quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Lady Bird - Movie 36

Lady Bird conta a história de "Christine "Lady Bird" MacPherson, uma aluna do ensino secundário que mora no "wrong side of the tracks". Ela anseia por aventura, sofisticação e oportunidade, mas não encontra nada disso na escola secundária católica Sacramento. Lady Bird segue o último ano da personagem na escola, incluindo o seu primeiro amor, a sua participação no teatro escolar e, o mais importante, a sua candidatura à faculdade". Está nomeado para cinco categorias dos Oscars, incluindo a de Melhor Filme.

O filme não é nada de extraordinário, no sentido em que não tem grandes efeitos especiais nem é uma história original – o cinema está cheio de filmes que retratam o amadurecimento de uma personagem. No entanto, é um óptimo filme, porque conta a história de toda a gente – mostra aquilo que é viver. E fá-lo muito bem. É um filme sobre qualquer pessoa que, durante a adolescência, sentiu estar destinada a algo maior, não fosse o incompreensível azar de ter nascido numa cidade banal ou num meio com circunstâncias económicas pouco favoráveis.

Este filme conta a história de uma rapariga que, por birra adolescente ou por querer vincar a sua personalidade, se intitula de Lady Bird. Uma coisa boa neste filme é que a protagonista e as personagens à sua volta são reais. Amam, odeiam, gritam, sofrem, choram. Não há heróis nem vilões, apenas seres humanos.
O ponto central do filme, para além de todas as vivências de uma adolescente, é a relação que a protagonista tem com a mãe. Esta relação é uma relação complicada, já que enquanto Lady Bird é irreverente e rebelde, a mãe tornou-se numa pessoa "dura" por tudo o que já viveu e que não tem muita paciência para as fantasias da filha. A mãe ama a filha, como é óbvio, no entanto não o consegue demonstrar, por estar demasiado centrada nos problemas da família. Os sonhos da filha esbarram com o realismo da mãe, que gostaria que a filha desse mais valor ao que tem, ao sítio onde cresceu. É uma relação conflituosa, mas bastante real.

É um filme simples, mas não é destes filmes que nós precisamos? Não estamos já todos fartos de ver explosões, furacões, filmes com demasiados efeitos especiais? Ao final do dia, depois de toda a correria, sabe bem ver um filme assim: simples, calmo, belo. Há quem não goste do "cinema não-espectacular", aquele que nos impede de fugir da realidade porque retrata exactamente essa realidade. Se gostarem de filmes que retratam o quotidiano, o comum, o simples, aconselho!

Deixo-vos duas citações do filme:
"- I want you to be the very best version of yourself that you can be.
- What if this is the best version?"

"- I was telling you the truth, do you want me to lie?
- No, I mean, I just, I wish that you liked me.
- Of course I love you.
- But do you like me?"



*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

The Post - Movie 36

Fevereiro é o mês para ver os filmes indicados aos Oscars. Normalmente, tento sempre ver o máximo que conseguir antes da Cerimónia, mas quase sempre só vejo mesmo os nomeados para a categoria de Melhor Filme. Vejo os nomeados para as outras categorias depois. No ano passado, só vi mesmo o Moonlight e, vejam só, foi o que ganhou. Este ano, para já, já vi o Dunkirk (aqui) e vi, este fim-de-semana, o The Post.

Um filme com Merly Streep e Tom Hanks, realizado pelo Spielberg, vale sempre a pena. The Post está nomeado para Melhor Filme e Melhor Atriz (Merly Streep, obviamente) e é sobre "A improvável parceria entre Katharine Graham (Streep) do Washington Post, a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos e Ben Bradlee (Hanks), o editor do jornal, na corrida com o New York Times para expor um dos maiores encobrimentos de segredos governamentais que durou três décadas e passou por quatro presidentes americanos. Num filme empolgante, os dois protagonistas têm de ultrapassar as suas diferenças enquanto arriscam as carreiras e a própria liberdade para desenterrar verdades há muito escondidas do público." (retirado do site de Cinema NOS)

Basicamente, o filme todo é sobre o papel dos jornais e dos jornalistas, se devem informar a população ou guardar segredos de Estado e proteger a segurança nacional. Em causa está o futuro do jornal e a repressão feita pela administração Nixon, com a possibilidade de irem parar à prisão por não cumprirem uma ordem judicial.

A mensagem principal deste filme, na minha opinião, é a liberdade de imprensa. Apesar de se passar na década de 70, o tema da liberdade de imprensa está bastante actual. Quem diria, não é? Em pleno 2018, em plena democracia, a liberdade de imprensa (ainda) é discutida. Ainda hoje, a imprensa sofre com pressões por parte dos Governos, mesmo em países que se dizem civilizados (incluindo Portugal).

Gostei bastante deste filme, mas não sei se será suficiente para ganhar. No entanto, em 2016, foi um filme também sobre jornalismo que arrecadou o prémio do Melhor Filme – Spotlight – quando estavam nomeados filmes como o The Revenant, The Big Short ou Room. Vamos lá ver o que vai acontecer este ano.

Outra coisa que eu achei curiosa foi o papel dado ao feminismo. De forma subtil, é certo, mas foi. Logo no início do filme quando Kay vai para uma reunião com banqueiros e investidores, ao entrar, só vemos homens. Ela é a única mulher. No final, depois da decisão do tribunal, vemos Kay, desta vez, rodeada de mulheres. Dois momentos emblemáticos.

Não segui Jornalismo, mas penso que, se fosse uma pessoa mais extrovertida, era algo que poderia ter sido o meu futuro. Gosto do jornalismo de reportagem, daquele que vai à procura de histórias e que não se "acanha" com nada. Nestes tempos é difícil, mas também o era na década de 70, como mostra o filme.

Por último, deixo-vos uma citação do filme, que acho que faz todo o sentido e que devia ser a regra de todas as redacções: "A imprensa serve aos governados, não aos governantes". 


*Post inserido no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Leituras Desassossegadas #8

Isso não pode acontecer aqui – Sinclair Lewis

«Sinclair Lewis foi o primeiro escritor norte-americano a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 1930. Mas o reconhecimento pelos seus romances satíricos, críticos dos políticos corruptos e do materialismo fútil da classe média americana não abarcava ainda o presente livro, publicado em 1935, que se tornou uma obra profética após a eleição de Donald Trump.
Escrito durante a Grande Depressão e publicado quando o fascismo começava a emergir na Europa de forma alarmante, Isso não Pode Acontecer Aqui conta a história de Buzz Windrip, um demagogo xenófobo e racista que, apesar de praticamente iletrado, consegue derrotar Franklin Delano Roosevelt nas eleições presidenciais com a promessa de um regresso da América à prosperidade e ao orgulho, acabando por instaurar um regime ditatorial apoiado por forças militares altamente repressivas que nunca até ali os eleitores julgaram possível.
No centro da acção, está Doremus Jessup, um jornalista do Connecticut que testemunha com horror a fragilidade da democracia e se torna um dos grandes resistentes à tirania, passando à clandestinidade. 
Oitenta anos depois da publicação original, este livro é assustadoramente actual.»

Como está escrito na capa, este é "um romance sobre o que aconteceria nos EUA se um ditador chegasse ao poder. Ironicamente poético. Assustadoramente contemporâneo". No início, achei a escrita do autor e a própria narração da história bastante confusas. Tive de ler e reler as primeiras páginas para me situar e habituar à escrita de Lewis. No entanto, depois de já estar habituada, foi fácil entrar no ritmo e nesta história que antes da eleição de Donald Trump parecia apenas ficção e algo de impossível de acontecer na realidade. A verdade é que já está a acontecer. Sim, Donald Trump ainda não transformou os EUA numa ditadura, mas já restringiu a liberdade a muitos cidadãos, imprensa incluída, e já proibiu a entrada de muçulmanos de oito países (Chade, Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Síria, Venezuela e Iémen) nos EUA.*

Este é um livro que todos deviam ler, especialmente aquelas pessoas que, por estarem demasiado desesperadas, caem na conversa fácil e populista de políticos que apenas querem o poder. Para vos dar um exemplo, no livro uma das promessas de Buzz Windrip é dar a todos os cidadãos estadunidenses 5.000€ anuais. Claro que isso nunca chegou a acontecer, mas as pessoas que estavam desempregadas ou que tinham uma vida miserável, não se sentido confortáveis financeiramente, acreditaram nisto e votaram nele.

Fico sempre um bocado chocada quando me dizem "não ligo nada a política. Para quê? Eles são todos iguais: todos ladrões e todos corruptos". Como é que há pessoas que não querem saber quem é que vai definir os princípios mais básicos da sua vida? Se temos liberdade, quanto ganhamos ao final do mês, se os livros são algo de essencial ou se podem ser retirados do mercado, quanto dinheiro deve ser gasto na cultura, na saúde, na educação, no tecido económico… faz-me ainda mais confusão quando são pessoas da minha idade, malta nova que nem sequer sabe quem é o Primeiro-Ministro ou nem sequer vai votar. Ah, nem vamos entrar por aí, que isso dá para outra publicação. Adiante.

Todos, mas todos devemos estar atentos aos nossos políticos, escrutinar cada decisão que eles tomam, protestar, apoiar, fazer ouvir a nossa voz. É pelo facto de as pessoas não quererem saber da política, nem quererem saber quem as governa, que Buzz Windrip (na ficção) e Donald Trump (na realidade) ganharam as eleições do país que muitos consideram ser "o país mais livre do mundo". Muito no início do livro, Doremus diz:
"- Esperem até o Buzz tomar conta de nós. Será uma verdadeira ditadura fascista!
- Absurdo! Absurdo! - vociferou Tasbrough. - Isso não pode acontecer aqui. Na América, não seria possível! Somos um país de homens livres!". A América é um país de homens livres, dizem eles! Será assim tão impossível uma ditadura naquele país? Este livro mostra que não. 



*Podem ler a notícia aqui

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Budapeste #4

No segundo dia, presenciámos uma "manifestação" (de apoio) na Chain Bridge, chamada March of the Living e relacionada com o Holocausto.


Fomos ainda à Margaret Island, considerada o pulmão verde da cidade. Para além dos parques e das praças, tem uma pista de corrida, um complexo desportivo, um mini jardim zoológico, entre outras coisas. É muito bom para relaxar e descansar e foi isso que nós fizemos no final da tarde do nosso último dia em Budapeste. Depois de andar quilómetros e quilómetros (não me lembro de termos utilizado os transportes públicos), sentámo-nos num banco, descansámos e apreciámos tudo aquilo que nos rodeava. Decidimos não percorrer a ilha toda, já que ela é gigante, e tínhamos medo que escurecesse e ficássemos perdidas no meio da ilha (o que era bem capaz de acontecer!).
Para chegar/sair da ilha, tem de se passar pela Margaret Bridge, que apesar de não ser a famosa ponte de Budapeste, também é bastante bonita


E chegaram ao fim as publicações sobre Budapeste! Ooooh. Tenho muitas, muitas saudades de Budapeste. Confesso que me emocionei ao escrever estas publicações sobre Budapeste, e estar a escrever ao som de Tchaikovsky também não ajudou. É uma cidade mesmo incrível e, sem dúvida, da minhas favoritas.


Pontos imperdíveis em Budapeste na minha opinião: Parlamento, Fisherman’s Bastion e a St. Stephan Basilica. E, à noite, diria que é mesmo obrigatório verem a Chain Bridge, o Parlamento e o Castelo (é só atravessar a ponte).



Adeus Budapeste, foi um prazer!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Budapeste #3

Em Buda, tem-se uma vista incrível para o outro lado da cidade (Peste) e, sobretudo, para o Parlamento. O Castelo é um dos pontos mais altos da cidade e vale totalmente a pena! Podem subir de "elevador", ou, então, podem ir pelo lado aventureiro da coisa, como nós fizemos, e subir por um caminho não muito recomendável e propício a quedas. Felizmente, correu tudo bem, não caí e a vista é lindíssima quando se chega ao destino. Construído no século XIII, é Património da Humanidade da UNESCO desde 1987.






Ao irmos andando, fomos ter ao Fisherman’s Bastion. E o que é o Fisherman’s Bastion, perguntam vocês? É uma estrutura construída no final do século XIX, munida com 7 torres, cada uma a representar as 7 tribos húngaras que fundaram o actual país em 895. Um conselho de amiga: não percam MESMO, já que fornece uma vista incrível sobre o rio Danúbio e sobre Peste.





A Mathias Church é a mais alta das sete torres; e destaca-se pelo seu telhado colorido super original e maravilhoso.



Voltando a Peste, a Great Synagogue é a maior sinagoga da Europa, e a segunda maior do mundo! (se são como eu e têm que saber qual é a primeira, senão não descansam, é o Templo Emanu-El em Nova Iorque). Só vimos de fora, mas é possível fazer uma visita por dentro, bem como visitar o Museu Judaico da Hungria e o Memorial do Holocausto, juntos à sinagoga.

Árvore da Vida
Esta ainda não é a última publicação sobre Budapeste, fiquem atentos! 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Budapeste #2

O blogue esteve uns dias em stand-by, já que estive adoentada. Felizmente, estou recuperada e espero que esta coisa que me apanhou voe para outros lados... para Marte, talvez. Mas bem, estou de volta e estão de volta as publicações sobre Budapeste, esta cidade incrível.

O Parlamento húngaro, ai, o Parlamento húngaro. É o terceiro maior no mundo (só fica atrás do Parlamento da Roménia e da Argentina) e é inspirado no Parlamento inglês. E é lindo, lindo, lindo e enoooorme. É gigantesco!






Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é sentar-me num banco e apreciar as pessoas e a cidade, e tentei fazer isso em todas as cidades que fui. Em Budapeste, sentei-me à frente (ou será atrás?) do Parlamento húngaro com o Danúbio à minha frente e Buda do outro lado do rio. Passado uns minutos, um segurança do Parlamento sentou-se à nossa beira e começou a falar connosco, bastante simpático que nos contou alguns segredos dos húngaros e de Budapeste. Foi bastante bom e relaxante estar ali, sentada, a apreciar o Danúbio e a cidade na companhia de um local. Se tiverem oportunidade de o fazer, façam-no!


Ao caminharmos pela "marginal", com o Parlamento de um lado e o Danúbio do outro, encontramos uma coisa que me marcou muito: Shoes on the Danube. No final de 1944, estima-se que mais de 200 mil judeus foram fuzilados e os seus corpos atirados ao Danúbio. E como, nesta época, os sapatos eram artigos valiosos, as pessoas eram obrigadas a retirá-los antes de serem exterminadas. 
Em 2005, os artistas Gyula Pauer e Can Togay criaram, junto ao rio, uma instalação com 60 pares de sapatos de ferro, numa homenagem simbólica às vítimas. Como disse, Budapeste é uma cidade linda, com monumentos maravilhosos, mas isto foi o que mais me marcou. Não consegui dizer nada na altura, fiquei o caminho todo em silêncio, pois foi realmente marcante, para mim, ver aqueles sapatos, inclusive sapatos de crianças.



Outro ex-líbris é a Chain Bridge, a ponte mais famosa de Budapeste, que liga Buda a Peste. É linda de dia, mas de noite, ah, de noite, é um encanto. Simplesmente maravilhosa.




terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

As séries que ando a ver

Hoje venho falar-vos de quatro séries que tenho andado a ver. Apesar de duas serem da mesma categoria (comédia), são séries muito diferentes entre si e acredito que, pelo menos, uma delas vai ser do vosso interesse.

How to Get Away with Murder "segue a vida pessoal e profissional de Annalise Keating, uma professora de Direito Penal da fictícia Universidade de Middleton, na Filadélfia, uma das mais prestigiadas Escolas de Advocacia na América. A advogada de defesa selecciona um grupo com os melhores alunos da turma para trabalhar no seu escritório. São eles: Connor Walsh, Michaela Pratt, Asher Millstone, Laurel Castillo e Wes Gibbins". 
Esta série vale muito a pena, muito mesmo. A Viola Davis é uma actriz extraordinária, que vos vai surpreender muitas e muitas vezes, e a história está sempre a ser desenvolvida, sempre com muitos momentos de tensão. Está actualmente na quarta temporada e eu recomendo totalmente!


Lethal Weapon conta a história de "o cinquentenário sargento Murtaugh, da divisão de homicídios da polícia de Los Angeles, recebe um novo parceiro, o sargento Riggs, da divisão de narcóticos da polícia do Texas, que começou a vida nas Forças Especiais do exército americano". E, meu Deus do céu, esta série é incrível! Claro que existem mil séries sobre polícias, mas esta é diferente. É tão boa, tão boa. Consegue ter momentos muito bons de comédia, mas também tem drama (e drama daquele bom, não do tipo lamechas). Esta é a série ideal para aqueles dias em que estamos mais em baixo, em que precisamos de algo que nos anime. Mas, também, preparem-se para se emocionarem! 


Young Sheldon é um spin-off de The Big Bang Theory (TBBT) e conta a história de origem do nerd mais famoso da televisão: Sheldon Cooper. No entanto, se não gostam ou nunca viram TBBT, não há problema nenhum. Eu, actualmente, até prefiro Young Sheldon a TBBT, e o facto de não ter as gargalhadas de fundo ajuda muito! Esta também é uma daquelas séries para descontrair, o elenco está incrível (o Iain Armitage, o pequeno Sheldon, é maravilhoso) e as relações afectivas estão sempre presentes! 
(Um pequeno parêntesis para os que vêem TBBT e Young Sheldon, digam-me que não sou a única super curiosa para saber o que vai acontecer com o George, o pai do Sheldon? Ele é tão diferente daquilo que o Sheldon em TBBT diz...)


Vikings conta a história de Ragnar Lothbrok, "o primeiro viking a emergir da lenda nórdica para as páginas da história". Há quem costume comparar Vikings com Game of Thrones, mas eu não concordo nada. São duas séries muito diferentes, a única coisa que têm em comum é passarem-se na época medieval e haver muita guerra (e sexo). A produção é incrível, têm homens muito… como hei de dizer?, talentosos (Travis Fimmel, Clive Standen, Alexander Ludwig, entre outros) e vai ficando melhor a cada temporada, sempre a crescer em qualidade. 
É das minhas séries preferidas! Ah e o (gato do) Albano Jerónimo aparece na quinta temporada… a falar grego! Se isto não vos convence a ver, não sei o que convencerá…


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Leituras desassossegadas #7

Os irmãos Karamazov – Fedor Dostoievski 

Bem, para começar, dizer-vos que este livro foi o mais longo que eu já li. A edição que tinha cá em casa estava dividida em 3 volumes, o que me facilitou imenso a leitura. No entanto, lá mesmo para o final senti o peso deste livro, e admito que já estava um pouco cansada da história. Contudo, vale totalmente a pena! Sem dúvida, um livro extraordinário.

Edição já muito antiga!!!

«Os Irmãos Karamazov é uma das mais geniais criações literárias de todos os tempos. Analista rigoroso do comportamento humano, Dostoievski traz à tona o próprio sentimento de culpa pelo assassínio do pai. O autor debate de uma forma sublime as infindáveis dicotomias da natureza humana, revelando uma inquietação que é já a do homem moderno. Um marco da literatura universal, influenciou pensadores como Nietzsche e Freud, que o considerava "o mais extraordinário romance alguma vez escrito", e sucessivas gerações de escritores em todo o mundo.»

Acho que este livro vai ficar para sempre na minha memória. O livro retrata a vida de 3 irmãos: Dmitri, Ivan e Aliocha Karamazov. Embora filhos do mesmo pai, tiveram educações e trajectos muito diferentes que acabaram por moldar a personalidade de cada um. O pai, o velho Fedor Pavlovitch Karamazov, é um pai distante, que nunca quis saber da educação dos seus filhos e que enriqueceu, basicamente, à custa das ex-mulheres.


Eu não me quero alongar muito sobre este livro, já que ele ainda ecoa na minha cabeça e tenho medo de vos dizer mais do que posso e estragar o encanto do mesmo! Se o Freud disse que era o livro mais extraordinário já escrito, vale a pena tentarem, certo? 

As séries que ando a ver #4

Agora que já estou mais ou menos habituada ao mundo do trabalho e já tenho as minhas rotinas, já me consigo organizar melhor e fazer com qu...