quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Citizenfour - Movie36

Citizenfour é um documentário, realizado por Laura Poitras, filmado em Hong Kong depois de Laura e o jornalista Gleen Greewald receberem vários emails criptografados assinados pelo nome Citizenfour. Foi num quarto de hotel em Hong Kong, durante oito dias, que Snowden revelou a Laura e a Glenn, e depois ao mundo, detalhes de um sistema de vigilância global e sobre a actuação da NSA. Foi com Edward Snowden que os cidadãos perceberam como os EUA e outras potências violam princípios fundamentais da democracia e do direito à privacidade e, pode-se mesmo dizer, que Snowden inaugurou uma nova forma de como nós, cidadãos, olhámos para os nossos governos.



Eu confesso que vi primeiro o filme Snowden, já há algum tempo e, por isso, já conhecia a história. No entanto, Citizenfour está na categoria de documentários e filmes biográficos, enquanto o Snowden está inserido na categoria drama. Aqui, já se vê a diferença entre os dois filmes: o Snowden baseia-se nos factos, sim, mas tem sempre aquela pitada mais dramática. Já no Citizenfour, vemos a história real, já que foi filmada enquanto acontecia. Ou seja, com este documentário vemos a história a decorrer e a tornar-se real.

Gosto imenso de ver filmes e séries (Black Mirror me espera) que tocam no assunto vigilância e direito à privacidade. Sou um bocado paranóica, é verdade (claro que a câmara do meu computador está tapada), mas não tanto por mim, visto que a minha vida não é nada interessante e ninguém quer saber, mas pelo direito à privacidade. Seja com que desculpa for (interesse nacional, proteger os cidadãos, segurança), ninguém ter o direito de invadir a nossa privacidade. Não se enganem: nós somos totalmente controlados. As nossas mensagens, chamadas, e-mails, até as televisões já gravam as nossas conversas… estamos constantemente a ser monitorizados.

Eu sei que nem toda a gente concorda com a forma como o Snowden decidiu expôr isto, mas eu agradeço e espero que existam mais Snowdens por aí. Nós precisamos de ser informados, precisamos de saber que a fronteira entre liberdade de expressão e vigilância é ainda mais fina do que aquilo que nós pensávamos.


O documentário começa desta forma, que me chamou logo à atenção:
"Laura,
At this stage,
I can offer nothing more than my word. I am a senior government employee in the intelligence community.
I hope you understand that contacting you is extremely high risk and you are willing to agree to the following precautions before I share more.
This will not be a waste of your time.
The following sounds complex but should only take minutes to complete for someone technical.
I would like to confirm out of email that the keys we exchanged were not intercepted and replaced by your surveillance.
Please confirm that no one has ever had a copy of your private key and that it uses a strong passphrase.
Assume your adversary is capable of one trillion guesses per second.
If the device you store the private key and enter your passphrase on has been hacked, it is trivial to decrypt our communications.
Understand that the above steps are not bulletproof and are intended only to give us breathing room.
In the end, if you publish the source material, I will likely be immediately implicated.
This must not deter you from releasing the information I will provide.
Thank you, and be careful.
Citizenfour."

P.S.: já falei sobre isto aqui no blogue, por isso não me alonguei muito. Se quiserem ver, podem carregar aqui.

Big brother is watching you (and all of us).


*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Budapeste #1

Viena já estava, que venha Budapeste! Ao contrário do que eu achava, Viena e Budapeste são incrivelmente parecidas! Penso que o factor geográfico, já que são extremamente próximas uma da outra, explica a semelhança entre estas duas cidades. Também tenho de dizer que a Hungria foi o país "menos ocidental" em que estive. Ou seja, não é que eu goste muito da expressão "ocidental", mas nós os "ocidentais" temos um modo de vida e uma cultura muito características. Não quero dizer com isto do que somos melhores que os outros, longe disso, mas foi na Hungria que senti, pela primeira vez, o afastamento cultural – os húngaros tinham um olhar muito "carrancudo" e foi a única cidade em que não me senti segura à noite. Apesar disto tudo, a viagem correu muito bem e eu adorei Budapeste, completamente!

No bar onde fomos na primeira noite. Claro que aqui a
louca por  super-heróis ficou logo apaixonada 

Também dizer que na Hungria a moeda não é o euro, mas sim o florim húngaro. Mas não se preocupem, a troca favorece-nos (ao euro), porque a moeda deles é bastante fraca. Isto torna Budapeste mais barata do que a grande maioria das capitais europeias. Eu aconselho-vos a só trocar dinheiro nos multibancos, pois é mais seguro.

Tirei muuuuitas fotos em Budapeste (acho que só tirei mais em Berlim), o que diz muito do quanto eu amei a cidade. Budapeste foi fundada em 1873 com a fusão das cidades de Buda, na margem direita do Danúbio, com Peste, na margem esquerda. E é uma cidade maravilhosa!

Como disse, Budapeste é uma cidade dividida em duas partes: Buda e Peste, separadas pelo lindíssimo rio Danúbio. No primeiro dia ficamos pelo lado de Peste e começámos pela Opera da Hungria, com muitas semelhanças ao Burg Theater austríaco. 


Depois, um dos ex-libris de Budapeste: a Basílica de St. Stephan. O patrono da igreja – Szent István, o nome original em húngaro – foi o primeiro rei da Hungria. 




Ao irmos caminhando pela cidade, fomos ter à Liberty Square, onde se encontram dois memoriais: um memorial às vítimas da Segunda Guerra Mundial e um memorial aos soviéticos, que ajudaram a reconstruir o país depois da IIGM. Ao irmos de encontro ao Parlamento, demos, ainda, de caras com uma estátua de Ronald Reagan.




Ainda há muito que dizer sobre esta linda cidade, fiquem atentos!

sábado, 27 de janeiro de 2018

Viena #3

Segundo dia em Viena! Foi uma mistura entre visitar alguns sítios que tínhamos visto no primeiro dia, só que agora com mais tempo, e a aventura de ir à descoberta de novos lugares!

Começámos o dia pela Ópera de Viena, uma das mais famosas do mundo e com um edifício histórico que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. O edifício foi bombardeado em 1945 e foi depois reconstruído em 1955. Da próxima vez que for a Viena, quero, sem dúvida, assistir a uma Ópera ou um Bailado na Opera de Viena.


A seguir, fomos até à Karlsplatz, onde se encontra a Karlskirche, erguida entre 1716 e 1739. Digo-vos que fiquei maravilhada com esta igreja! Parecia-me um cenário de filme, de tão bonita que era. Acho que foi, sem dúvida, das minhas coisas preferidas em Viena. Esta igreja tem uma história relacionada com a peste: o santo Karl é considerado o santo curador da peste. O imperador Carlos VI fez uma promessa: ele construiria uma Igreja em homenagem ao Santo e, em troca, a peste deveria ser afastada da cidade. Dito e feito!



Passámos ainda pelo Schillerplatz e pelo Volkstheather, um teatro fundado a pedido dos vienenses (não é maravilhoso?), com uma arquitectura maravilhosa. Depois, vimos, ainda, outro teatro (é mesmo a cidade da cultura): o Burgtheater. Este teatro foi construído em 1741 e é o teatro nacional austríaco.


Continuando a andar, encontramos o Parlamento austríaco, também muito bonito e enoooorme. Ao contrário dos outros edifícios da cidade, este tem uma inspiração na arquitectura grega (acho que é o único) e é realmente impressionante.



Perto do Parlamento, fica a Rathaus – a Câmara Municipal da cidade. Mas esta não é uma Câmara Municipal qualquer: no topo da torre fica o Rathausmann, um dos símbolos de Viena. Esta estátua, no topo da Rathaus, tem 98 metros, se não estou em erro. Apesar disso, acho que muita gente passa sem a ver, o que é uma pena.



Se forem a Viena, não se esqueçam de comer o famoso Schnitzel! É um dos pratos principais da culinária vienense, e embora pareça um panado como os nossos, sabe melhor. Não sei bem explicar, talvez seja do ambiente austríaco, mas é melhor que o nosso típico panado. Não deixem de experimentar!

Ao fazer esta publicação, percebi que tenho muitas, muitas saudades de Viena e que esta é uma cidade realmente encantadora! Quando pensarem na vossa próxima viagem a uma capital europeia, não vão para as típicas (Paris, Roma, Bruxelas,…), escolham Viena! Não se vão arrepender.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Coco - Movie36

Coco conta a história de Miguel, 12 anos, que quer ser músico, tal como o seu ídolo, Ernesto de la Cruz. A particularidade aqui é que a família acha que a música é uma maldição, já que um membro da família a abandonou para ser um músico mundialmente conhecido. Este filme é passado no México, no Día de Los Muertos, o que torna tudo ainda mais especial. 



Miguel, sem saber muito bem como, vai parar ao Mundo dos Mortos. Neste filme, o Mundo dos Mortos não é negro nem tradicional, mas sim colorido e animado. Uma das coisas que mais gostei neste filme foi a abordagem ao tema morte. Sendo um filme "destinado" às crianças, e sendo que algumas delas ainda não percebem ainda o que é a morte, esta parte pode, também, ser especialmente dirigida aos adultos. Independentemente da faixa etária, é maravilhoso ver como a ideia da morte é tratada e perceber que o que acontece no "depois da vida" pode não ser tão mau quanto nós esperamos. 

Este filme centra-se na cultura mexicana, nas suas tradições e na sua forma de lidar com o Día de Los Muertos. Ao fazes umas pesquisas, dei de caras com umas suposições: ao destacar o México e a cultura mexicana, a Pixar pode ter  feito uma crítica a Trump e ter sido "provocadora" ao trazer o povo mexicano e a sua cultura para primeiro plano. Podia ter sido, mas o realizador já veio dizer que a história começou a ser pensada há 6 anos, exactamente no mesmo dia em que se passa o filme.



Para além disso, mostra a importância da música na nossa vida, já que vemos como era a família antes e depois de aceitarem a música na sua vida. A banda sonora do filme é incrível e eu adooorei a música "un poco loco".

É um filme tão bonito! Fala sobre sonhos, sobre a família, a morte e a perda. Faz-nos pensar que o "depois da vida" não é assim tão mau, cria uma imagem bonita deste momento e faz-nos lidar melhor com a morte. Aconselho totalmente! 



*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make It Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By The Library"
Francisca Gonçalves, "Francisca"
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Viena #2

Como disse na publicação anterior, o primeiro dia em Viena, em Abril, foi passado a conhecer a cidade numa walking tour com o resto do grupo.

Viena é uma cidade muito bonita e bem conservada. Estive lá dois dias e, basicamente, aproveitei para conhecer os monumentos mais conhecidos. Como disse no post anterior, Viena não é das cidades europeias mais "conhecidas" e quando pensamos (eu, pelo menos) em Viena não temos logo algo em mente, como por exemplo em Paris com a Torre Eiffel ou Roma e o Coliseu. É uma pena, porque é mesmo uma cidade encantadora.


O bom de Viena é que as atracções ficam todas muito próximas umas das outras, o que permite conhecê-las a pé, e, se houver uma um pouco mais longe, o metro é uma excelente opção!


Então, como disse, fizemos um walking tour, que deve ter demorado umas 2 horas (talvez 3?) e deu logo para conhecer a cidade. Começamos pela Stephanplatz, onde está situada a St. Stephan Cathedral. Como tínhamos pouco tempo, só visitámos mesmo a igreja. No entanto, se lá forem, tiverem tempo e estiver um dia de sol, subam à "torre" (mas preparem-se, são 340 degraus!), pois a vista é magnífica. Numa próxima visita a Viena sem dúvida que vou voltar à Catedral! Para além disso, não deixem de dar uma volta pela igreja, onde podem admirar o telhado (que é lindíssimo) e uma parte mais antiga da cidade.




Perto da Stephanplatz, fica a Peterkirche, uma igreja pequeninha, mas bastante bonita. A igreja está um pouco escondida e existe uma tradição relacionada com ela: devem entrar na igreja de olhos fechados e acompanhados por alguém que vos guie enquanto sobem as escadas até à porta principal. Depois, abram os olhos e surpreendam-se! (e é gratuito, iupi!!)



Também aí perto, está a Column of Pest (ou Column of the Trinity), que, como o nome indica, é uma homenagem às vítimas da peste negra, que assolou a cidade (e grande parte da Europa). Os detalhes dourados e o tamanho da escultura são impressionantes, não deixem de ver esta estátua.


Depois de passearmos pelo centro da cidade, fomos até ao MuseumsQuartier. MuseumsQuartier é um complexo de museus e galerias de arte. Em frente ao MuseumsQuartier, podem ver os Twin Museums - o Naturhistoriches Museum e o Kunsthistoriches Museum (o Museu das Belas Artes). Estes dois museus são enormes e ficam de frente um para o outro. Como disse, tínhamos pouco tempo, e acabámos só por ver os monumentos por fora. Estes museus ficam na Maria-Theresien Platz, uma praça lindíssima, acrescida pelos museus, mas com uma estátua imponente que não fica nada atrás.





A próxima publicação também vai ser sobre Viena, fiquem atentos!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Dunkirk - Movie36

E a 22 de Janeiro, finalmente, há publicação para o projecto Movie36!!! Yeaaaah! Aleluia, aleluia!! Para quem não sabe, este projecto consiste em ver, pelo menos, 3 filmes por mês e acabar o ano com 36 filmes vistos. Se quiserem saber mais, vejam este post.

E o primeiro filme visto para este projecto foi... (rufos)... Dunkirk! Este filme passa-se durante a guerra, quando quase 400 000 soldados aliados ficam cercados pelos alemães nas praias de Dunquerque, em França. "Quando 400.00 homens não conseguiam ir para casa... foram os de casa ter com eles." 


Já existem mil e um filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, é verdade, ainda assim, eu acho que nunca são demais. Gosto de filmes que nos relembrem que a vida não é perfeita, que o ser humano não é perfeito e que há alturas em que o lado "mau" tenta sobressair. E não há mal nenhum nisso. No entanto, devemos combatê-lo! Devemos combatê-lo com todas as nossas forças.

Para mim, este é um filme sobre esperança. Quando tudo parece estar perdido, quando aqueles soldados acham que nunca mais vão sair daquela praia, quando os dias parecem intermináveis, eis que chegam pequenas embarcações inglesas para resgatar os soldados. Confesso que esta foi uma das partes do filme em que mais me emocionei, já que foi naquele momento que toda a esperança renasceu. 

Este filme não é um filme tradicional, na minha opinião, na medida em que tem poucos diálogos e são muitos os momentos de silêncio. A fotografia é das melhores coisas do filme (senão a melhor), sendo a acção filmada muito próxima dos rostos das personagens. Se gostarem de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, este filme é para vocês. Se gostarem de bons filmes, também! Não ficando na lista dos meus favoritos, é um filme que vale a pena ver. 



Winston Churchill, 4 de Junho de 1940: "Lutaremos em França, lutaremos nos mares e nos oceanos, lutaremos com cada vez mais confiança e cada vez mais força no ar, defenderemos a nossa ilha, custe o que custar. Lutaremos nas praias, lutaremos nas pistas de aterragem, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas montanhas; nunca nos renderemos (…)."


*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make It Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By The Library"
Francisca Gonçalves, "Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Fugiram de Casa de Seus Pais

Fugiram de Casa de Seus Pais é, para mim, o melhor programa dos últimos tempos na televisão portuguesa. Para quem não sabe do que é que eu estou a falar, Fugiram de Casa de Seus Pais é um programa que dá na RTP1 às terças-feiras, quando faltam uns minutos para as 23h, com dois génios: Bruno Nogueira e Miguel Esteves Cardoso. 

Este programa é maravilhoso. MEC e Bruno conversam sobre tudo e sobre nada. Conversam sobre esgotos, restaurantes, azeitonas, o instagram, contabilistas, sobre o passado... sobre tudo e sobre nada. E é isto a magia do programa: seja a falar do que for, estes dois tornam a conversa sempre interessante! 


Para além disso, todas as semanas há um convidado e, como já passaram 7 programas, já tivemos Gisela João, Nuno Markl, Rodrigo Guedes de Carvalho, Capicua, José Avillez, José Pedro Gomes e, no último, a Rita Blanco. 
Os convidados dão sempre o seu toque pessoal ao programa, trazendo um tema do seu agrado ou que lhes irrite profundamente. Na terça-feira, com a Rita Blanco, o tema foi a educação, algo que me diz muito. Na minha opinião, a educação é a chave para a grande maioria dos problemas e, sem dúvida, remodelar o sistema educacional devia ser uma prioridade dos governos (infelizmente, não é de nenhum). Para além disso, falou-se de educação, no sentido de ter boa educação, passando do trânsito às pessoas que fazem 6 operações no multibanco, criando uma fila gigantesca e agindo como se nada fosse.

Como vêem, todos os temas cabem no programa, temas esse que são falados de forma descontraída, mas que despertam a reflexão e sempre capazes a arrancar uma gargalha ao espectador. É um programa simples, genuíno e que fazia falta à televisão portuguesa. Se puderem, não deixem de espreitar - podem ver todos os programas no site da RTP

Para mim, o único "problema" deste programa é durar 50 minutos. Chego ao fim sempre a pensar "o quê?? Mas já acabou? Durou tão pouco tempo". Todas as semanas eu penso isto. Todas. Obrigada a quem teve esta ideia genial! Obrigada MEC e Bruno!



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Viena #1

E as publicações sobre as minhas viagens em ERASMUS estão de volta!!! Quem está entusiasmado?? Eu estou!!

Antes de Fevereiro de 2017, ou seja, antes de ir estudar para a Holanda, a única capital europeia que eu já tinha visitado era Lisboa. Assim sendo, um dos meus principais objectivos ao estudar fora do país era conhecer o máximo de cidades possíveis. Por isso, quando surgiu a oportunidade de ir numa viagem de seis dias por três países europeus não podia hesitar. Esta viagem coincidiu com a Páscoa (a altura em que supostamente vinha a casa) e era uma viagem a três cidades: Viena, Budapeste e Bratislava.

Esta viagem foi organizada pelo ESN (Exchange Student Network) o que foi um grande alívio pois toda a viagem já estava programada – estava tudo organizado e nós só tínhamos que ir. Apesar de haver um programa para cada cidade, cada um era livre de o cumprir, ou não. Nós optámos por fazer uma mistura dos dois, ou seja, íamos sempre ao walking tour pela cidade e depois andávamos por nossa conta.



Estes seis dias foram divididos em dois para Viena, dois para Budapeste e um para Bratislava, tendo a viagem de regresso demorado umas quinze horas (não, não estou a exagerar - é o que dá ir de autocarro). 

Vamos, então, começar por Viena. Viena surpreendeu-me muito. Acho que quando penso em capitais europeias, ou mesmo países, tanto Viena como Áustria nunca me vêm à cabeça. Penso em Paris, Londres, Madrid, Berlim… mas Viena nunca aparece, sabe-se lá porquê. O que é pena, porque é uma cidade linda! Visto quase nunca me lembrar da sua existência, não tinha expectativas quase nenhumas. O que por um lado é bom, porque assim evito desilusões.

Como disse, Viena é uma cidade lindíssima, muito bem preservada e com jardins encantadores. Os monumentos ficam todos muito perto uns dos outros, o que é óptimo, ainda assim, tenho a sensação de que ainda ficou muito por ver!



Fiquem atentos, nas próximas publicações vou contar-vos tudinho sobre Viena!  

sábado, 13 de janeiro de 2018

Leituras desassossegadas #6

O Livreiro – Mark Pryor

"Hugo Marston decide comprar um livro raro ao seu amigo Max, o idoso proprietário de uma banca de obras antigas. Poucos minutos depois, Max é raptado. Vivamente surpreendido com o acto, Marston, chefe de segurança da embaixada americana em Paris, nada consegue fazer para impedir o raptor. Marston inicia então uma investigação destinada a encontrar o livreiro, recrutando a ajuda do seu amigo Tom, um agente da CIA.
A busca de Hugo revela que Max é, afinal, um sobrevivente do Holocausto que mais tarde se converteu num caçador de nazis. Estará o rapto ligado ao sombrio passado de Max ou aos misteriosos livros raros que vendia?" (sinopse)

Eu tinha tantas expectativas em relação a este livro, tantas, tantas! Primeiro, porque, apesar de se passar actualmente, o tema era a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto (achava eu). E depois, porque era sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. O autor tinha tanto por onde pegar, tanto para desenvolver e senti que ficou aquém. Aquém da história, aquém da narrativa, aquém das minhas expectativas.

É um bom livro, no geral, não digo que não. Mas a capa chamativa, com as frases "Um livro raro. Um sobrevivente do Holocausto. Uma história perfeita para todos os que gostam de livros" prometia mais do que o que deu. É um 3/5 na minha opinião.



Agora, vou-me dedicar aos irmãos Karamazov. Nunca li nada desta envergadura nem nenhum clássico russo, por isso estou muito ansiosa para começar! Vamos ver como me saio. 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Sou finalista e não sabia

Calma, é claro que sabia. Mais ou menos, vá. Passo a explicar

Estou no 3º ano de Relações Internacionais, o último ano e, por isso, sou finalista. Mas não me sinto finalista. A maior parte das vezes nem me lembro que sou finalista (normalmente, só me lembro quando vejo alguém a dizer "sou finalista" e eu penso "espera aí... eu também sou!!"). Não sei se é estranho para vocês lerem isto, mas a verdade é que estou no último ano do curso e não sei o que vou fazer depois. Sinto-me como se ainda tivesse no 1º ano. Falta um semestre para ser licenciada e eu continuo tão perdida como quando estava no 10º ano. Lembrei-me disto depois de uma conversa que tive com um tio no Natal.

Vou aqui reproduzir o diálogo:
"- Então já sabes o que vais fazer depois de tirares o curso?
- (ar pensativo)
- Estás a pensar tirar mestrado?
- (ar pensativo)
- Pronto, já vi que não queres. E estágios? Queres estagiar, certo?
- (ar pensativo e perdido)
- Já andaste à procura de estágios bons na tua área?
- (ar pensativo e perdido)
- Olha que já não falta assim tanto tempo para seres licenciada!
- (ar de pessoa aterrorizada)"

E foi isto. Eu com ar de perdida a maior parte da conversa e o meu tio, sem saber, a fazer pressão no meu futuro. A verdade é que falta um semestre para eu ser licenciada e eu não sei o que vou fazer depois. Mestrado está fora de questão, o meu cérebro já não aguenta mais estudar (sabe Deus acabar o curso, quanto mais meter-me num mestrado). Um estágio podia ser uma boa ideia, mas na minha área não há assim tantos (a verdade é que também ainda não procurei bem). E agora? Estou no último ano da licenciatura e ainda não sei o que vou fazer com a minha vida. Gosto de Relações Internacionais, gosto do curso e das cadeiras, mas ainda só tenho 20 anos. Continuo perdida como se tivesse no 9º ano e tivesse de escolher entre Humanidades ou Economia. 

A tudo isto, acresce o facto de eu não estar preparada para entrar no mercado de trabalho. Não sei se isto só acontece comigo, por o meu curso ser muito teórico, mas sinto que, se for já trabalhar, não vou saber fazer nada. E tenho um bocado de receio, confesso. Imaginem o que é ter gasto 3 anos da minha vida e, ao ir trabalhar, descubro que não é disto que gosto. Que não é o que eu estava à espera. Ou que eu simplesmente não tenho jeito. Aaaah, tantas questões na minha cabeça.

Até quando mais vou ter esta sensação de pessoa perdida? Isto passa quando nos tornamos "oficialmente adultos", quando arranjamos um trabalho? Digam-me que sim. Já eu tenho a sensação de que vou andar sempre com ar de "não sei o que estou a fazer" para o resto da minha vida. E não sei se isso é bom ou mau.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

As séries que quero ver em 2018

Depois de já vos ter dito que séries é que eu achei que foram as melhores de 2017 (aqui), chegou a vez daquelas que quero mesmo ver em 2018, aquelas que eu considero a não perder!

A primeira é Mindhunter, que estreou em Outubro na Netflix. Não encontrei nenhuma sinopse de jeito, mas a série é sobre dois agentes do FBI que decidem investigar como funciona a mente dos serial killers. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho um certo fascínio pelas mentes de assassinos e de perceber como é que elas funcionam. Definitivamente, esta vai ser a primeira série que vou ver quando conseguir arranjar um tempinho! 8.7 no IMDb


Atypical, é uma comédia, também da Netflix, estreou em Agosto e, basicamente, é sobre "um miúdo autista e a sua jornada para encontrar amor e independência. Esta jornada de auto-descoberta é tão divertida quanto dramática e tem um impacto em toda a sua família, forçando-os a lidar com as alterações nas suas próprias vidas e fazendo-os questionar: afinal, o que realmente significa ser normal?" 8.4 no IMDb


Ozark é um drama da Netflix e estreou em Julho. É sobre uma família aparentemente normal, no entanto, o pai é consultor financeiro e, ao mesmo tempo, lava dinheiro para o segundo maior cartel de drogas do México. Quando as coisas ficam feias, ele leva a família de Chicago para a região dos Lagos Ozark, no Missouri. Parece-me bastante interessante. 8.4 no IMDb


Black Mirror deve ser, destas séries, a que estou mais ansiosa para ver! Também da Netflix (não é patrocinado, a Netflix é que tem muito boas séries) é um drama misturado com fantasia e ficção. "Black Mirror retrata a inquietação colectiva em relação ao mundo moderno. Com muito suspense e genialidade, cada história explora temas relacionados com a paranóia tecnológica contemporânea. A tecnologia transformou todos os aspectos de nossa vida: em todas as casas, em todos os escritórios e nas mãos de todas as pessoas há uma tela de plasma, um monitor, um smartphone – um espelho negro que reflecte a nossa existência no século XXI" (sinopse). 8.9 no IMDb


Mais uma da Netflix: Dark. "A história acompanha quatro famílias diferentes que vivem numa cidade pequena alemã. As suas vidas pacatas são completamente atormentadas quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros das suas famílias começam a ser desvendados". Eu já ouvi falar tão, tão bem desta série que as minhas expectativas estão bem altas. 8.8 no IMDb


Por último, Lucifer – "Lucifer, que, entediado e infeliz como o Senhor do Inferno, renuncia o seu trono e abandona o seu reino para ir para a cintilante loucura de Los Angeles, onde ele vai ajudar a polícia local a punir os criminosos". Tenho muito, muito interesse nesta série e não vejo a hora de a começar. 8.3 no IMDb


Depois, quero muito ver The Handmaid’s Tale, mas quero ler o livro primeiro. 

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Nos últimos tempos, não tenho visto quase série nenhuma. São raros os dias em que tenho tempo ou que não estou demasiado cansada para ver a...