quarta-feira, 18 de julho de 2018

Leituras Desassossegadas #18

O Primo Basílio – Eça de Queirós

«Romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade uma família burguesa da época.
Jorge e Luísa são o típico casal burguês de classe média lisboeta. Para a sua felicidade estar completa, esperam apenas um filho. Mas este equilíbrio familiar fica em risco com a partida de Jorge para o Alentejo, onde irá ficar durante longas semanas.
É então que Luísa, aborrecida e sozinha em casa, recebe a visita do seu primo Basílio, que lhe fizera a corte antes de partir para o Brasil e enriquecer.
Basílio tece uma malha em volta de Luísa, arrastando-a para o adultério numa história de chantagem, imoralidade e tragédia.»

Bem, depois de já ter referido aqui a minha conturbada relação com Eça de Queirós, decidi, ainda assim, escolher um livro dele para o Book Bingo Leituras ao Sol, na categoria "livro de um autor português". Posso-vos dizer que gostei mais deste livro do que dos outros dois já lidos, não foi um suplício terminá-lo, mas continuo a não estar convencida pela literatura de Eça de Queirós. Não sei o que é, para além das descrições exaustivas e aborrecidas, que neste livro raramente aparecem, mas não consigo amar Eça de Queirós. Definitivamente, a literatura portuguesa divide-se, principalmente, entre os que gostam de Eça e aqueles que gostam de Saramago. Eu, claramente, sou apaixonadíssima pelo segundo.



Assuntos do Coração – Danielle Steel

«Marcada pelos seus dramas pessoais, Hope Dunne, célebre fotógrafa nova-iorquina, leva uma vida solitária e dedicada ao trabalho. Não anda à procura do amor, mas ele acontece quando vai a Londres fotografar um dos mais aclamados escritores do mundo.
Carismático e sedutor, Finn O'Neill é muito diferente das personagens sombrias dos seus romances. Seduzida, Hope aceita o convite para a maravilhosa propriedade que Finn tem na Irlanda.
Isolados, os dois amantes vivem semanas de amor idílico. Até que o verniz da perfeição começa a estalar…»

Escolhi este livro também para o Book Bingo, na categoria "livro de um autor com as minhas iniciais". Não conhecia a autora, foi o meu primeiro livro dela e, muito honestamente, foi uma muito má escolha.
Muito repetitivo. Muito cliché. Muito mau. Definitivamente, a minha pior leitura deste ano. Ou desde que li Nicholas Sparks, que já foi para aí em 2013.


sexta-feira, 13 de julho de 2018

Keukenhof

Se forem pessoas que adoram flores, especialmente tulipas, a melhor altura para irem à Holanda é na Primavera. O Keukenhof, ou Jardim das Tulipas, só está aberto 3 meses – finais de Março até meados de Maio –, quando os campos estão carregados – até ao horizonte – de tulipas. O Keukenhof é uma das atracções turísticas mais procuradas e é o maior parque de flores do mundo, por isso, o mais famoso e não é por menos. É lindo, lindo, lindo!




Em 1949, um grupo de 20 floricultores holandeses uniu-se na causa de transformar aquele local num parque, um endereço fixo de exposições da floricultura local (e que bela ideia estes senhores tiveram!!). Um ano mais tarde, o Keukenhof abriu as suas portas aos visitantes pela primeira vez e recebeu mais de 230 mil pessoas durante aquela temporada. Já era um prenúncio do sucesso que o parque conquistaria ao longo dos anos que se seguiram. Actualmente, o jardim recebe cerca de 1 milhão de visitantes por temporada.

A maneira mais fácil de chegar ao Keukenhof é através do aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, com um bilhete que vos dá entrada no jardim e o transporte (ida e volta).
Existem três opções para comprar bilhetes que dão entrada no Keukenhof. A primeira opção envolve apenas a entrada no parque, a segunda alternativa abrange uma excursão com guia e a última opção, como já mencionei, inclui transporte público e as entradas. Aconselho-vos a comprarem os bilhetes online, com ou sem transporte, já que as filas no parque são gigantescas.




O parque é relativamente extenso, por isso, umas boas 3 horas são necessárias. Aconselho-vos a ir de manhã e levar almoço e, sobretudo, uma garrafa de água. A meio da tarde, ou quando já estiverem a vir embora, comprem um gelado numa barraquinha, que são óptimos.

Como o Keukenhof é praticamente um lindo e enorme jardim a céu aberto, obviamente, a visita é melhor aproveitada em dias com sol ou secos. Reza a lenda que a melhor época para visitar é entre a terceira semana de Abril e as primeiras semanas de Maio pelo grande número de flores abertas ao mesmo tempo. Eu fui a meio de Maio e já não apanhei os campos enormes com tulipas, mas ainda assim, deu para ver e sentir aquele maravilhoso mundo das flores.

   

Apesar de serem o ex-líbris do parque, as tulipas não são as únicas atracções do Keukenhof. Existem jardins diversos e de diferentes estilos, seis pavilhões com exposições de rosas, orquídeas, lírios e inúmeras outras espécies, além de um moinho muito querido.




Uma coisa que eu não fiz, mas que imagino que também seria muito bonito, foi passear pelos campos de tulipa que ficam à volta do Keukenhof. Existem duas opções: barco (no entanto, as filas são enormes) ou alugar uma bicicleta (que deve ser muito giro).

Algumas curiosidades sobre as tulipas: ao contrário do que toda a gente pensa, as tulipas não são uma "invenção" dos holandeses – pensa-se que a sua origem é a Turquia. No entanto, a Holanda é o país onde existem mais tulipas. E não é por acaso ou porque são flores muito bonitas.  Na Holanda, o clima e o solo são ideais para o cultivo da tulipa e, para além disso, a cultura holandesa é das culturas mais entusiastas por flores, tornando a tulipa uma verdadeira rainha no país.






Visitar a Holanda na Primavera estava na minha bucket list desde sempre e, sem dúvida, que o Keukenhof foi das coisas mais bonitas que já vi na minha (curta) vida. Vale muito a pena visitarem este parque, tirarem um dia da vossa viagem para verem um dos cenários mais bonitos de todo o mundo.


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Friends

Desde que comecei a ver Friends, basicamente não fiz mais nada na minha vida nem vi mais nenhuma série. A consequência é que eu agora tenho mil e um episódios de outras séries em atraso [Westworld, Legion, Quantico, Luke Cage, Genius…] e já muitas saudades de Friends. Sim, porque apesar de ter começado a ver a série para aí há 1 mês, já a acabei. Ups.

A primeira vez que falei em Friends no blogue foi na publicação séries de 20 minutos que valem a pena e ainda ia muito no início. Agora que acabei, posso-vos dizer que é UMA SÉRIE INCRÍVEL!!! Sem dúvida, das melhores séries que este mundo já viu. Mas bem, comecemos pelo princípio. "Rachel, Monica, Phoebe, Ross, Chandler e Joey formam um grupo de seis amigos que lutam para se sobressair e progredir na competitiva vida de Manhattan. O humor inteligente e apoio mútuo incondicional fazem com que a sua amizade seja cada vez mais forte, superando assim todos os obstáculos que a vida lhes apresenta. Trabalho, família, responsabilidade, dinheiro, sexo, compromisso e, sobretudo, amor e amizade, são alguns dos temas que preocupam".


Friends é, sem dúvida, das melhores séries já feitas, e na categoria de comédia não há nenhuma série que lhe chegue aos calcanhares. Esta série marcou não só uma geração, como, e arrisco-me a dizer, todas as pessoas que a virem, mesmo que mais de 20 anos depois [como foi o meu caso]. Nós rimos, choramos, sofremos, brincamos, cantamos, saltamos em conjunto com as personagens, não só com os 6 actores principais, mas também com os secundários, que podem aparecer apenas num episódio, ou pintar a série com a sua presença – como é o caso do Gunther e da icónica Janice.

Grande parte do sucesso da série deve-se simplesmente à identificação. Há algo que nos liga às personagens, vemos sempre uma característica nossa em qualquer personagem, importamo-nos com a vida deles, o que é que eles vão fazer quando determinado problema surge, como é que eles se vão safar de alguma asneira que fizeram. Ao longo da série, vamo-nos entranhando mais e mais na rotina da Monica, da Rachel, da Phoebe, do Chandler, do Ross e do Joey. Passamos a fazer parte do mundo destes seis amigos.


Uma série divertida, leve e que apesar de se passar sobretudo nos anos 90 aborda temas que ainda hoje, em 2018, algumas pessoas consideram tabu – a sexualidade, uma família não-tradicional, a transexualidade. Desta forma, continua uma série bastante actual, só estando "datada" pela falta de tecnologia e por alguns penteados (😉). Como disse, Friends marcou uma era e se prestarem atenção, quase todas as séries de comédia tentaram "copiar" a história de Friends, – How I Met Your Mother, Modern Family, The Big Bang Theory, New Girl – umas com mais sucesso do que outras. Friends marcou uma era e um estilo e, sobretudo, marcou a televisão e o mundo das séries.

Acreditem que depois de verem Friends, o mundo já não vai ser o mesmo. Não se assustem com o número de temporadas e episódios, quando começarem não achem que a série nunca vai acabar e que ainda têm muitos episódios pela frente. Quando derem por ela, já estão na última temporada, a sofrer por irem acabar uma das melhores séries de sempre.


Pequenos factos: [é verdade, quando eu amo demasiado uma série, preciso de saber TUDO sobre ela – espero não estar sozinha nisto]
A série começou por ter como título de trabalho Insomnia Café, depois passou a ser Friends like us e ainda Six of one, até ficar simplesmente Friends.
Friends estreou nos Estados Unidos às 20h30 no dia 22 de Setembro de 1994 e o último episódio foi para o ar no dia 6 de Maio de 2004.
A moldura amarela, a tão icónica moldura amarela na porta do apartamento da Monica, não era para existir. A moldura pertencia a um espelho, que foi, depois, partido por alguém da produção. No entanto, acharam a moldura tão cool que resolveram colocá-la na porta.


O grande cão branco, que o Joey comprou quando ficou rico, pertence à Jennifer Aniston [como assim??]. Ela ganhou como presente pelo início da carreira e resolveu emprestá-lo por alguns episódios. Mas a "escultura" fez tanto sucesso que os produtores decidiram ficar com ele.
Jennifer Aniston revelou ao USA Today que a época em que o corte de cabelo da Rachel foi mais famoso era, segundo ela, "o corte mais feio que eu já vi". Eu aqui tenho de discordar bastante, já que o cabelo da Rachel estava sempre LINDO em todas as temporadas. O penteado de cabelo que surgiu na segunda temporada, conhecido como "The Rachel", foi o mais copiado nos Estados Unidos.


Friends teve muitas participações especiais, como George Clooney, Julia Roberts, Robin Williams, Sean Penn, Ralph Lauren, Jane Lynch, Brad Pitt e Bruce Willis, que participou na série porque perdeu uma aposta com Matthew Perry.

Das minhas fotos preferidas 

E, realmente, depois de ver a série, agora percebo que nunca tinha sido uma verdadeira serieólica até ver Friends. Acreditem no que vos digo, Friends vai mudar completamente a vossa vida!



quarta-feira, 4 de julho de 2018

Leituras Desassossegadas #17

A Biblioteca Privada de Hitler – Timothy W. Ryback

«Hitler ficou mais conhecido por queimar livros do que por coleccioná-los, mas, como Ryback nos mostra de forma tão nítida, os livros foram uma presença constante na vida de Hitler. Acompanharam-no desde os seus anos como cabo na frente de guerra durante a Primeira Guerra Mundial até aos últimos dias antes do seu suicídio em Berlim. Ryback examina, dedicando uma extraordinária atenção ao pormenor, os volumes da colecção particular de Hitler que sobreviveram, e revela as ideias e obsessões que o absorviam nos seus momentos privados e as consequências que tiveram no mundo.
Para Hitler, a biblioteca simbolizava a nascente de Piéria, essa metafórica fonte de conhecimento e de inspiração onde procurava colmatar as suas inseguranças intelectuais e alimentar as suas ambições fanáticas. Lia com sofreguidão, pelo menos um livro por noite, por vezes mais, segundo dizia. "Quando damos também devemos saber tirar", disse uma vez, "e eu tiro o que preciso dos livros".
Um excelente trabalho de investigação académica e um retrato biográfico cativante, A Biblioteca Privada de Hitler é uma das obras mais pessoais e sombrias sobre Hitler que alguma vez foram escritas.»

Enquanto estava a ler este livro, e me apercebia dos livros que Hitler tinha nas suas 3 bibliotecas pessoais, comecei a pensar para mim mesma se a biblioteca de alguém define essa pessoa. Ou seja, se, por exemplo, uma pessoa olhar para a minha estante, e vir os livros que eu lá tenho, se essa pessoa fica a pensar que me conhece. Que sabe quem eu sou. O que penso. Será? E depois, outra questão. Os livros que lemos têm influência em nós, têm sempre uma influência em nós, seja de uma maneira ou de outra. Mas ideologicamente falando, os livros que nós lemos definem a nossa ideologia? Hitler lia muitos livros que propagavam o ódio aos judeus e a exaltação do povo alemão, como um dos maiores povos que o planeta já tinha visto. Muitos livros sobre a importância do "Sangue e Solo" e sobre a comunidade e como esta deveria predominar sobre o indivíduo. Leu muitos filósofos, mas todos proclamavam a grandeza do povo ariano e como, um dia, um novo líder chegaria para devolver a raça ariana ao lugar cimeiro entre todos os povos. Hitler escolhia estes livros porque eles representavam exactamente aquilo que ele pensava ou, por outro lado, estes livros é que moldaram o seu pensamento?

Não consegui arranjar uma resposta satisfatória para estas minhas dúvidas, mas penso que a biblioteca de alguém não define quem essa pessoa é; define, sim, os seus gostos e os seus interesses. Por exemplo, na minha estante tenho muitos mais livros de política e de história do que romances. Tenho muitas biografias e auto-biografias. Não tenho praticamente fantasia nenhuma (a não ser As Crónicas de Gelo e Fogo). Isto diz alguma coisa de mim enquanto pessoa? Alguém que olhe para a minha estante vê quem eu sou? Penso que não. Apenas repara nos meus interesses.

Portanto, depois de ler este livro, eu ainda não sei o que é que a biblioteca pessoal de alguém pode dizer desse alguém. Mas sei que este livro empreende uma análise bastante interessante à biblioteca de uma das pessoas mais enigmáticas da história. E é tão interessante que uma pessoa que tinha na sua colecção cerca de dezasseis mil volumes e ainda assim mandou queimar milhares de livros.


Noite e Dia – Virginia Woolf

«Noite e Dia revela-nos o modo como Virginia Woolf dominava a arte do romance tradicional inglês. Através de uma estrutura clássica, de personagens cuidadas e do uso de delicada ironia, o segundo romance de Woolf é comparável às melhores obras de Jane Austen.
Numa Londres Eduardina, Noite e Dia estabelece o contraste entre a vida de duas amigas – Katharine Hilbery e Mary Datchet.
Katharine é a entediada neta de um célebre poeta inglês. Mora em casa dos pais e está noiva de um homem pretensiosa que representa a vida da qual ela se quer ver livre. Mais tarde conhece Ralph Denham, que se lhe apresenta a fuga a essa vida.
Mary Datchet, por seu lado, mostra a vida alternativa ao casamento – frequentou a universidade, vive por conta própria e encontra a sua realização trabalhando no movimento pelos direitos da mulher.
À medida que o romance se desenrola, várias interrogações se levantam: será o amor real ou ilusório? Poderão o amor e o casamento coexistir? Será o amor necessário à felicidade?»

Primeiro livro que li de Virginia Woolf e primeiro livro para o Book Bingo (yeah!!). Não sei se foi por não estar acostumada com a escrita da autora, mas senti-me muitas vezes bastante perdida enquanto estava a ler este livro. Havia muitas partes em que eu não percebia muito bem quem é que estava a pensar/dizer o que estava escrito e, por isso, tinha de reler e reler as frases até perceber. Por outro lado, a escrita de Virginia Woolf é muito clássica, muito inglesa e, aí assim, já me sentia um pouco mais à-vontade.

Na minha opinião, o livro vale pelas duas personagens principais – Katharine e Mary – e, por isso é que também se chama Noite e Dia, e pelo destaque dado por Virginia Woolf ao papel da mulher numa sociedade ainda tradicional e conservadora.

Deixo-vos algumas citações:
"O amor não passa de uma história que construímos no nosso pensamento sobre outra pessoa, e sabemos o tempo todo que essa história não é verdadeira."

"Porque teria de existir, interrogava-se Katharine, esse desencontro permanente entre o pensamento e a acção, entre a vida que vivia a sós consigo e a vida que vivia em sociedade, esse precipício assustador, de um dos lados do qual a sua alma era activa e iluminada pela clara luz do dia, enquanto, do outro, se mantinha contemplativa e escura como a noite?"

"Às vezes penso que a poesia não é tanto o que escrevemos como o que sentimos."


Para além disso, já li, também para o Book Bingo, o Harry Potter e a Pedra Filosofal e já não relia HP há tanto tempo que já estava com saudades! O mundo Harry Potter é sempre um mundo onde sou feliz!


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Amesterdão #2

Um dos sítios mais conhecidos de Amesterdão é o Museumsplein (a praça dos museus), onde estão situados cinco museus: o Riijksmuseum, o museu de arte mais importante da Holanda, The Van Gogh Museum, Moco Museum, Diamond Museum e Stedelijk Museum. Podemos ainda ver o Concertgebouw, uma sala de concertos, e o famoso letreiro I Amsterdam, que fica em frente ao Rijksmuseum.




Poucas pessoas, portanto...

Em Amesterdão, há vários parques espalhados pela cidade e certamente é o destino preferido dos holandeses, principalmente no verão. Todavia, há um parque na cidade que é muito referido pelo seu charme e tamanho – o Vondelpark. Este parque é o maior de Amesterdão e também o mais popular.



No final do segundo dia, passamos ainda pela Anne Frank Huis, que tinha uma fila gigantesca!! (e que eu já vi no The Fault in Our Stars eheh), pela Westerkerk, uma igreja que guarda os restos mortais do pintor Rembrandt e pela Rembrandthuis, que vocês sabem logo qual é pelas janelas características.



Estou apaixonada por esta casa 

Como podem ver pelas fotos destes dois dias, o tempo em Amesterdão enquanto eu lá estive esteve sempre muito incerto, ora com um belo céu azul, ora com o céu carregado de nuvens. Felizmente, nunca apanhei chuva, mas claro que o tempo podia ter estado melhorzito. 

Amesterdão é uma cidade linda, linda, linda! Estou completamente apaixonada por esta cidade. No entanto, não sei se me imaginaria a viver lá. É uma cidade muito caótica, os tram, bicicletas e carros andam todos na mesma via, tudo ao monte e fé em Deus. Não sei como é que não há um acidente em cada minuto de tão confuso que é andar pelas ruas. Mas com certeza os holandeses já estão habituados e cada um sabe do seu lugar. Acho que a civilização e o respeito dos holandeses é que faz isto funcionar.


Amesterdão só confirmou a minha paixão pela Holanda. Depois de cinco meses a viver no país, percebi que este é definitivamente o meu tipo de país. As bicicletas, as flores, a boa educação dos holandeses, o seu modo de vida… ah, só quero voltar!! 


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Movie36 - Junho

Junho foi o mês em que me vi livre das frequências!! Yupi!! Acabei a universidade, já sou licenciada!! Yupi!! Depois de ter acabado as frequências, o meu tempo para ver filmes foi totalmente diferente. Vi filmes quase todos os dias à noite e, para além de Die Welle e dos que vi para a publicação sobre os filmes que contam a história de Berlim, estes foram os "escolhidos" deste mês:

Deadpool 2 - "Depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafetaria desfigurado (Wade Wilson) luta para cumprir o seu sonho de se tornar no empregado de bar mais conhecido do Mayberry, ao mesmo tempo que aprende a lidar com a sua perda de paladar. Procurando recuperar a sua vontade de viver, assim como um 'flux capacitor', Wade tem de lutar contra ninjas, a Yakuza e uma matilha de cães sexualmente agressivos, enquanto viaja pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e do sabor - encontrando um gosto renovado pela aventura e vencendo a cobiçada chávena de café com o título de Melhor Amante do Mundo."
Esta foi a sinopse oficial lançada pela 20th Century Fox e claro que não diz nada sobre o filme. Assim como o primeiro, também vi este Deadpool no cinema e, obviamente, adorei. Preferi o primeiro, mas este também foi bom, o Ryan Reynolds nunca desilude e eu adoro-o completamente. É daqueles filmes que ou se gosta, ou então mais vale desistir de ver filmes eheh


Three Billboards Outside Ebbing, Missouri – "Depois de meses sem ser encontrado o culpado no caso de homicídio da sua filha, Mildred Hayes faz uma jogada ousada ao alugar três cartazes à entrada da cidade com uma mensagem polémica dirigida a William Willoughby, o respeitado chefe de polícia da cidade. Mas quando o seu adjunto Dixon, um menino da mamã imaturo com uma inclinação para a violência, se envolve, a batalha entre Mildred e a lei de Ebbing, descontrola-se."
Filme nomeado para não sei quantos Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Actriz, e que eu só vi este mês (apesar de a Cerimónia já ter sido há uma vida). Gostei do filme, é uma montanha russa de emoções e a Frances McDormand teve uma actuação extraordinária.


Den 12. Mann – "Noruega, 1943: depois que uma fracassada missão de sabotagem aos nazis e de deixar onze companheiros mortos, o combatente da resistência norueguesa Jan Baalsrud (Thomas Gullestad) vê-se foragido da Gestapo pelos caminhos árcticos da Escandinávia. É uma jornada angustiante através do deserto implacável e congelado que se estenderá por meses e forçará Jan a tomar medidas extremas para sobreviver."
O que é que eu vos posso dizer sobre este filme? É extraordinário. Muito intenso. Muito pesado emocionalmente. Normalmente, quando vemos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial retratam sempre ou os nazis, ou os campos de concentração, ou ainda a força estoica dos soldados (geralmente, dos Aliados). Este filme representa o povo norueguês e como este se uniu para salvar um homem. É um filme muito bonito, com uma história muito bonita e que eu aconselho totalmente.
(Para quem vê Vikings, o gato do Jonathan Rhys Meyers – Bishop Heahmund – aparece no filme)


The Great Dictator – "Adenoid Hynkel (Charles Chaplin) assume o governo de Tomainia. Ele acredita numa nação puramente ariana e passa a discriminar os judeus locais. Esta situação é desconhecida por um barbeiro judeu (Charles Chaplin), que está hospitalizado devido à participação numa batalha na 1ª Guerra Mundial. Ele recebe alta, mesmo sofrendo de amnésia sobre o que aconteceu na guerra. Por ser judeu, passa a ser perseguido e precisa de viver no gueto."
Na minha saga por filmes que contassem a história de Berlim, vi este filme, de que toda a gente já ouviu falar (se bem que desconfio que pouca gente o viu). Se não viram, recomendo que o vejam, já que é considerado um dos filmes mais importantes e mais influentes de todos os tempos.
Assim como Die Welle, é um filme actual (apesar de ter sido feito em 1940), muito devido à descrição de um regime autocrático, mas também extremamente satírico e cómico, com Chaplin a gozar à descarada com Hitler e todos aqueles que lhe eram submissos.
O discurso final de Chaplin é absolutamente extraordinário, um discurso que emociona qualquer espectador e que transborda coragem e audácia. Reproduzo aqui uma parte: «I’m sorry, but I don’t want to be an emperor. That’s not my business. I don’t want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone - if possible - Jew, Gentile - black man - white. We all want to help one another. Human beings are like that. We want to live by each other’s happiness - not by each other’s misery. We don’t want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone. And the good earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful, but we have lost the way.»
Vejam este filme que vale totalmente a pena!


Captain America: Civil War – "Steve Rogers lidera a recente equipa formada de Os Vingadores, num esforço contínuo de salvaguardar a humanidade. Mas após outro incidente envolvendo a equipa resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para se instalar um sistema de responsabilização, dirigido por um membro do governo, para supervisionar e dirigir a mesma. O novo status quo divide Os Vingadores, criando dois campos - um liderado por Steve Rogers e pelo seu desejo de manter Os Vingadores livres para defenderem a humanidade sem interferência do governo e o outro por Tony Stark, que toma a decisão surpreendente de apoiar a supervisão e responsabilidade do governo."
No passado domingo, a SIC passou este maravilhoso filme. Claro que aproveitei para o rever, apesar de já o ter visto umas quarenta mil vezes.
Como sabem, sou uma grande fã da Marvel (escrevi sobre isso aqui) e este é, sem dúvida, dos meus filmes favoritos do MCU.


*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quarta-feira, 27 de junho de 2018

6 filmes que contam a história de Berlim

Quando escrevi sobre Berlim (eu sei, já foi há uma vida, em Abril), disse, também, que no fim das publicações sobre esta magnífica cidade, ia recomendar-vos alguns filmes que contam a sua história. Tardou, mas chegou.


Cabaret – "Drama musical, dirigido por Bob Fosse e baseado num livro de Christopher Isherwood e na peça teatral de John Van Druten. Berlim, início dos anos 30. Em plena ascensão do nazismo, uma cantora e dançarina envolve-se simultaneamente com um professor inglês e um nobre alemão. Ela trabalha no Kit Kat Klub de Berlim, sob a tensão constante das ameaças dos nazis, em espectáculos que têm como mestre de cerimónias o personagem de Joel Grey."
Este é daqueles filmes que eu só veria mesmo numa ocasião específica, ou tendo em mente um tema específico. Não sou muito fã de musicais, ou filmes "musicados", mas achei por bem ver este filme pois dava-me a época histórica que eu precisava para esta publicação – a era anterior ao nazismo e a sua progressiva implementação na sociedade germânica. É um filme muito bom, especialmente se considerarmos em que ano foi feito (1972) e a Liza Minelli e o Joel Grey estavam absolutamente extraordinários.


Der Untergang [The Downfall] – "Berlim, 20 de Abril de 1945. Hitler (Bruno Ganz) refugia-se num bunker situado sob a Chancelaria. Na superfície, os constantes bombardeamentos da artilharia russa anunciam a chegada do inimigo. A capital alemã encontra-se reduzida a escombros e os combates de rua iniciam-se. Apesar do esforço dos poucos soldados, ajudados pelas milícias populares (Volkssturm) e por crianças da Juventude Hitleriana, a derrota é inevitável. Baseado nas memórias da secretária de Hitler, Traudl Junge (Alexandra Maria Lara), e no best-seller do historiador Joachim Fest (Inside Hitler's Bunker: The Last Days of the Third Reich), A Queda – Hitler e o Fim do Terceiro Reich reconstrói os últimos 12 dias do ditador."
Dos melhores filmes que já vi sobre Hitler, Berlim e a Segunda Guerra Mundial. A actuação do Bruno Ganz é qualquer coisa de maravilhosa. Aconselho imenso!


Das Leben der Anderen [The Lives of Others] – "No início dos anos 80, na antiga RDA, o bem-sucedido dramaturgo Georg e a sua companheira de muitos anos Christa, uma famosa actriz, são duas das grandes estrelas intelectuais do Estado socialista, apesar de, em privado, não concordarem com tudo o que o partido faz. O Ministro da Cultura, que começa a interessar-se por Christa, manda um agente secreto espiar o casal. O agente encarregue da tarefa começa a interessar-se profundamente na vida do casal."
Achei algumas partes um pouco aborrecidas, mas, no geral, é um filme muito bom. Gostei de ver uma perspectiva diferente – já que vemos o lado de uma figura que representa a tirania – sobre o que foi ter vivido durante a Guerra Fria na RDA (República Democrática da Alemanha), e gostei, principalmente, do final.


Good Bye Lenin! – "Outubro de 1989 era uma má altura para ficar em coma, para quem vivesse na Alemanha de Leste – e é o que acontece precisamente à mãe de Alex, uma activista do progresso social e das melhorias na vida de todos os dias na Alemanha socialista. Alex tem um grande problema em mãos, quando a sua mãe acorda do coma, 8 meses depois. O seu coração está tão fraco que o menor choque pode levá-la à morte. E o que poderia ser mais chocante do que a queda do Muro de Berlim e o triunfo do capitalismo no seu amado país? Para salvar a sua mãe, Alex transforma o apartamento onde vivem numa ilha do passado, num museu do socialismo, onde a sua mãe é amavelmente levada a crer que nada mudou. O que começa por ser uma pequena mentira, começa a fugir ao controlo de Alex, que vê a sua mãe a querer circular pela casa, ver televisão, etc. Good Bye Lenin! conta a história de um filho que tenta mover montanhas e criar milagres para restaurar a saúde da mãe – e mantê-la na ilusão de que Lenine tinha ganho a batalha contra o capitalismo."
Já tinha visto este filme, mas vê-lo pela segunda vez teve um novo e diferente significado depois de ter ido a Berlim. Conforme escrevi aqui, Berlim é uma cidade que preserva a sua história e por toda a cidade podemos ver lembranças, especialmente, do período da Guerra Fria.
É considerado uma das obras-primas do cinema alemão, e retrata de forma fiel a loucura ou o desagrado sentido pela população da Alemanha socialista. Para quem estiver interessado nesta época histórica, para além de recomendar este filme, recomendo (muito!!!) o livro O Fim do Homem Soviético, de que já falei aqui.



Er ist Wieder da [Look Who’s Back] – "Adaptado do romance satírico do mesmo título, da autoria de Timur Vermes e publicado em 2012, a fita imagina Hitler a acordar na Berlim dos dias de hoje, no parque onde outrora estava o bunker onde teria morrido, a descobrir um mundo muito diferente do que imaginou e a acabar por participar num "talk-show" e a ganhar uma publicidade inesperada entre os seus conterrâneos."
Em 2014, todas as pessoas vêem Hitler como um imitador e comediante e, por isso, não o levam a sério e riem-se do que ele diz. Filme muito bom para perceber como seria se Hitler voltasse nos nossos tempos.



The Book Thief – "Baseado no romance de Markus Zusak, decorre durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha e conta-nos a história de Liesel Meminger, uma rapariga adoptada que vive nos arredores de Munique. Liesel cria um sentido para a sua vida roubando algo a que não consegue resistir - livros. Com a ajuda do seu pai adoptivo que toca acordeão, Liesel aprende a ler e, durante os bombardeamentos, compartilha os livros roubados com os seus vizinhos e com o judeu escondido clandestinamente na sua cave."
Este filme não se passa em Berlim, mas sim em Munique. No entanto, como está relacionado com o tema, já que decorre em plena Segunda Guerra Mundial, e porque é dos meus filmes (e livros) preferidos, tinha de o incluir aqui. Vale muito a pena!



Leituras Desassossegadas #18

O Primo Basílio – Eça de Queirós «Romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade uma família burguesa d...