ver filmes eheh


Three Billboards Outside Ebbing, Missouri – "Depois de meses sem ser encontrado o culpado no caso de homicídio da sua filha, Mildred Hayes faz uma jogada ousada ao alugar três cartazes à entrada da cidade com uma mensagem polémica dirigida a William Willoughby, o respeitado chefe de polícia da cidade. Mas quando o seu adjunto Dixon, um menino da mamã imaturo com uma inclinação para a violência, se envolve, a batalha entre Mildred e a lei de Ebbing, descontrola-se."
Filme nomeado para não sei quantos Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Actriz, e que eu só vi este mês (apesar de a Cerimónia já ter sido há uma vida). Gostei do filme, é uma montanha russa de emoções e a Frances McDormand teve uma actuação extraordinária.


Den 12. Mann – "Noruega, 1943: depois que uma fracassada missão de sabotagem aos nazis e de deixar onze companheiros mortos, o combatente da resistência norueguesa Jan Baalsrud (Thomas Gullestad) vê-se foragido da Gestapo pelos caminhos árcticos da Escandinávia. É uma jornada angustiante através do deserto implacável e congelado que se estenderá por meses e forçará Jan a tomar medidas extremas para sobreviver."
O que é que eu vos posso dizer sobre este filme? É extraordinário. Muito intenso. Muito pesado emocionalmente. Normalmente, quando vemos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial retratam sempre ou os nazis, ou os campos de concentração, ou ainda a força estoica dos soldados (geralmente, dos Aliados). Este filme representa o povo norueguês e como este se uniu para salvar um homem. É um filme muito bonito, com uma história muito bonita e que eu aconselho totalmente.
(Para quem vê Vikings, o gato do Jonathan Rhys Meyers – Bishop Heahmund – aparece no filme)


The Great Dictator – "Adenoid Hynkel (Charles Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita numa nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charles Chaplin), que está hospitalizado devido à participação numa batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa de viver no gueto."
Na minha saga por filmes que contassem a história de Berlim, vi este filme, de que toda a gente já ouviu falar (se bem que desconfio que pouca gente o viu). Se não viram, recomendo que o vejam, já que é considerado um dos filmes mais importantes e mais influentes de todos os tempos.
Assim como Die Welle, é um filme actual (apesar de ter sido feito em 1940), muito devido à descrição de um regime autocrático, mas também extremamente satírico e cómico, com Chaplin a gozar à descarada com Hitler e todos aqueles que lhe eram submissos.
O discurso final de Chaplin é absolutamente extraordinário, um discurso que emociona qualquer espectador e que transborda coragem e audácia. Reproduzo aqui uma parte: «I’m sorry, but I don’t want to be an emperor. That’s not my business. I don’t want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone - if possible - Jew, Gentile - black man - white. We all want to help one another. Human beings are like that. We want to live by each other’s happiness - not by each other’s misery. We don’t want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone. And the good earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful, but we have lost the way.»
Vejam este filme que vale totalmente a pena!


Captain America: Civil War – "Steve Rogers lidera a recente equipa formada de Os Vingadores, num esforço contínuo de salvaguardar a humanidade. Mas após outro incidente envolvendo a equipa resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para se instalar um sistema de responsabilização, dirigido por um membro do governo, para supervisionar e dirigir a mesma. O novo status quo divide Os Vingadores, criando dois campos - um liderado por Steve Rogers e pelo seu desejo de manter Os Vingadores livres para defenderem a humanidade sem interferência do governo e o outro por Tony Stark, que toma a decisão surpreendente de apoiar a supervisão e responsabilidade do governo."
No passado domingo, a SIC passou este maravilhoso filme. Claro que aproveitei para o rever, apesar de já o ter visto umas quarenta mil vezes.
Como sabem, sou uma grande fã da Marvel (escrevi sobre isso aqui) e este é, sem dúvida, dos meus filmes favoritos do MCU.


*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quarta-feira, 27 de junho de 2018

6 filmes que contam a história de Berlim

Quando escrevi sobre Berlim (eu sei, já foi há uma vida, em Abril), disse, também, que no fim das publicações sobre esta magnífica cidade, ia recomendar-vos alguns filmes que contam a sua história. Tardou, mas chegou.


Cabaret – "Drama musical, dirigido por Bob Fosse e baseado num livro de Christopher Isherwood e na peça teatral de John Van Druten. Berlim, início dos anos 30. Em plena ascensão do nazismo, uma cantora e dançarina envolve-se simultaneamente com um professor inglês e um nobre alemão. Ela trabalha no Kit Kat Klub de Berlim, sob a tensão constante das ameaças dos nazis, em espectáculos que têm como mestre de cerimónias o personagem de Joel Grey."
Este é daqueles filmes que eu só veria mesmo numa ocasião específica, ou tendo em mente um tema específico. Não sou muito fã de musicais, ou filmes "musicados", mas achei por bem ver este filme pois dava-me a época histórica que eu precisava para esta publicação – a era anterior ao nazismo e a sua progressiva implementação na sociedade germânica. É um filme muito bom, especialmente se considerarmos em que ano foi feito (1972) e a Liza Minelli e o Joel Grey estavam absolutamente extraordinários.


Der Untergang [The Downfall] – "Berlim, 20 de Abril de 1945. Hitler (Bruno Ganz) refugia-se num bunker situado sob a Chancelaria. Na superfície, os constantes bombardeamentos da artilharia russa anunciam a chegada do inimigo. A capital alemã encontra-se reduzida a escombros e os combates de rua iniciam-se. Apesar do esforço dos poucos soldados, ajudados pelas milícias populares (Volkssturm) e por crianças da Juventude Hitleriana, a derrota é inevitável. Baseado nas memórias da secretária de Hitler, Traudl Junge (Alexandra Maria Lara), e no best-seller do historiador Joachim Fest (Inside Hitler's Bunker: The Last Days of the Third Reich), A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich reconstrói os últimos 12 dias do ditador."
Dos melhores filmes que já vi sobre Hitler, Berlim e a Segunda Guerra Mundial. A actuação do Bruno Ganz é qualquer coisa de maravilhosa. Aconselho imenso!


Das Leben der Anderen [The Lives of Others] – "No início dos anos 80, na antiga RDA, o bem-sucedido dramaturgo Georg e a sua companheira de muitos anos Christa, uma famosa actriz, são duas das grandes estrelas intelectuais do Estado socialista, apesar de, em privado, não concordarem com tudo o que o partido faz. O Ministro da Cultura, que começa a interessar-se por Christa, manda um agente secreto espiar o casal. O agente encarregue da tarefa começa a interessar-se profundamente na vida do casal."
Achei algumas partes um pouco aborrecidas, mas, no geral, é um filme muito bom. Gostei de ver uma perspectiva diferente – já que vemos o lado de uma figura que representa a tirania – sobre o que foi ter vivido durante a Guerra Fria na RDA (República Democrática da Alemanha), e gostei, principalmente, do final.


Good Bye Lenin! – "Outubro de 1989 era uma má altura para ficar em coma, para quem vivesse na Alemanha de Leste – e é o que acontece precisamente à mãe de Alex, uma activista do progresso social e das melhorias na vida de todos os dias na Alemanha socialista. Alex tem um grande problema em mãos, quando a sua mãe acorda do coma, 8 meses depois. O seu coração está tão fraco que o menor choque pode levá-la à morte. E o que poderia ser mais chocante do que a queda do Muro de Berlim e o triunfo do capitalismo no seu amado país? Para salvar a sua mãe, Alex transforma o apartamento onde vivem numa ilha do passado, num museu do socialismo, onde a sua mãe é amavelmente levada a crer que nada mudou. O que começa por ser uma pequena mentira, começa a fugir ao controlo de Alex, que vê a sua mãe a querer circular pela casa, ver televisão, etc. Good Bye Lenin! conta a história de um filho que tenta mover montanhas e criar milagres para restaurar a saúde da mãe – e mantê-la na ilusão de que Lenine tinha ganho a batalha contra o capitalismo."
Já tinha visto este filme, mas vê-lo pela segunda vez teve um novo e diferente significado depois de ter ido a Berlim. Conforme escrevi aqui, Berlim é uma cidade que preserva a sua história e por toda a cidade podemos ver lembranças, especialmente, do período da Guerra Fria.
É considerado uma das obras-primas do cinema alemão, e retrata de forma fiel a loucura ou o desagrado sentido pela população da Alemanha socialista. Para quem estiver interessado nesta época histórica, para além de recomendar este filme, recomendo (muito!!!) o livro O Fim do Homem Soviético, de que já falei aqui.



Er ist Wieder da [Look Who’s Back] – "Adaptado do romance satírico do mesmo título, da autoria de Timur Vermes e publicado em 2012, a fita imagina Hitler a acordar na Berlim dos dias de hoje, no parque onde outrora estava o bunker onde teria morrido, a descobrir um mundo muito diferente do que imaginou e a acabar por participar num "talk-show" e a ganhar uma publicidade inesperada entre os seus conterrâneos."
Em 2014, todas as pessoas vêem Hitler como um imitador e comediante e, por isso, não o levam a sério e riem-se do que ele diz. Filme muito bom para perceber como seria se Hitler voltasse nos nossos tempos.



The Book Thief – "Baseado no romance de Markus Zusak, decorre durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e conta-nos a história de Liesel Meminger, uma rapariga adoptada que vive nos arredores de Munique. Liesel cria um sentido para a sua vida roubando algo a que não consegue resistir - livros. Com a ajuda do seu pai adoptivo que toca acordeão, Liesel aprende a ler e, durante os bombardeamentos, compartilha os livros roubados com os seus vizinhos e com o judeu escondido clandestinamente na sua cave."
Este filme não se passa em Berlim, mas sim em Munique. No entanto, como está relacionado com o tema, já que decorre em plena Segunda Guerra Mundial, e porque é dos meus filmes (e livros) preferidos, tinha de o incluir aqui. Vale muito a pena!



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Amesterdão #1

Quando pensamos em Amesterdão, normalmente, vem-nos logo à cabeça três coisas: coffeshops (logo), bicicletas e canais. No entanto, claro que a cidade é muito mais do que isso. Sinceramente, Amesterdão é das minhas cidades preferidas e só espero conseguir transmitir-vos todo o meu amor por esta cidade de uma forma clara.

Estive dois dias em Amesterdão, dois dias muito bem aproveitados e que esprememos ao máximo!
Então, chegámos a Amesterdão de comboio e, por isso, a primeira coisa que vimos foi a lindíssima Central Station, construída entre 1881 e 1889 e que se encontra na zona do porto.


Ao irmos para o centro, vemos logo um edifício muito bonito, o Bijenkorf, uma espécie de shopping de artigos de luxo. 

Chegamos depois à Dam Square, um lugar histórico e lindo que vai fazer com que se apaixonem de imediato pela cidade. Na Dam Square, podemos ver o Koninklijk Paleis (Royal Palace), construído no século XVII, o Madame Tussauds e o Monumento Nacional, construído em homenagem as vítimas da Segunda Guerra Mundial. Para além disso, perto do Palácio Real, está a Nieuwe kerk, um templo religioso do século XV. (notem a diferença nas cores do céu entre um lado da rua e do outro...) 





Depois disso, passamos pelo Magna Plaza, um shopping com uma fachada lindíssima e fomos ter ao Muntplein, uma praça no centro. Há ainda outra praça, a Leidsplein, que é um dos centros de diversão mais animados de Amesterdão com vários cafés, pub, coffeshops e restaurantes. 


Fomos ainda ao Flower Markt, um mercado de flores flutuante. Aqui, passeando entre uma barraca e outra, há muitas opções para comprar não só tulipas, mas também os bolbos de flores e sementes.


Como viram pelas fotos, o primeiro dia em Amesterdão esteve um pouco nublado, tendo só aliviado no final do dia. No segundo dia, o tempo esteve melhor, mas isso deixo para uma próxima publicação! 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Book Bingo "Leituras ao Sol"

Não sou uma pessoa de fazer listas TBR. Normalmente, gosto de olhar para a minha estante e pegar no livro que me apetece ler no momento. Não há uma fórmula científica, é conforme eu acordar. Mas, quando vi este desafio no blog The Daily Miacis tive de aderir imediatamente!! O desafio foi criado pela Isa, do Jardim de Mil Histórias, e pela Tita, do O Prazer das Coisas, consiste nas categorias que estão na imagem e o prazo é o Verão, ou seja, de 21 de Junho (ontem) a 22 de Setembro. É uma lista ambiciosa, já que são 16 livros para ler num espaço de 3 meses; não prometo cumprir todas as categorias, mas vou tentar com muito esforço e afinco. Se estiverem interessados (espero que sim!), podem ver as regras aqui.

Categorias:
* Livro que tenha sido lançado no ano em que nasceste
Que melhor maneira de começar esta TBR do que com Harry Potter? Não há, pois não? Andei às voltas e às voltas a tentar encontrar um livro que tivesse sido lançado em 1997, já estava prestes a desistir quando, de repente, me lembrei que o ano em que eu nasci tinha também sido o ano em que a (maravilhosa) J.K.Rowling tinha lançado o seu primeiro livro! Yupi!

* Livro cujo o título tenha as letras que componham a palavra MAR
Na publicação do Dia Mundial do Livro, falei-vos dele na categoria "livro que já devia ter lido". É desta, senhores! 

Um livro de um autor português
Uma aquisição recente e segundo livro do Eça que vou ler este ano, depois do A Cidade e as Serras. Vamos lá ver se é desta que eu passo a gostar do senhor Eça de Queirós...

* Livro de um autor que tenha as tuas iniciais
Não tem propriamente as minhas iniciais, mas deixem passar, que tem um S e eu andei aqui às voltas a tentar encontrar algum. Fica este e assunto encerrado!

* Livro escrito por uma mulher
Livro que estou a ler actualmente. É o meu primeiro livro de Virginia Woolf e ainda vou muito no início.

* Livro "silly"
Não sei muito bem o que é que é esperado desta categoria, por isso, escolhi este livro, que já andou nas bocas mãos de meio mundo.

* Livro com apenas uma palavra no título
Não sei o que esperar deste livro, ou de Goethe, por isso, estou meio às aranhas. Espero que não seja uma leitura difícil. 

* Livro que leste quando eras jovem e gostaste muito
Um livro fininho, que se lê numa tarde, do incrível Gabriel García Márquez.

* Livro que se passe no Verão
Não tenho bem a certeza se o livro se passa no Verão, mas no filme as cenas pareceram-me ser todas passadas em tempo de sol e calor. Vamos acreditar que sim, pois quero muito ler este livro, sobretudo depois de ter amado tanto o filme, conforme escrevi aqui.

* Livro com um número no título
O Manuel Forjaz era, e é, uma pessoa extraordinária e absolutamente inspiradora. O Nunca te distraias da vida vive na minha estante e, de vez em quando, recorro a ele, exactamente para me (re)lembrar de nunca me distrair da vida.

* Livro de não-ficção
Escrito em plena época alta da crise económica e financeira que abalou o país (2013), é um livro denso, mas espero que útil para perceber um pouco melhor a nossa sociedade capitalista e quais as soluções para os problemas que a afectam.

* Livro que compraste pela capa
Bem, não foi bem pela capa que comprei este livro, mas que a capa é realmente incrível, é. E o Valter Hugo Mãe é um escritor fenomenal. Vale sempre a pena.

* Livro de um prémio literário estrangeiro
A autora foi Prémio Nobel da Literatura em 2015, dela já li O Fim do Homem Soviético, que achei magnífico, por isso, estou muito curiosa para ler este.

* Livro escrito por uma celebridade 
Acho que é o único livro que tenho escrito por uma celebridade.

* Livro que tenha sido publicado há mais de 10 anos
Livro publicado em 2005, o Saramago é o único que aparece nesta lista duas vezes, mas é o Saramago... o que é que posso fazer?! 

Um livro de um prémio literário português
Prémio Book.it em 2012 e o único policial desta lista.

E chegamos ao fim... esta foi, sem dúvida, das publicações que mais gozo (e trabalho) me deu fazer e ficaria muito contente se vocês se juntassem a este desafio! Conforme disse em cima, não estou à espera de conseguir fazer "bingo!", mas acho mesmo um desafio muito divertido e que tem a capacidade de nos estimular. Vamos começar!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Die Welle - Movie36

Eu sei, vocês estão a pensar "então esta em Maio só fez uma publicação para o Movie36, agregou todos os filmes, e agora voltou a fazer uma publicação por filme? Mau!". Bem, a verdade é que eu nunca sei muito bem como é que vão ser as minhas publicações para o Movie36. Eu gostei muito do formato do mês passado, porque também vi muitos filmes, mas acho que filmes especiais e que realmente me disseram alguma coisa vão ter destaque.

Die Welle conta a história de "um professor do ensino secundário encarrega os seus alunos de levarem a cabo uma experiência fora do comum, sobre como é viver num regime ditatorial. A experiência começa a atingir proporções inesperadas quando é formada uma unidade social com vida própria."

A escola onde se passa o filme tem um "Projecto Semanal", feito para os alunos darem valor à democracia, em que em cada aula o professor e os alunos discutem temas como anarquia e autocracia. Por isso, ainda nem cinco minutos do filme tinham passado e eu já desejava ser teletransportada para aquela aula. Quem me dera ter tido um professor assim.

O professor tem ideias realmente inovadoras em que põe todos a discutir os ideais de autocracia, contudo isto rapidamente dá para o torto, quando o movimento sai de dentro da sala de aula para se tornar numa anarquia, que não era de todo o objectivo do professor e em que este já não tem controlo nenhum sobre o movimento. Rapidamente vemos todas as marcas e elementos-chave do nazismo, como a saudação, as organizações paramilitares que espalham o terror e a intimidação, o apoio excessivo a uma modalidade desportiva, a exclusão daqueles que não concordam com a nova ordem. Os novos valores são a comunidade, força e, sobretudo, a disciplina.



O filme consegue retratar a facilidade com que ideais extremistas podem ser apresentados de maneira inofensiva, mas que no conjunto e continuidade, podem transformar-se em algo realmente perigoso. A eliminação de pequenos grupos, a definição de um inimigo comum, a aquisição de um uniforme e de um cumprimento secreto aos poucos fazem com que o grupo acredite que são especiais e, por consequência, melhores do que aqueles que não fazem parte.
Este filme é tão pesado, não só pelo que acontece durante o filme, mas sobretudo, sobretudo, por uma cena na parte final que me deixou profundamente chocada.

Um filme bastante actual, com o (re)surgimento da extrema-direita por toda a Europa. É um filme sobre a psicologia das massas: a escola aparece então como um microcosmo da Alemanha nazi, ou de qualquer nação com um regime totalitário. Obrigatório para entender como é possível uma ditadura ser implantada e, mais ainda, como é que as pessoas podem se sentir atraídas e permitir isso. Faz-vos pensar nele durante dias.

Fez-me lembrar o Dead Poets Society (um dos meus filmes preferidos) e Detachment, dois filmes que eu também recomendo imenso!



*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

domingo, 17 de junho de 2018

Leituras Desassossegadas #16

A Cidade e as Serras, Eça de Queirós

«A Cidade as Serras, romance publicado um ano após a morte do autor, teve como ponto de partida o conto A Civilização. Como o próprio título sugere, Eça faz uma comparação entre a vida agitada de Paris com a pacatez da vila de Tormes. Zé Fernandes, o narrador, vai contando as peripécias do cosmopolita Jacinto, que depois de ter vivido na cidade-luz, regressa a Tormes, a sua terra natal.
Nesta obra, escrita já na fase final da sua vida, Eça de Queirós afasta-se do realismo e abandona a crítica feroz à sociedade portuguesa de então que o caracterizou.»

Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Ensino Secundário e acho que é uma das leituras "obrigatórias" no 11º ou 12º ano. Comprei-o nessa altura, para ler para Português, mas lembro-me que peguei nele, li as primeiras páginas, pousei-o e nunca mais o voltei a ver. Até agora.

Quando, no 11º ano, tive de ler Os Maias, percebi que a minha relação com o Sr. Eça ia ser (bastante) complicada. Foi o livro que demorei mais tempo a ler, acho que demorei uns bons meses, e lembro-me que foi com muita dificuldade e persistência que finalmente o acabei. Não me interpretem mal, acho que é um livro extremamente inovador para a época em que foi escrito e que descreve muito bem a sociedade portuguesa da altura. O problema, para mim, é que descreve demasiado. Quem leu este livro, ou o deu nas aulas, sabe bem a complicação que é passar as primeiras dezenas de páginas, com a lentíssima descrição do Ramalhete. Bom, adiante. Por ter tido esta experiência com Os Maias, estava bastante reticente quanto a este A Cidade e as Serras. Mas convenci-me de que já estava há demasiado tempo na minha estante à espera e de que merecia uma (segunda) oportunidade. E que o iria ler, custasse o que custasse.

Tenho-vos a dizer que a minha relação com o Eça não melhorou em nada. Assim como n’Os Maias, há algumas coisas de que gostei, mas, em geral, a descrição maciça de tudo o quanto é coisa aborreceu-me imenso. Para terem noção demorei quase quatro semanas a ler, quando, normalmente, demoro uns 3 dias a ler livros desta dimensão.

Contudo, ultimamente ando numa fase de valorizar muito mais o campo do que a cidade. Toda a minha vida vivi no campo, até ter ido para a universidade e ter ficado a viver na cidade, vindo só a casa aos fins-de-semana. Na minha adolescência, preferia a cidade ao campo, já que no campo não se fazia nada, para ir à cidade precisava de apanhar mil e um transportes e demorava imenso.  Mas, agora, aprendi a apreciar a beleza do campo. O sossego. A tranquilidade. O poder estar sentada no jardim a ler um livro ao som dos passarinhos, sem ser constantemente interrompida por buzinas ou por alguém que decide mandar um berro no meio da rua. Ai, a paz que se vive no campo. 
Isto tudo para dizer que me revi na atitude de Jacinto, em que para ele, no início, a Civilização é que era fenomenal e que, no entanto, acabou por encontrar a felicidade no campo. Por isso, gostei muito mais da segunda parte, em que Eça descreve a bela aldeia de Tormes, do que da primeira, com a aborrecida descrição de Paris e da Civilização.

Se gostarem de Eça de Queirós, recomendo. Senão, recomendo também, que sou daquelas que acredita que todos os livros devem ter a sua oportunidade. Se gostarem da temática, força nisso!


terça-feira, 12 de junho de 2018

Séries de 20 minutos que valem a pena

Hoje, venho falar-vos de… séries!! Não estavam nada à espera, pois não? Nem sequer é um tema recorrente aqui no blogue… Bom, vamos lá falar escrever sobre séries que tenham episódios de duração de 20 minutos.

Normalmente estas séries de 20 minutos são de comédia e eu gosto de ver estes episódios quando tenho outras coisas para fazer, mas tenho mesmo muita vontade de ver uma série (que é sempre!). O que acontece é que nunca vejo só um episódio, acabando, por vezes, por perder mais tempo do que se só tivesse visto um episódio mais longo, de 40 minutos ou mesmo uma hora. Mas adiante! Passemos às escolhidas: 

Sex and the city – "Quatro mulheres solteiras, bonitas e confiantes de Nova Iorque são melhores amigas e partilham entre si os segredos das suas conturbadas vidas amorosas. Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) é uma colunista e narra a história. Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) é uma advogada determinada, que deseja sucesso na carreira e na vida amorosa. Charlotte York (Kristin Davis) é uma comerciante de arte vinda de uma família rica que é insegura sobre si mesma. E Samantha Jones (Kim Cattrall) é uma loira fatal que está sempre à procura de um bom partido."
Toda a gente conhece esta série, é a Bíblia das mulheres, e claro que tinha de fazer parte desta lista! No ar de 1998 a 2004, tem 6 temporadas e foi das primeiras séries que eu vi.


The Big Bang Theory – "Leonard (Johnny Galecki) e Sheldon (Jim Parsons) são dois brilhantes físicos que dividem o mesmo apartamento. As suas vidas complicam-se quando uma belíssima jovem, Penny (Kaley Cuoco), muda-se para o apartamento do lado. Acompanhamos a vida dos dois físicos, juntamente com os seus amigos e colegas de trabalho e também cientistas, Wolowitz (Simon Helberg) e Koothrappali (Kunal Nayyar) e vemos como Penny pode influenciar as suas vidas."
Estreou em 2007 e está, actualmente, na 11ª temporada. Das séries mais conhecidas de sempre, toda a gente já ouviu falar, pelo menos, do Sheldon e é das boas comédias. Para além disso, aconselho Young Sheldon, de que já falei aqui.


Baby Daddy – "A vida do jovem Ben (Jean-Luc Bilodeau) muda radicalmente quando a sua ex-namorada abandona a filha, que ele nem sabia que existia, na sua porta. Ele decide criar a bebé com a ajuda do irmão Danny (Derek Theler), da mãe Bonnie (Melissa Peterman) e dos seus dois melhores amigos Tucker (Tahj Mowry) e Riley (Chelsea Kane)."
Esta é das minhas séries favoritas de comédia, sem dúvida! Esteve no ar de 2012 até 2017 () e tem 6 temporadas. Vale muito, muito a pena!


The End Of The F***ing World – "James (Alex Lawther) ainda não sabe, mas a sua vida está prestes a mudar com a chegada de uma rapariga nova no seu colégio. Assim como ele, a novata Alyssa (Jessica Barden) também tem problemas em relacionar-se com outras pessoas e está muito melhor sozinha. Aos olhos alheios, são apenas dois adolescentes estranhos, para eles, trata-se da parceria perfeita."
Estreou em 2017, e ainda não se sabe se terá uma segunda temporada. Preparem-se para esta série, é só o que eu vos digo! É linda, linda, linda. Muito diferente daquelas típicas séries de adolescentes, às vezes estranha e perturbadora, outras vezes muito querida… recomendo.


New Girl – "Zooey Deschanel é Jess, uma excêntrica e estranha rapariga, na casa dos 20, que, depois de uma complicada e hilariante separação com o namorado, decide dividir casa com mais três rapazes solteiros, mudando assim a vida de cada um deles da forma mais inesperada."
Quando vos falei aqui da série, ela ainda estava no ar, mas infelizmente, esta temporada foi a última.  Estreou em 2011, tem 7 temporadas e é excelente, mesmo! A par de Baby Daddy, também foi, sem dúvida, das melhores séries de comédia que já vi.


Friends – "Rachel (Jennifer Aniston), Mónica (Courteney Cox), Phoebe (Lisa Kudrow), Ross (David Schwimmer), Chandler (Matthew Perry) e Joey (Matt LeBlanc) formam um grupo de seis amigos que lutam para se sobressair e progredir na competitiva vida de Manhattan. O humor inteligente e apoio mútuo incondicional fazem com que a sua amizade seja cada vez mais forte, superando assim todos os obstáculos que a vida lhes apresenta. Trabalho, família, responsabilidade, dinheiro, sexo, compromisso e, sobretudo, amor e amizade, são alguns dos temas que preocupam"
Comecei a ver a série há duas semanas, e só me apetece hibernar para poder ver tudo de uma vez!! Claro que já tinha ouvido falar muito de Friends, mas nunca me tinha dado o clique para ver. Ah, que estúpida que fui! Esta série é tão incrível que não sei como é que vivi 20 anos da minha vida sem ela. Estou demasiado apaixonada!! No ar desde 1994 até 2004, tem 10 temporadas e, se são como eu e nunca viram a série, parem já tudo o que estão a fazer, metam férias e deliciem-se com esta bela série!


Falei-vos aqui de séries que eu já vi ou estou a ver, mas se conhecerem séries destas recentes, ou seja, que estejam a sair actual e semanalmente, eu agradecia! Venham de lá essas recomendações! 

Leituras Desassossegadas #25

3 semanas. 4 livros. Todos inseridos no desafio Book Bingo Leituras ao Sol . Já escrevi sobre um deles - V ozes de Chernobyl  - e hoje venh...