segunda-feira, 28 de maio de 2018

Black Mirror e The Handmaid's Tale

Se bem se lembram, quando escrevi sobre que séries quero ver este ano, Black Mirror e The Handmaid’s Tale faziam parte dessa lista. Já as acabei de ver há algum tempo, mas só agora tive tempo para escrever "como deve ser" sobre estas duas séries.

Black Mirror conta já com quatro temporadas e cada episódio é independente, ou seja, os episódios não têm ligação entre si. Toda a gente já ouviu falar desta série, mas, para os que não sabem, a série retrata a relação que o ser humano tem com a tecnologia, mostrando no que a humanidade se poderá tornar se continuarmos neste rumo de obsessão e dependência das tecnologias. Ou seja, um futuro distópico em que as máquinas assumem o controlo, mesmo sem darmos por isso.

Cada episódio tem uma argumentação excelente, sempre com reviravoltas inesperadas e todos, mas mesmo todos têm uma mensagem que faz pensar. A acção passa-se num futuro próximo e que parece perigosamente possível. Os episódios são muito pesados emocionalmente, de tal forma que eu não consegui ver tudo seguido (como faço com outras séries), e mesmo depois de já ter acabado um episódio, ficava a pensar nele durante horas, senão dias.

Apesar de retratar a relação do ser humano com a tecnologia, Black Mirror não a diaboliza, não a retrata como a pior coisa que já aconteceu. Em cada episódio, vemos que a tecnologia é um instrumento que pode ser usado tanto para o bem como para o mal. Para além de abordar o tema da tecnologia, também mostra de forma magistral o ser humano e todas as suas complexidades. Acima de tudo, é uma série de reflexão sobre os efeitos da tecnologia nas relações humanas.

Black Mirror é, sem dúvida, das melhores séries que já vi e, como é óbvio, claro que a inclui na minha lista das 5 melhores séries originais da Netflix. É um murro no estômago, é, mas recomendo vivamente!  



The Handmaid’s Tale está actualmente na segunda temporada e comecei a ver a série depois de ter lido o livro (que é maravilhoso). Assim como o livro, a série conta a história de Offred, que vive nos EUA, agora chamado de Gilead e controlado por extremistas cristãos. As mulheres não têm direitos, são "úteros ambulantes" que servem apenas para ter filhos. Assim como Black Mirror, esta também é uma série que nos faz pensar, que pode perfeitamente acontecer num futuro próximo e pesada emocionalmente.  

Para já, dizer que foi um choque revelarem o nome real de Offred logo no primeiro episódio, quando no livro nunca foi mencionado. A série segue fielmente o livro, mas acrescenta outros pormenores que no livro não havia tempo para desenvolver. Isto foi algo que eu gostei bastante, já que desenvolveram as histórias de outras personagens, especialmente de outras mulheres que se tornaram "servas". Para além disso, o ritmo é excelente, tem uma fotografia absolutamente incrível e as interpretações são fabulosas.

A primeira temporada acaba exactamente como acaba o livro, por isso, agora estou completamente às cegas quanto ao que vai acontecer. Assim como o livro, é uma série provocante, que toda a gente devia ver (mas leiam o livro primeiro!!). Sem dúvida, das melhores séries de 2017 e que, pelos episódios da segunda temporada, será, também, das melhores de 2018. 


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