segunda-feira, 18 de março de 2019

Dia do Pai

Porque amanhã é Dia do Pai, veio-me à ideia fazer uma publicação sobre os pais mais queridos das (mil e uma) séries que vejo. Ainda pensei tornar isto mais divertido e fazer uma publicação sobre os piores pais do mundo da televisão, mas esta seria demasiado fácil porque quem queima a própria filha ganha o prémio na boa, não é Stannis [Game of Thrones]? 

E o prémio para melhor pai do mundo das séries vai, sem discussão alguma, para o Jack, de This is Us. Não há palavras para descrever este homem. Todas nós queremos um Jack na nossa vida, queremos um pai assim para os nossos filhos. Atenção, o Jack não é perfeito! Muito pelo contrário. Já teve problemas de alcoolismo, não teve uma infância e adolescência nada fácil, mas apesar de todos os seus defeitos, é um pai super amoroso, carinhoso e presente. Jack faz sempre de tudo para ver um sorriso na cara dos filhos e é um pai extremamente bondoso. E tem os melhores discursos de sempre.


Um dos meus pais favoritos é o Schmidt, que é também uma das minhas personagens favoritas de sempre de uma das séries mais divertidas que já vi, New Girl. O Schmidt abdicou da sua carreira para ficar em casa a tomar conta da filha, porque realmente queria fazer isso, é um pai, marido e amigo carinhoso e é, resumidamente, a melhor pessoa de sempre. Se ainda não viram New Girl, corram a ver porque está cheia de personagens incríveis e maravilhosas, e tem momentos de chorar a rir. Vale muito a pena!


Jim Hopper, de Stranger Things, também merece estar presente nesta lista, apesar de não ser o progenitor da Eleven. No entanto, pai é quem cria e o Chief Hopper protegeu e cuidou da Eleven quando ela mais precisava e, por esse motivo, merece o nosso mais profundo respeito. Com um ar sisudo e carrancudo, Jim Hopper mostra um outro lado da sua personalidade quando está com Eleven, sendo afectuoso e preocupando-se sempre com o bem-estar da nossa "crazy friend". Ah, e que saudades de Stranger Things!


Joe West, The Flash - uma das relações mais bonitas das séries é a que Joe tem com o Barry e a Iris. Após a morte da mãe e a prisão do pai do Barry, Joe West decide imediatamente adoptar o Barry e levá-lo a viver com ele e com a filha, Iris. Apesar de magoado por tudo o que passou, Barry torna-se num excelente ser humano e num óptimo cientista forense. O Barry é das personagens mais queridas do mundo (e do multiverso), e muito disso se deve à educação dada pelo Joe.


Obviamente que o Ned Stark tinha que figurar nesta lista, o pai que faz tudo para proteger os seus filhos, o homem mais honrado dos Sete Reinos. Mas, claro, o Ned é o melhor pai, o melhor irmão, o melhor tio. O melhor tudo. [E também o mais burro (ingénuo, se quisermos ser mais simpáticos).] O homem que coloca a honra acima de tudo, excepto acima dos filhos. O pai que ensina o sentido de honra e compromisso aos seus filhos, que explica que "o homem que dita a sentença deve manejar a espada". O pai que ensina que a única maneira de um homem ser valente é se tiver medo.


terça-feira, 12 de março de 2019

Fevereiro em filmes

Sim, eu sei que já estamos em Março, praticamente a meio do mês, mas só agora consegui completar esta publicação que já estava nos rascunhos há demasiado tempo. E porque é que demorei tanto a acabá-la? Por causa de Roma. Que filme, senhores! Que filme!

Mas vamos por partes. Fevereiro é, tradicionalmente, o mês em que vejo todos os filmes nomeados ao Oscar de Melhor Filme. Ora, sucede que este ano a minha vontade de ver filmes neste mês de Cerimónia andou a rondar o negativo. Não tinha paciência, não me apetecia estar duas horas a olhar para o ecrã.

Contraditoriamente a tudo isto que acabei de dizer, vi o Roma, que é um filme extremamente parado, e que está disponível na Netflix – e foi essa a principal razão para o ter visto, carreguei meio ao calhas no primeiro que me apareceu no catálogo. Roma "regista um ano na vida de uma família de classe média residente no bairro de Roma, na Cidade do México, no início da década de 70, tendo como personagem central a empregada doméstica Cleo". A sinopse é bastante simples, assim como tudo o resto. Aliás, o filme parece simples. E é. Mas também é complexo, intimista, épico, bonito. E a preto e branco. Percebo quem achou o filme aborrecido – afinal, não é nada fácil sobreviver aos minutos iniciais –, porque Roma não é nada daquilo a que estamos habituados. É preciso gostar-se muito da sétima arte, é preciso saber ser paciente, é preciso perceber que o filme se faz de pequenos momentos mais do que grandes cenas épicas.
Roma é uma homenagem às mulheres da vida de Alfonso Cuarón, realizador conhecido por ser bastante versátil, tendo dirigido, por exemplo, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban ou Gravity, e que mostrou que saber contar histórias é o seu ponto forte. E o que é que podemos pedir mais de um realizador? Além do trabalho magnífico de realização, produção e argumento, Cuarón assumiu também a direcção de fotografia. E Roma é dos filmes mais bonitos que me recordo de ver.


Just Go With It – "Danny é um cirurgião plástico bastante mulherengo, mas que a dada altura se apaixona por uma rapariga mais nova do que ele. No entanto, disse-lhe que era casado mas que se estava a divorciar, e Palmer insiste em conhecer a futura ex-mulher de Danny. Para se safar desta mentira, ele tem de pedir à sua assistente, Katherine, que faça de conta que é a sua mulher. Mas, inesperadamente, vão surgindo vários acontecimentos e as mentiras continuam a aumentar, ao ponto em que os filhos de Katherine são envolvidos. É então que toda a gente parte para o Hawaii, para um fim-de-semana que lhes irá mudar a vida."
É uma comédia romântica, sim, mas, estranhamente, gostei. Gostei muito mais do que o que estava à espera. Para já, desde que vi Friends (podem ler o meu amor por esta série aqui) que adoro a Jennifer Aniston. E depois, acho que a dupla Aniston e Sandler funciona mesmo muito bem. Se o filme é cliché? Sim. Se é alguma obra prima? Não. Mas, para aqueles domingos chuvosos e frios em que só queremos ficar no sofá a comer gulosices, acho que é o filme perfeito. Ah, e os filhos de Katherine são uma das melhores partes do filme, acreditem!


Wreck-it Ralph – "Nesta aventura, Ralph conhece a inflexível Sargento Calhou, personagem do Hero's Duty, um jogo de acção jogado na primeira pessoa e a endiabrada Vanellope von Schweetz do Sugar Rush, um jogo de corridas de karts numa pista de doces, que pode mesmo vir a ser a sua primeira verdadeira amiga. Mas tudo muda quando um perigoso inimigo é solto no universo dos jogos, ameaçando toda a comunidade Arcade e a própria Vanellope. Ralph tem agora a oportunidade de salvar o dia – mas será que o consegue fazer a tempo?"
Confesso que este filme só me chamou a atenção por causa do Ralph Breaks the Internet, que estreou no ano passado e que junta várias princesas da Disney. Assim, achei que devia ver o filme em que nos é apresentado Ralph e o resto das personagens, para, assim, entrar de forma mais conhecedora neste segundo filme (que eu ainda não vi). É um filme bastante engraçado, a personagem Vanellope é incrível e tem momentos muito cómicos.



E foram estes os filmes de Fevereiro. Março já vai a meio e a minha lista de filmes vistos que estão nomeados para o Oscar de Melhor Filme mantém-se igual. No entanto, quero ver se os vejo todos ainda este mês (ou no princípio do próximo, vá).

sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia da Mulher

Hoje, dia 8 de Março é Dia Internacional da Mulher e penso que este é o ano em que mais se vai festejar este dia. Nunca antes se falou tanto de feminismo, dos direitos das mulheres e, também, da violência doméstica/de género. Infelizmente, ainda temos muito caminho para percorrer, muita luta para fazer e este dia faz parte desta luta. Para quem pensa que o Dia da Mulher só existe para recebermos flores ou chocolates ou jantar caros, desengana-se. Nós não queremos isso. Queremos igualdade. Queremos ser tratadas com respeito. Queremos poder sentirmo-nos seguras na rua. Queremos poder vestir o que quisermos sem receber olhares ou comentários nojentos. Queremos ter os mesmos direitos que os homens têm. Não queremos superioridade. Para os que ainda não entenderam, feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens. Nada mais do que isto. Igualdade.


Por isso, e para celebrar este dia, esta publicação é sobre 5 mulheres que admiro. Todas elas têm em comum o facto de lutarem por causas sociais, com incidência para o feminismo, claro, mas também para os direitos dos negros, dos refugiados, LGBT, o direito à educação, no fundo, a luta pelos direitos humanos. E são todas grandes mulheres.

Frida Kahlo é um nome incontornável quando se fala de mulheres e é uma das grandes inspirações da minha vida. Frida é uma das mais importantes figuras da arte no século XX e foi uma mulher guerreira, lutadora tanto na vida privada, quanto na vida social. Problemas no casamento, saúde frágil, impossibilidade de ter filhos, muitas tragédias aconteceram na vida de Frida Kahlo. No entanto, ela pegou em tudo o que lhe aconteceu e canalizou para a pintura e para a escrita. E tornou-se imortal.  


Viola Davis é uma actriz e produtora norte-americana e que se destaca pela defesa das mulheres, dos negros e das mulheres negras. Já todos sabemos que a Viola Davis é uma actriz extraordinária (basta verem How To GetAway With Murder), mas aproveitar o seu "estatuto" e a visibilidade que tem para lutar por causas sociais faz-me ter ainda mais admiração por ela. Uma das cenas mais icónicas e impactantes de HTGAWM é o momento em que Annalise deixa todo o glamour para dar espaço ao se verdadeiro eu - e, consequentemente, de Viola também: sem peruca, maquilhagem ou roupas extravagantes. Foi uma cena espetacular!


J.K. Rowling – óbvio que a mulher que deu ao mundo Harry Potter tinha de figurar aqui. A J.K. não é só uma escritora fabulosa, como também é a rainha do mundo. Pronto, está dito.  Em 2007, a revista Time nomeou-a como Pessoa do Ano, ressaltando a inspiração social, moral e política que ela deu aos seus fãs. Apesar de não ter tido uma vida nada fácil (chegou a ser mãe solteira e estar desempregada ao mesmo tempo), conseguiu superar e superar-se, afirmando que "Eu não tinha nada a perder e às vezes é isso que te faz ter coragem suficiente para tentar". Adoro esta frase.


Catarina Furtado é a famosa portuguesa que eu mais admiro e em quem eu mais me inspiro. A Catarina é Embaixadora de Boa Vontade da ONU e é fundadora e presidente da associação Corações com Coroa, uma associação sem fins lucrativos que pretende promover uma cultura de solidariedade e inclusão junto de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco e pobreza. A Catarina luta ainda pela igualdade de género e pelo fim da violência sobre as mulheres. É, além disso, co-autora da série documental Príncipes do Nada da RTP sobre as temáticas dos Direitos Humanos.


Por último, mas não menos importante, a Malala. A Malala é uma das minhas grandes inspirações. Com 21 anos, já viveu tanto! Foi baleada só porque foi à escola e, por isso, por causa disso, dedicou a sua vida à defesa dos direitos das mulheres à educação. Tão simples quanto isto. Malala luta todos os dias para que meninas no Paquistão (e no resto do mundo) possam ir à escola, possam usar uma caneta, escrever, aprender. Em 2014, Malala ganhou o Prémio Nobel da paz pela sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação. Ainda não li o livro de Malala, mas quero muito! 


quarta-feira, 6 de março de 2019

Saramago e García Márquez

Vi esta fotografia numa publicação da Comunidade, Cultura e Arte a anunciar que vem aí uma série de Cem Anos de Solidão com cunho da Netflix (yeaaah) e tive de a partilhar aqui. Dois dos meus escritores preferidos, tão felizes. Adoro! ❤️



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Uma Dúzia de Livros #2 (LD #31)

Uma Família Inglesa - Júlio Dinis

«Em plena segunda metade do séc. XIX, Júlio Dinis apresenta-nos uma família que habita a ribeirinha cidade do Porto, os Whitestone. Mr. Richard é o chefe de família, um homem que simboliza fielmente a austeridade britânica. Homem de hábitos e já viúvo, é dono de uma casa comercial na Rua dos Ingleses, centro nevrálgico do comércio na cidade. Carlos é o filho mais velho. Um jovem boémio, frequentador assíduo de cafés e de teatros, está completamente desligado dos negócios da família. Jenny é a filha mais nova. Desde a morte da mãe que ocupa o seu lugar no que toca a tudo que está relacionado com o universo doméstico. É ainda uma grande confidente do irmão e uma mediadora entre este e o pai de ambos.
Todo o enredo se precipita quando, num baile de Carnaval, Carlos conhece uma misteriosa mascarada que, mais tarde, se vem a revelar ser Cecília, a filha de Manuel Quintino, guarda-livros na casa comercial dos Whitestone.»

Uma história de contos de fadas. É do tipo romance clássico, por isso, aconselho a quem gosta deste tipo de livros. Jenny é anglical, pura e o menino rico apaixona-se pela menina de uma classe mais baixa. É uma história comum, mas contada de uma forma extraordinária.

Uma das coisas que mais gostei foi a caracterização da cidade do Porto e das suas gentes. Os teatros, as ruas comerciais, os cafés, a coscuvilhice, tudo é retratado de uma forma bastante real. Também gostei muito da evolução das personagens, que mudam de pensamentos e ideias naturalmente, com a evolução do tempo e dos acontecimentos.

É um livro simples e leve, com uma visão cor-de-rosa e mais idealista do mundo.




Com a escolha deste segundo livro, e tendo também escolhido uma autora portuguesa para o primeiro Uma Dúzia de Livros (aqui), decidi que vou aproveitar este projecto para ler mais literatura portuguesa. Quero ler mais autores portugueses e porque não juntar o útil ao agradável? Que é como quem diz, aproveitar a leitura de 12 livros - uma dúzia -, 1 por mês, para ler mais livros de autores portugueses. Espero conseguir para todas as categorias (e já tenho um em mente para o próximo mês, yey!).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Livros que quero ler: clássicos portugueses

Depois de procurar e analisar as mais variadas listas de livros clássicos portugueses, percebi duas coisas: que até leio (mais do que pensava) alguma literatura portuguesa; e que, contraditoriamente e vergonhosamente, há livros dos quais nunca ouvi falar. Já li alguns livros que figuram em todas estas listas, nomeadamente O Memorial do Convento, Os Maias, Viagens na minha terra, entre outros. Obviamente que são muitos mais os que ainda não li, por isso, a razão desta publicação.


A Sibila, Augustina Bessa-Luís - «No norte de Portugal, em finais do século XIX, na propriedade da Vessada, há já muito tempo que são as mulheres que, perante a indolência e os sonhos de evasão que os homens alimentam, asseguram como podem a gestão da propriedade.
Quina era uma adolescente franzina e inculta, que desde cedo participava nos trabalhos do campo ao lado dos trabalhadores. Com a morte do pai, com a propriedade quase em abandono, Quina passa a ter que ter uma ainda maior responsabilidade na administração da mesma. Graças ao seu esforço a todos os níveis, começa a acumular de novo a riqueza que seu pai desperdiçara, o que lhe vale a admiração da sociedade. Quina era uma pessoa lúcida, astuta e sempre em demandas, o que faz com que esta se torne conhecida por Sibila.»

Apesar de a minha estreia com Augustina Bessa-Luís não ter sido feliz (Jóias de Família), quero muito ler este livro por ser considerado um dos grandes clássicos portugueses. Sou daquelas pessoas que dá sempre uma segunda oportunidade a qualquer autor (ou realizador ou guionista... ou pessoa), por isso é esquecer que li o Jóias de Família e embarcar, de novo, no mundo de Augustina.



Bichos, Miguel Torga - «Num registo coloquial, bucólico e metafórico, Miguel Torga transforma uma série de animais, os bichos, em seres humanos capazes de agir e reagir ao meio. Uma ambiguidade permanente entre o humano e o irracional, que data de 1940.»
A sinopse deste livro chama-me bastante a atenção, e acho que pode ser um livro muito interessante. Muito curiosa em relação a ler Miguel Torga.



Sinais de fogo, Jorge de Sena - «Com uma escrita que se prolongou por mais de vinte anos, interrompida apenas pela morte do autor, Sinais de Fogo é o único romance de Jorge de Sena e uma das mais importantes obras da literatura portuguesa do século XX.
Entre a Lisboa dos últimos tempos de liceu e a Figueira da Foz do veraneio, um jovem Jorge vê-se despertar para o amor, para a sexualidade, para a realidade política e social, num momento em que a guerra civil está prestes a eclodir em Espanha e em que em Portugal a ditadura dá os seus primeiros sinais inequívocos. E, simultaneamente, este jovem descobre-se poeta.»

O século XX foi bastante enriquecedor para a literatura portuguesa e este é mais um clássico português que quero ler.


Aparição, Vergílio Ferreira - «Alberto Soares, a personagem central, rememora o ano em que deu aulas em Évora. E as pessoas que conheceu e que, de alguma maneira, contribuíram para a consolidação das suas teorias sobre a existência: Sofia, como quem manteve uma relação erótica tumultuosa, e as suas irmãs, Ana e Cristina. Carolino que, por ciúmes, tenta matar Alberto, mas acaba matando Sofia. Cristina, a irmã-criança de Sofia, também morre.»
Perdoem a minha ignorância, mas para aí até ao 12° ano, achava que Vergílio Ferreira era um autor italiano e que Aparição era uma obra importantíssima para a cultura italiana. Enfim, para me redimir acho que é o mínimo ler esta obra. Pensava que era um calhamaço, mas fui ver e só tem 248 páginas.



Húmus, Raul Brandão - «Mórbido, inquietante e original para a época - foi publicado pela primeira vez em 1917 -, Húmus é uma obra existencialista, um romance-monólogo em que narrador descreve o quotidiano de uma vila, intercalando-o com as suas reflexões pessoais.»
Desta lista, este é o livro que tenho mais curiosidade para ler. É um dos livros que me lembro de ouvir falar desde sempre, um dos grandes clássicos da língua portuguesa. Quero ver se o leio em breve. 



domingo, 17 de fevereiro de 2019

As séries que ando a ver #5

Dark - "Quatro famílias diferentes vivem numa pequena cidade alemã. As suas vidas pacatas são completamente atormentadas quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros das suas famílias começam a ser desvendados."
Possivelmente já ouviram falar desta série, é uma das grandes produções da Netflix e é de origem alemã. Provavelmente, também já ouviram pessoas a comparem Dark a Stranger Things, a afirmarem que são iguais e bla bla bla. Não dêem ouvidos a estas pessoas. Elas não sabem o que dizem. São as duas muito boas, mas bastante distintas.
Dark é uma série incrível, com uma cinematografia absolutamente perfeita e uma banda sonora linda, linda, linda! É uma série tão boa, que acho que devia ter mais destaque do que o que tem. Falei de Dark aqui no blogue na publicação "séries que quero ver em 2018" e consegui ver mesmo no final do ano passado. Vale muito a pena!



The Crown - "The Crown acompanha a história da rainha Elizabeth II e dos primeiros-ministros que, juntos, deram forma à Grã-Bretanha depois da Segunda Guerra Mundial. A série narra as histórias internas dos dois famosos endereços do mundo: o palácio de Buckingham e 10 Downing Street, incluindo as intrigas, romances e esquemas por trás dos eventos que moldaram a segunda metade do século XX."
Nunca tive muito interesse na família real inglesa, ou em qualquer outra família real. Não me interessa com quem é que a princesa X casa ou quem vai ser o herdeiro. As famílias reais nem me aquecem nem me arrefecem. Até ver The Crown. Não é que agora me interesse muito ou tenha virado fã, mas fiquei com uma admiração pela Rainha. Que mulher do caraças! Foi coroada aos 25 anos, passou pela Segunda Guerra Mundial, pelo fim do Império Britânico, pela Guerra Fria, pela entrada (e saída) da União Europeia... enfim, a Rainha Elizabeth vai ficar para a história.
Penso que The Crown é a série com maior produção da Netflix e nota-se bem a qualid
ade. Muito, muito boa e com actores incríveis.



You - "Guinevere Beck é uma aspirante a escritora, que vê a sua vida mudar completamente ao entrar numa livraria no East Village, onde conhece o charmoso gerente, Joe Goldberg. Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a rapariga dos seus sonhos, e fará de tudo para conquistá-la — usando a internet e as redes sociais para descobrir tudo sobre Beck. O que poderia ser visto como paixão transforma-se numa obsessão perigosa, uma vez que Joe não vai medir esforços para tirar do seu caminho tudo e todos que podem ameaçar os seus objectivos."
À partida, nunca iria ver esta série, visto que a sinopse me parece muito básica e "meh" [gostaram do adjectivo?], mas depois li "aspirante a escritora" e "gerente de uma livraria" e lá fui eu a correr ver a série. É uma das novas séries queridinhas de Netflix e já deu muito que falar. Há quem odeie o Joe (o psicopata), há quem o defenda até à última. Bem, tendo em conta que estamos a falar de uma série, acalmem-se lá que é só uma personagem. É tão ridículo existirem pessoas que acham que personagens como o Joe não devem existir - ou seja, ignorar a realidade -, como o actor que faz de Joe ter de vir dizer "o Joe não é bom. Não se apaixonem por ele. Ele é perigoso" porque, de repente, uma data de pessoas queria ter um Joe na sua vida. O mundo é um lugar estranho.
Voltando à série, You é uma série que mexe com os nossos sentimentos e a nossa cabeça, todas as personagens nos irritam, mas é gira de se ver. Só espero que, com todo o sucesso, não acabem por a estragar. A ver vamos.




Sex Education - "Otis é um adolescente socialmente inapto que vive com a sua mãe, uma terapeuta sexual. Apesar de ainda não ter perdido a virgindade, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar a sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola."
O ano ainda mal começou e esta já é das séries mais comentadas da Netflix. Aborda temas bastante actuais, como saúde mental, racismo, homofobia, sexismo e, claro, sexo. Mas não se deixem enganar pelo título, esta série não é só sobre sexo nem é só sexo. É tão mais do que isso. Uma série extremamente actual e que todos deviam ver. A Netflix anda muito forte ao nível de séries ultimamente, e a prova disso é que todas as séries desta publicação são da companhia de stream mais famosa do mundo. 2019 promete na Netflix!


Dia do Pai

Porque amanhã é Dia do Pai, veio-me à ideia fazer uma publicação sobre os pais mais queridos das (mil e uma) séries que vejo. Ainda pensei ...