sábado, 19 de agosto de 2017

Barcelona e o que raio se passa no mundo

Mais um ataque terrorista. Desde 2015 e só na Europa, têm havido ataques terroristas em Paris (janeiro e novembro de 2015), Copenhaga (fevereiro de 2015), Bruxelas (março de 2016), Nice (julho de 2016), Berlim (dezembro de 2016), Londres (março e junho de 2017), Estocolmo (abril de 2017), Manchester (maio de 2017) e agora em Barcelona. 

O que é que leva alguém a matar? O que leva alguém a matar pessoas inocentes? Não, a culpa não é do Islamismo. A religião não tem nada a ver com isto! Isto é gente doente, gente que mata e não têm problemas em morrer, aliás, preferem morrer a serem apanhados. O que é isto? Que gente é esta? Eles acreditam mesmo que vão parar ao paraíso? Será isso? Cada um acredita no que quer, óbvio, mas não ao ponto de matar pessoas só porque estas têm uma opinião, religião ou modo de vida diferente daquele em que alguém acredita. 

Quando é que vamos ter paz? Quando é que vamos poder voltar a passear, a viver a nossa vida, a ir para o trabalho sem termos que nos preocupar se há alguém com uma bomba, ou uma carrinha nas proximidades que pode começar a atropelar pessoas? Porque parece que a moda agora é esta: matar através de atropelamento. Segundo dados do Observador, "desde julho de 2016, morreram 115 pessoas em ataques terroristas em que a arma foi um carro ou um camião". 

Durante cinco meses deste ano, visitei muitas cidades europeias: Paris, Bruxelas, Roma, Berlim, Budapeste, Amesterdão, entre outras. Não consigo deixar de pensar na sorte que eu tive em não ser apanhada em nenhum ataque terrorista! Porque é só isso, uma questão de sorte. É estar no sítio errado à hora errada. Porque é que eles acham que têm o direito a tirar vidas? A tirar o sossego das pessoas? A tranquilidade? Em algumas das cidades que visitei, especialmente em Paris e Bruxelas, pensei muitas vezes "e se alguém decide largar uma bomba aqui? Agora?", "e se alguém decide começar aos tiros aqui? Agora?", "e se alguém pega numa carrinha e atropela-nos a todos?". Nunca me deixei condicionar por estes pensamentos, nunca deixei de fazer alguma coisa por causa destes pensamentos, mas era um pensamento que eu não conseguia evitar. 

Não nos devemos deixar levar pelo medo. Eles não podem vencer. Acho que continuarmos a nossa vida normalmente é a melhor resposta que nós, cidadãos comuns, podemos dar. 

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