sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Leituras Desassossegadas #25

3 semanas. 4 livros. Todos inseridos no desafio Book Bingo Leituras ao Sol. Já escrevi sobre um deles - Vozes de Chernobyl - e hoje venho falar-vos dos outros três.

As intermitências da morte, José Saramago

«"No dia seguinte ninguém morreu". 
Que a morte tem as suas extravagâncias, já todos nós sabíamos. Mas que se cansasse de exercer a sua principal actividade, nunca nos passou pela cabeça! 
Imagine que, de um momento para o outro, num certo país, as pessoas deixam de morrer. Estarão os líderes e os habitantes desse país preparados para gerir a vida eterna e as suas consequências? 
Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas vertentes, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.»

É Saramago, o meu escritor preferido de toda a vida, e claro que é um livro magnífico. Acho que já disse aqui que tenho muita pena que a maioria dos portugueses achem que ler Saramago é algo difícil e que nem sequer deem outra oportunidade, depois de ler o Memorial do Convento na escola. Saramago não é difícil, é só uma questão de se habituarem à escrita dele. Claro que no primeiro livro que li do nosso consagrado Nobel tive de ler e reler e reler muitas das frases. Tinha de estar absolutamente concentrada no livro e nada mais. Mas, ao segundo livro, a sua escrita já se torna mais fácil de compreender. E ao terceiro. E por aí fora.

"É assim a vida, vai dando com uma mão até que chega o dia em que tira tudo com a outra"

"ainda quando não se deva desculpar, perdoar sempre se pode"

"em verdade o mundo está mais do que farto de episódios como este, ele esperou e ela faltou, ela esperou e ele não veio, no fundo, e aqui para nós, cépticos e descrentes que somos, antes isso que uma perna partida."


A desumanização, Valter Hugo Mãe

«"Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas."
Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza.
O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo.»

Não é uma leitura fácil. Tive sempre de estar muito atenta, normalmente em absoluto silêncio, para poder seguir a história. Percebo, também, que não seja um livro para todo o tipo de leitores. Apesar de não chegar às 300 páginas, é um livro difícil. As frases são curtas. Os capítulos são curtos. Não há muita pontuação, a não ser vírgulas e pontos finais. Ou odeiam ou amam. Cada passagem é feita para nos fazer pensar, ou para nos magoar. Chicotear. É um livro triste, tremendamente triste, e bastante intenso. Acredito que para o lermos, temos de estar na disposição certa. Um dia chuvoso de Inverno, talvez. É um livro triste, inquieto e desassossegado, mas também profundamente bonito.

A Desumanização foi o primeiro livro de Valter Hugo Mãe que li e quero muito voltar a ler algo deste escritor e foi o livro escolhido para a categoria “livro que compraste pela capa” o Book Bingo Leituras ao Sol.

Citações:

"Quando for grande, quero ser de outra maneira. Quero ser longe. Eu respondia: ninguém é longe. As pessoas são sempre perto de alguma coisa e perto delas mesmas. A minha irmã dizia: são. Algumas pessoas são longe. Quando for grande quero ser longe. E eu respondia: eu acho que quero ser professora."

"Já não sou criança, pensei com maior convicção. Não inventava mais monstros. Bastavam-se os que a realidade tinha."

"Quem não sabe perdoar, só sabe coisas pequenas."


O espião português, Nuno Nepomuceno

«André Marques-Smith é um bom rapaz. Dedicado à família e aos amigos, é o mais jovem funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros português a assumir a tão desejada direção do Gabinete de Informação e Imprensa. Uma dedicação profissional que esconde um coração partido.
Freelancer é o nome de código de um espião da Cadmo, uma organização semigovernamental internacional. A par do MI6 e da CIA, a Cadmo age nos bastidores da política mundial, moldando o mundo tal como o conhecemos. Freelancer é metódico e implacável, um dos seus operacionais mais cotados.
André e Freelancer são uma e a mesma pessoa. De Lisboa a Estocolmo, Londres, Roma ou Viena, as suas muitas faces desdobram-se, as missões sucedem-se. Uma delas reserva-lhe uma surpresa. Nas suas mãos, está uma descoberta que pode mudar o mundo e pôr em causa toda a sua vida. Mas, para o melhor e para o pior, ele não está sozinho…»

Primeiro romance de Nuno Nepomuceno, foi o vencedor do prémio literário Book.it em 2012. Não sou muito de ler policiais, mas há muito que tinha este livro na estante e decidi escolhê-lo para o Leituras ao Sol, na categoria "prémio literário português".

Claro que tem traições, tem suspense, tem reviravoltas, tem tudo o que um livro de espiões tem direito. Gostei que tivesse fugido ao cliché do "amor perfeito" e de como a história foi narrada.

Fiquei muito entusiasmada ao saber que este livro é o primeiro de uma trilogia, porque há algumas coisas que ficam em aberto, e vou tentar adquirir os restantes livros brevemente (e que a edição/capa que eu tenho não combina com a dos outros dois livros ☹). Para além disso, gostava imenso de ver este livro transformado em filme, acho que tem bastante potencial.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Séries em atraso

Vim só aqui listar a gigantesca quantidade de séries que tenho em atraso

Só da Netflix:
Atypical (2ª temporada)
Orange Is The New Black (5ª e 6ª temporada)
House of Cards (5ª temporada – que tenho de ver até dia 1 de Novembro)
Iron Fist (2ª temporada)
Luke Cage (2ª temporada)
13 reasons why (2ª temporada)

Dos restantes canais:
Preacher (3ª temporada)
Suits (8ª temporada)
Better Call Saul (4ª temporada)
Legion (metade da 2º temporada)
Genius (2ª temporada)
Scandal (4ª, 5ª, 6ª e 7ª temporada)
Alone Together (2ª temporada)
Quantico (3ª temporada)
Blindspot (3ª temporada)
Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow (as últimas temporadas)
The Path (2ª e 3ª temporada)
Travelers (2ª temporada)
UnREAL (3ª temporada)
The Shannara Chronicles (2ª temporada)

Entretanto, em Setembro voltam algumas séries que eu tenho em dia:
The Last Ship
The Big Bang Theory
Young Sheldon
The Good Doctor
Lethal Weapon
This Is Us
Empire
How To Get Away With Murder
Riverdale

Se calhar, mas só se calhar, já parava de começar a ver séries novas…

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Pensamentos Aleatórios #4

Setembro é o mês dos regressos. Hoje, dia em que vos escrevo, é o início de um novo ciclo para muitos. O regresso às aulas. O primeiro dia no secundário ou na universidade. Ou o segundo ano. Ou até o terceiro (e último). Setembro é o mês de regressos. Há até quem faça de Setembro o verdadeiro início do ano, em vez de Janeiro. E eu, pela primeira vez em quinze anos, este ano, não regresso às aulas. E é uma sensação estranha. Pela primeira vez, passo pelos corredores de "regresso às aulas" dos hipermercados e não compro nada. Não ando na habitual azáfama de comprar os livros, os cadernos, as canetas, os lápis. Esse já não é o meu mundo. Já acabei a licenciatura. Agora, o que me espera é o mundo do trabalho. Um mundo completamente diferente do que estava habituada. Um novo planeta.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Leituras Desassossegadas #24

Vozes de Chernobyl – Svetlana Alexievich

«A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioactivo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.
Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.
Vozes de Chernobyl é uma das mais aclamadas obras de Svetlana Alexievich, e tida como o seu trabalho mais duro e impactante.»

Parece-me que Chernobyl é desvalorizado pelo mundo ocidental. Nós, que fazemos filmes e documentários sobre tudo – o "prestígio" e "heroísmo" dos soldados norte-americanos, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, os espiões russos, entre outros temas. No entanto, parece que ninguém quer saber de Chernobyl. Parece, até, que nem aconteceu.

Tenho a ideia, e claro que posso estar completamente enganada, de que o que aconteceu em Chernobyl não é tão falado ou "sonante" como o que aconteceu em Hiroxima e Nagasaki. Estão os dois relacionados com armamento nuclear, um foi um acidente, o outro um atentado. Então, porque é que sempre que se ouve falar em nuclear, vem-nos primeiro (e só) à mente Hiroxima e Nagasaki? Se Chernobyl foi há menos tempo e tudo… o pior desastre nuclear de sempre aconteceu em 1986, há menos de 40 anos. Mas, quando penso – muito raramente antes de ler este livro, frequentemente durante a sua leitura, e bastantes vezes após – em Chernobyl, penso que aconteceu, sei lá, há 50, 100 anos? Uma das pessoas entrevistadas afirma que Chernobyl é "mundo de fantasia onde se combinaram o fim do mundo e a idade da pedra." (p.124). É e foi o terror. Algo inimaginável. Apesar de tudo, as cidades japonesas recuperaram do ataque, mas Chernobyl e as cidades e aldeias em redor nunca recuperaram. Tiveram o azar de estarem situadas em território soviético, onde as suas autoridades decidiram encobrir a gravidade da situação e, para além disso, mandar para A Zona homens desprotegidos e sem qualquer tipo de conhecimento nuclear.

Tanto neste livro, como n'O Fim do Homem Soviético (que eu aconselho imenso!), a disposição para o sacrifício do povo soviético está muito presente. «Heroísmo», «patriotismo», «sacrifício individual» são palavras fundamentais neste relato. Grande parte das pessoas que foram para A Zona foram de forma voluntária, e não o foram por causa de compensações monetárias (sendo que a maior parte delas nem chegou a existir). Foram, sim, porque é assim que a alma eslava funciona. São talhados para serem heróis, sacrificarem-se pelo bem comum, defenderem a pátria. Foram sempre educados para a guerra, sempre com um inimigo em mente – seja ele o nazismo, o capitalismo, o mundo ocidental. "Os jornais eram distribuídos diariamente. Eu só lia as manchetes: «Chernobyl: lugar de feitos heróicos», «O reactor foi derrotado», «A vida continua». (…). Diziam-nos que havíamos de vencer. Quem? O átomo? A física? O espaço cósmico? No nosso país, a vitória não é um acontecimento, é um processo. A vida é luta. (…). É preciso um lugar de acção «para mostrar coragem e heroísmo»." (p.127)
Mas Chernobyl foi outro tipo de guerra. Ninguém estava preparado. "Chernobyl… A guerra das guerras. Não há sítio possível para o homem se salvar. Nem debaixo de terra, nem debaixo de água, nem no ar." (p.77)

O livro transporta-nos para os dias após Chernobyl. Para o mundo pós-Chernobyl. É horror no seu estado mais puro. Incredulidade. O testemunho de pessoas que apesar de não conseguirem ver a morte, sentiam-na. Há alguém que afirma, "Tenho medo da chuva – eis o que significa Chernobyl. Tenho medo da neve. Da floresta. Tenho medo das nuvens. Do vento… Sim! De onde sopra? O que traz? Não é uma abstracção, não é uma conclusão, é uma sensação pessoal." (p.236). Outra pessoa que constata "Mas aqui… Aconteceu algo desconhecido… É um horror diferente. Não se ouve, não se vê, não tem cor nem cheiro, mas vamos mudando física e mentalmente. Altera-se a fórmula do sangue, altera-se o código genético, altera-se a paisagem…" (p.268/269).

Pessoas evacuadas achavam que iam voltar às suas casas. Várias pessoas afirmaram isso, acreditando que só iam estar fora de casa uns dias. Tiveram de deixar tudo nas suas aldeias, os pertences, memórias, animais. Só poucas pessoas, normalmente as mais velhas, resistiram à evacuação. "A mim perguntam: «E se os bandidos viessem?» «O que é que eles me podem tirar? Vão-me levar o quê? A alma? Só tenho a alma.»" (p.64)

Para quem não está familiarizado com o tipo de escrita de Svetlana Alexievich, os livros dela são como que uma reportagem. As obras dela retratam a realidade, apesar de quase sempre parecerem ficção. São obras duras. Marcantes. A autora entrevista pessoas, centenas de pessoas, mas não procura factos. Procura sentimentos. Emoções. A verdade de cada um. "Este livro não é sobre Chernobyl, mas sobre o mundo de Chernobyl. Sobre o acontecimento em si, já se escreveram milhares de páginas e filmaram centenas de milhares de metros de película. Pois eu ocupo-me daquilo a que chamaria a história omitida, os sinais, sem deixarem sinal, da nossa permanência na terra e no tempo. Escrevo e recolho o quotidiano dos sentimentos, dos pensamentos, das palavras. Tento captar a vida diária da alma." (p.45, entrevista da autora consigo mesma sobre a história omitida)

"O mundo está dividido: existimos nós, chernobylianos, e existem vocês, todas as outras pessoas. Reparou nisso? Nós aqui não especificamos: sou bielorrusso, sou ucraniano, sou russo… Todos se chamam a si mesmos chernobylianos. «Somos de Chernobyl», «Sou chernobyliano.». Como se fôssemos um povo separado… Uma nova nação…" (p.159)


Livro escolhido para o Book Bingo Leituras ao Sol na categoria "livro de um prémio literário estrangeiro".

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pensamentos Aleatórios #3

Valter Hugo Mãe, em A Desumanização:

"Os livros eram ladrões. Roubavam-nos do que nos acontecia. Mas também eram generosos. Ofereciam-nos o que não nos acontecia."

"Era uma rapariga mimada. Devia ser a poesia do meu pai que me mimava. Os livros. Eram os livros. Diziam-me coisas bonitas e eu sentia que a beleza passava a ser um direito."

"As palavras deixam-nos mágicos. Eram os livros que traziam feitiço e punham tudo a ser outra coisa."

"Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos. Andavam como sem ver, sem ouvir, sem falar."

Para quê acrescentar mais alguma coisa quando estas quatro citações dizem tudo? As palavras. A poesia. Os livros. ❤️

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Leituras Desassossegadas #23

Call Me By Your Name, André Aciman

«During a restless summer on the Italian Riviera, a powerful romance blooms between seventeen-year-old Elio and his father’s house guest, Oliver. Unrelenting currents of obsession and fear, fascination and desire threaten to overwhelm the lovers who at first feign indifference to the charge between them. What grows from the depths of their souls is a romance of scarcely six weeks’ duration, and an experience that marks them for a lifetime. For what the two discover on the Riviera and during a sultry evening in Rome is the one thing they both already fear they may never truly find again: total intimacy.»
[coloco as sinopses em inglês quando li o livro, também, em inglês – e ando numa fase de querer ler mais e mais na língua de Shakespeare.]

Este livro é uma pancada emocional, daquela em que levamos porrada mesmo forte. É sobre a descoberta do amor, do primeiro amor, é sobre paixão intensa, está carregado de desejo. Conseguimos sentir na pele o desejo que o Elio tem pelo Oliver e que o Oliver tem pelo Elio. O desejo é tanto que eles querem estar na pele do outro, sentir como o outro se sente, viver a vida do outro. Por isso, no livro faz (ainda) mais sentido o "Call me by your name and I'll call you by mine". Frase tremendamente profunda. Tão simples e com um significado tão gigante.

A famosa cena do pêssego é ainda mais profunda e "wow" no livro, como se pode imaginar. Tem tanto significado, muito mais do que o significado puramente sexual. O Oliver, naquele momento, aceita o Elio, na totalidade. Demonstra, com este gesto, que está tão apaixonado pelo Elio, como o Elio está por ele. E isso é tão bonito.

Eu sabia que ler o livro depois de já ter visto o filme ia ser um desafio. Ainda tinha todas as imagens do filme na minha mente, por isso, já tinha uma ideia do que ia ser esta experiência. Mas nunca pensei que fosse assim. Puro, gráfico, apaixonante.
O filme é bom, é muito bom, como eu já escrevi aqui. Mas, claro que o livro é muito melhor. Claro que é. É arte, na sua forma mais pura. Intenso. Poético. Tanto o filme como o livro, não nos deixam quando os acabamos. Ficam a pairar na nossa mente durante dias, semanas, meses – para a vida toda, talvez.

O livro não segue uma ordem cronológica definida, já que é narrado na primeira pessoa, pela voz do Elio, e ele vai contando conforme se lembra dos acontecimentos daquele verão. Esta foi uma diferença para o filme, já que no livro estamos completamente dentro da cabeça do Elio, enquanto no filme, temos uma perspectiva mais ampla dos acontecimentos. Por falar em filme, este é bastante fiel ao livro, só deixando algumas partes de fora. Excepto pelo final. O final do livro é diferente do final do filme, e se o filme já me tinha partido o coração, que dizer do final do livro? Senti-me um caco quando o acabei.

Call Me By Your Name vale muito, muito a pena e claro que se tornou num dos meus livros preferidos de sempre. Deixo-vos algumas citações:

«P.S. We are not written for one instrument alone; I am not, neither are you.»

«"Do you like being alone?" he asked.
"No. No one likes being alone. But I’ve learned how to live with it."»

«"(…). Everyone goes through a period of traviamento – when we take, say, a different turn in life, the other via. Some recover, some pretend to recover, some never come back, some chicken out before even starting, and some, for fear of taking any turns, find themselves leading the wrong life all life long."
(…)
"Sometimes the traviamento turns out to be the right way, Pro. Or as good a way as any."»

«"Do you really like to read that much?" she asked as we ambled our way casually in the dark toward the piazetta.
I looked at her as if she had asked me if I loved music, or bread and salted butter, or ripe fruit in the summertime.»

«He came. He left. Nothing else had changed. I had not changed. The world hadn't changed. Yet nothing would be the same.»



Livro escolhido para o Book Bingo Leituras ao Sol, na categoria "livro que se passe no Verão".

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Pensamentos Aleatórios #2

Pessoas que encontramos na rua e nos dizem "Olá! Tudo bem?" ou "Olá! Como estás?" e continuam a andar, sem esperar pela resposta. Se não querem saber, porque é que perguntam? 

Leituras Desassossegadas #25

3 semanas. 4 livros. Todos inseridos no desafio Book Bingo Leituras ao Sol . Já escrevi sobre um deles - V ozes de Chernobyl  - e hoje venh...