terça-feira, 10 de abril de 2018

Berlim #1

Não sei bem como hei de começar a contar a minha viagem a Berlim. Ia sem expectativas nenhumas, ou quase nenhumas, e tornou-se numa das minhas cidades favoritas. De tal forma, que no último dia não queria deixar a cidade. Imaginei-me a viver lá, a aproveitar os jardins, as esplanadas, o ambiente. Berlim é uma cidade cheia de história – afinal é uma das cidades que mais sofreu com a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e a Guerra Fria.

Berlim mostrou-se ser uma cidade magnífica. Emana uma energia incrível, tem muitos artistas de rua, muitos músicos, por todo o lado. Estive três dias na capital da Alemanha e, apesar de nos dois primeiros o sol quase não ter aparecido (estava sempre muito nublado), no último dia, decidiu dar um ar da sua graça – e que graça! Acho que foi mesmo no último dia que eu me apaixonei a sério pela cidade e pela sua energia.

Começámos o primeiro dia na Friedrichstraße, uma das ruas mais vibrantes e elegantes do centro de Berlim, óptima para fazer compras e um local cheio de história, já que o Muro de Berlim atravessou esta praça.
Depois um dos ex-líbris de Berlim: o Reichstag. É, actualmente, a sede do Parlamento alemão e foi erguido entre 1884 e 1894, e mistura uma arquitectura antiga com a modernidade, através da sua cúpula de vidro. Sofreu danos durante a Segunda Guerra Mundial devido aos ataques aéreos e a inscrição «Dem deutschen Volke» ("Para o povo alemão") é de 1916.


Perto do Parlamento alemão fica o Brandenburg Gate, o monumento mais conhecido de Berlim. Localizado no centro da Pariser Platz, erguido entre 1789 e 1791, é o símbolo da reunificação alemã, onde Ronald Reagan proferiu o famoso discurso, em 1987, que incluía este pedido: "Mr. Gorbachev, open this gate. Mr. Gorbachev, tear down this wall!"




Como disse, Berlim é uma cidade cheia de história e, por todo o lado, encontramos referências ao passado berlinense. O povo alemão, e, principalmente o de Berlim, reconhece a sua história e vê os símbolos como uma memória de algo que nunca mais deve voltar a acontecer. Entre esses símbolos está o Monumento às vítimas do Holocausto, que consiste em mais de dois mil blocos de betão, em homenagem aos mais de 6 milhões de judeus mortos nos campos de concentração. Inaugurado em 2005, a intenção parece ser passar a sensação de confusão e desequilíbrio, já que tem a forma de labirinto.
Não tirei nenhuma fotografia a este memorial, por simples respeito. Sinceramente, enquanto percorria o labirinto, só consiga pensar em todas as vítimas que pereceram às mãos do regime nazi – judeus, polacos, homossexuais, soviéticos…

Outra das praças mais emblemáticas de Berlim é a Potsdamer platz, que foi devastada durante a Segunda Guerra e reconstruída em 1990. Em semelhança à Friedrichstraße, também foi atravessada pelo muro durante a Guerra Fria. Marcada por edifícios bastante modernos e vanguardistas, os únicos vestígios do seu passado são uns fragmentos completos do Muro.



Durante o walking tour, estivemos por cima do bunker onde Hitler passou os seus últimos dias e se suicidou, juntamente com a sua amante, retratado no filme Der Untergang [Downfall]. Aliás, quando acabar as publicações sobre Berlim, vou recomendar-vos alguns filmes que contam a história desta cidade – desde a Segunda Guerra Mundial até à divisão da cidade, e do mundo, em dois blocos, durante a Guerra Fria.  



Passámos, ainda, pelo Topographie des Terrors, um museu que mostra os horrores praticados durante o regime nazi e situado onde, antigamente, funcionava a sede da Gestapo.

Acabamos o walking tour no Chekpoint Charlie, um antigo posto militar, que marcava a divisão entre a Alemanha Oriental e Ocidental. É um sítio muito turístico, com toda a gente a querer tirar fotos com os "soldados" americanos e soviéticos. Não é dos pontos mais imperdíveis de Berlim.



Fiquem atentos, ainda há muuuito para falar sobre Berlim! 

2 comentários:

  1. Adorava ir a Berlim, é uma cidade cheia de História ( eu adoro viagens culturais)!
    Mas por agora, estarei atenta a mais posts :).
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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    Respostas
    1. As viagens culturais também são das minhas preferidas, aprendo sempre tanta coisa!

      Beijinhos

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