sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Movie36 - Agosto

Assim como Julho, Agosto também foi um mês complicado para ver filmes. Ando com pouco tempo, casa-trabalho-casa, e aos fins-de-semana, quando supostamente teria tempo para ver um filme ou outro, nunca me tem apetecido ver nada. No entanto, finalmente cumpri um dos propósitos que tinha quando abracei este projecto: ver filmes que já estão na minha to-watch list desde sempre e que eu, por uma razão ou outra, ainda não tinha visto. Foi assim com Blood Diamond e espero, até ao final do ano, ir acrescentando mais filmes que já quero ver há uma vida e ainda não vi. Mas, chega de conversas, apresento-vos os 3 filmes vistos este mês.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – é o meu livro/filme preferido do mundo HP, já que é o livro/filme onde aparece a minha personagem favorita de toda a vida, o Sirius Black. Para além disso, conhecemos também, pela primeira vez, o Professor Lupin e é-nos apresentado o Marauder's Map. 
De vez em quando, gosto sempre de ver um dos filmes HP, especialmente naqueles dias em que precisamos de fugir um bocadinho da realidade e, desta forma, entrar num mundo diferente. Um mundo mágico.

 "Turn to page 394." 

My Sister's Keeper – "Sara e Brian Fitzgerald são pais de duas crianças e formam uma família feliz. No entanto, a vida deles muda para sempre quando descobrem que a sua filha de dois anos, Kate, tem leucemia. A sua única esperança é conceberem outra criança, especificamente destinada a salvar a vida da irmã. O resultado é Anna. Kate e Anna partilham laços muito mais próximos do que a maioria das irmãs: embora Kate seja mais velha, ela depende da sua irmã. Na verdade, a vida dela depende de Anna. No entanto, Anna, agora com 11 anos, diz "não". De forma a obter emancipação médica, ela contrata o seu próprio advogado, iniciando um processo judicial que divide a família e que poderá deixar o futuro de Kate nas mãos do destino..."
Filme muito conhecido, mas que eu nunca tinha visto. Filme muito bonito e, ao mesmo tempo, triste. A jornada de uma família, de uma mãe que já não sabe ser outra coisa que não mãe. A história é extremamente sentimentalista, puxa muitas vezes pela lágrima, e a prestação das duas irmãs - Sofia Vassilieva e Abigail Breslin – está excelente. Gostei muito.


Blood Diamond – "Tendo como pano de fundo o caos e a guerra civil que assolou a Serra Leoa nos anos 90, Diamante de Sangue é a história de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário do Zimbabué, e de Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador da tribo Mende. Ambos são africanos, mas tanto a sua história de vida como as circunstâncias em que vivem não podem ser mais diferentes do que são até que os seus destinos se unem numa luta comum pela recuperação de um raro diamante rosa, uma pedra preciosa que tanto pode transformar uma vida… como ditar o seu fim."
Filme de 2007 ("já" tem 11 anos), realizado por Edward Zwick, consegue transportar-nos para a Serra Leoa num momento de guerra civil. Tem imagens muito reais e, por conseguinte, que chocam, e explora, na minha opinião, na perfeição o tema do tráfico de diamantes. Há alguns exageros em algumas partes, demasiado hollywoodesco, mas, no geral, consegue demonstrar e chamar a atenção para os problemas de tráfico (de pessoas, petróleo, diamantes, entre outros) de inúmeros países africanos. O DiCaprio está excelente, assim como o Djimon Hounsou e, na altura, chegaram a ser os dois nomeados para o Oscar de melhor actor principal e melhor actor secundário, respectivamente (no entanto, nenhum dos dois ganhou). Recomendo muito!

"Sometimes I wonder… will God ever forgive us for what we’ve done to each other? Then I look around and I realize… God left this place a long time ago."

*Publicação inserida no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #22

28 minutos e 7 segundos de vida – Manuel Forjaz e José Alberto Carvalho

«Em Janeiro de 2014, dois homens tiveram uma ideia: um programa de televisão. Nascia o 28 Minutos e 7 Segundos de Vida. Uma conversa entre Manuel Forjaz e José Alberto Carvalho sobre a vida. A nossa. A dos outros. A do nosso país.
Ao longo de dez semanas ouvimos falar de assuntos tão diversos como economia, religião, prazer, morte. Não foram os temas escolhidos que convenceram quem assistiu aos programas, mas a sim a forma inquietante como os dois homens discutiam as temáticas e a mensagem que sempre conseguiam transmitir: obrigar-nos e ensinar-nos a pensar.
De uma ideia de dois amigos criou-se um espaço de discussão, e por isso logo luminoso, na televisão nacional e na memória de quem acompanhou estes dois homens da comunicação.
28 Minutos e 7 Segundos de Vida é um livro que faz perdurar a memória de Manuel Forjaz, cumpre um desejo e deixa-nos uma mensagem a que devemos, muitas vezes, voltar.»

O livro é uma transcrição do programa que dava na TVI24 e em que cabiam todos os temas – o sentido da vida, Portugal, trabalho, prazer e pecado, o poder, o futuro, independência, inteligência. Um dos episódios/capítulos que gostei mais foi o "SOS trabalho" que, na minha opinião, está bastante bom. O Manuel Forjaz era empresário e empreendedor, por isso sabe do que fala. Dicas muito boas sobre como procurar trabalho, com a indicação de vários sites de emprego, fazer um currículo apelativo, impressionar numa entrevista.

O Manuel Forjaz era uma pessoa com ideias fortes. Penso que logo no primeiro programa, ele afirma que é odiado por muita gente, graças às suas opiniões, consideradas irreverentes. Concordei com algumas opiniões, por exemplo quando é abordado o tema da educação – no terceiro episódio/capítulo. Muito resumidamente, o Manuel acredita, assim como eu, que o sistema de ensino que temos actualmente, baseado na memória, não é o mais indicado. Portugal, a economia portuguesa, beneficiaria mais se o ensino fosse de reflexão e criação. Também concordo que o nosso ensino deveria ser vocacionado para as necessidades futuras e não naquilo que é "moda". Os sucessivos governos deviam apostar mais no ensino técnico e industrial. No entanto, é aqui que discordo do Manuel, já que ele defende que o ensino humanístico devia ser mais descurado. Discordo completamente. Serão sempre precisos professores, jornalistas, escritores, advogados, tradutores, entre outros.

Uma proposta bastante radical do Manuel Forjaz é a defesa, explícita, de que algumas profissões não deviam ter direito a subsídio de desemprego, dando o exemplo dos psicólogos – quando os jovens entram no curso de Psicologia já sabem, à partida, que não vão ter emprego. Sempre achei estúpido alguém não ir para determinado curso só porque a taxa de emprego nesse mesmo curso é baixa ou inexistente. Sendo assim, ninguém ia para curso nenhum. Tirando os médicos, se calhar. Faz sentido eu ir para o curso que gosto, para o qual me sinto vocacionada, e ser prejudicada pelo Estado por isso? Na minha opinião, não. Vamos formar pessoas infelizes só porque a economia está toda lixada? Penso que essa não é a solução. Numa sociedade, qualquer que seja, há espaço, deve haver espaço, para todos: médicos, trolhas, professores, padeiros, economistas, mecânicos, cientistas, engenheiros. Não é o cidadão comum que tem de alterar a sua vida, só porque calhou de nascer e viver num Estado que nem sempre optou pelas melhores escolhas económicas e sociais. O Estado, tal como o concebemos em Portugal – um Estado social, ou Estado-providência, e de economia de mercado – é que deve garantir que, na sua sociedade, todos têm lugar. Menosprezar algumas profissões (as humanísticas) e enaltecer outras (as técnicas e industriais) é apenas criar (ainda mais) espaços para a elitização da sociedade.

Vamos criar profissionais infelizes só porque o nosso Estado não teve capacidade de sobreviver ao mercado capitalista cada vez mais agressivo? Em vez de pensar nas pessoas, cada uma delas, individualmente, vamos antes pensar nas necessidades do Estado que foi incapaz de proteger os seus cidadãos? Sei que esta pode parecer uma leitura agressiva, já que parece que estou a predominar o indivíduo sob o colectivo. Não sou fundamentalista, por isso não defendo nem uma opção – o individualismo exacerbado, sem qualquer preocupação pela comunidade – nem outra – o colectivo ser a única coisa que importa, não havendo espaço para as liberdades individuais. Defendo o meio-termo: a liberdade individual com a preocupação pela comunidade. Não quero que a nossa sociedade se transforme num bando de egoístas, como vemos noutros países, em que as pessoas só se preocupam com elas próprias e que se lixe o vizinho, a sociedade, o ambiente. Mas também não acredito que sobrepor as necessidades de alguém para que o colectivo consiga sucesso, em termos económicos, seja a solução.

Enfim, o programa/livro não foi só sobre isto, mas fez-me pensar, comecei a escrever, a escrever e só parei aqui. Não pensem que este livro é sobre a luta contra o cancro, e como é viver com cancro, ou com qualquer tema relacionado com o cancro. Não é. O Manuel sempre se pautou por afirmar que a sua vida não se resumia ao cancro. Ele era muito mais do que isso. Muito mais, mesmo. Tenho o Nunca te distraias da vida, livro que o Manuel escreveu, na minha estante, livro de que gosto muito. Aconselho ambos. E, lembrem-se, nunca se distraiam da vida!

Livro escolhido para o Book Bingo Leituras ao Sol na categoria "livro com um número no título"


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Pensamentos Aleatórios #1

"Every piece of information in the world has been copied. Backed up. Except the human mind... The last analog device in a digital world.", Westworld (episódio 7, temporada 2)

Leiam e releiam esta frase as vezes que precisarem. Westworld é uma série do caraças! Se ainda não viram, vejam. Das melhores séries feitas nos últimos anos, e que nos coloca a pensar não só no futuro tecnológico (robots), mas no futuro do ser humano. Enquanto humano. 

Quem ainda não viu Westworld, não sabe mesmo o que está a perder. Já não tenho palavras para a descrever. Pensem nas melhores séries que já viram e acreditem que Westworld está nesse patamar, ou, até, num nível mais acima.



[Com isto, dizer que comecei uma nova rubrica aqui no blogue - Pensamentos Aleatórios. Como o próprio nome indica, são coisas completamente aleatórias que me ocorrem ao pensamento durante o dia (e ainda são algumas!) e que eu decidi partilhar aqui. Podem ser citações de livros, séries, filmes, coisas que eu estimo intensamente - como diz o Ricardo Araújo Pereira -, coisas que me irritam, enfim, qualquer coisa. Não é que sirvam para alguma coisa, mas pronto. É o que há]

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #21

Não queiras ser perfeita, mas faz o melhor por ti – Jessica Athayde

«Aos 24 anos, depois de ter chegado ao meu limite e ter acabado num hospital, decidi fazer as pazes com o meu corpo e reaprender tudo o que sabia sobre alimentação, exercício físico e saúde emocional. Decidi mudar e optei por tornar-me mais saudável e forte, pois isso só depende de mim. No entanto ser saudável não é sinónimo de 0% de gordura, abdominais definidos ou um peso-pluma, mas antes de um corpo forte e nutrido, que cuidamos e respeitamos, independentemente da sua forma. Descobri o poder dos alimentos e dos super-alimentos, o que os sumos verdes, a dança, a meditação ou os amigos podem fazer por mim. Se por um lado somos o que comemos, a verdade é que o corpo reflete o grau de movimento que lhe oferecemos.
Depois de ter começado a ouvi-lo e a dar-lhe o que me pedia ganhei uma autoestima que desconhecia. Mas sermos responsáveis pela nossa saúde física e mental não é só comer bem e mexer o corpo; é cuidarmos dos nossos pensamentos, do nosso coração e da forma como eles se alinham. 
"Não queiras ser perfeita, mas faz o melhor por ti" é um dos meus lemas de vida, uma frase que repito constantemente. Acredito que podemos fazer muito por nós se tivermos atenção àquilo que comemos, se tratarmos do nosso bem-estar, sem nos esquecermos de sermos felizes. Neste livro partilho as minhas escolhas, o meu caminho, aquilo que resulta comigo. E que espero que faça sentido também para ti.»

Não sou a pessoa mais saudável do mundo, mas também não sou daquelas que abusa a toda a hora. Gosto de comer fast-food, não nego, mas cada vez é mais raro comer esse tipo de comidas. No entanto, não sou de fundamentalismos, nem de modas, já que agora parece que somos todos obrigados a ser super saudáveis, e ai de quem coma uma pizza ou um hambúrguer. Mas adiante.

Para o Book Bingo Leituras ao Sol, escolhi este livro da Jessica Athayde, escrito em 2015, na categoria "livro escrito por uma celebridade". É um livro útil para quem quer entrar neste mundo do saudável e perceber um bocadinho melhor todos os conceitos que foram criados na área da alimentação. Tem palavras que eu nunca ouvi falar, como kamut, bulgur, millet (??????), mas também tem receitas sem glúten, de comida crua, brigadeiros, mousse de chocolate, sumos saudáveis. Tem conselhos sobre como lidar com a ansiedade, como começar a praticar exercício físico, como viver mais em paz connosco, com o nosso corpo e com a nossa mente.

Não estava à espera de gostar tanto deste livro, talvez por um preconceito estúpido de ter sido escrito por uma pessoa famosa. Mas gostei. E aconselho. Acho que é um livro importante, e que trata assuntos delicados não de uma forma especializada, mas apenas como o testemunho da Jessica. A própria afirma que este não é um livro de auto-ajuda, mas sim a partilha dela. Um desabafo. Uma inspiração.

Deixo-vos algumas citações:
"Não há processos de mudança que não tenham na base uma dose industrial de consistência e disciplina. São uma dupla imbatível em tudo o que queremos alcançar na vida, e ela já muitas vezes me mostrou que sem elas nada de duradouro se faz."

"Uma das lições mais importantes que recolhi durante este processo foi a de que tudo começa na nossa mente. Se ela estiver bem, tudo está bem."

"No fundo, não há grande ciência para ser feliz, é só não nos negarmos o privilégio de sermos a melhor versão de nós próprias."

"O mundo tem tanta coisa boa para nos oferecer, basta conseguirmos ultrapassar os nossos medos e usufruir do que temos mesmo à mão."

 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

TAG séries

Nos últimos tempos, não tenho visto quase série nenhuma. São raros os dias em que tenho tempo ou que não estou demasiado cansada para ver alguma série. E quando vejo, é só mesmo um episódio. Isto fez com que eu não tivesse nenhuma série para vos falar, e senti-me um pouco esquisita em relação a isso. Afinal, eu sou a rainha das séries. Todos os meses (ou todas as semanas), via uma série nova e escrevia sobre ela aqui. Para acabar com esta ressaca, resolvi trazer uma TAG de séries. Não é uma TAG inventada por mim, simplesmente andei a procurar e resolvi juntar as melhores perguntas. Sintam-se livres para responder nos vossos cantinhos.

* Série favorita de todos os tempos
Breaking Bad ou Game of Thrones. Não me peçam para escolher só uma.


* A primeira série que viste
Morangos com Açúcar não conta, pois não? A primeira série que vi a sério acho que foi The Secret Life of the American Teenager. Acho que desisti a meio, porque a protagonista era tão, mas tão irritante que me dava cabo dos nervos. 


* Série em que te viciaste
Vicio-me facilmente em séries. Especialmente, se forem da Netflix, com os episódios todos disponíveis. A última foi Atypical. Vi num dia.


* Série que todas as pessoas gostaram e tu não
The Walking Dead, ou qualquer série com vampiros. Nunca vi, só acho que não fazem o meu género.


* Série favorita dos últimos tempos
A última série que vi que entrou para o meu top 5 foi Friends. Muito, muito boa.


* A série com melhor abertura
Friends. Westworld. E, claro, a abertura épica de Game of Thrones.


* Uma série que te faz chorar
Nem preciso de pensar muito nesta. This Is Us, This Is Us, This Is Us. Tenho partilhado no twitter tudo o que sinto ao ver esta série, e basicamente é o seguinte: quando acho que um episódio já me fez chorar tudo o que tinha para chorar, vejo o próximo e consigo chorar ainda mais.


* Série que só vês quando não tens nada para fazer
Hmm, acho que não tenho este tipo de séries. Tenho, sim, séries que começo a ver, só porque não me apetece ver nenhuma das trezentas que tenho em atraso. E, ultimamente, tenho sempre começado a ver séries de comédia, com episódios curtinhos. Foi assim com New Girl, Friends e Atypical.

 

* Uma série que não devia ter sido cancelada
Sense8. Ainda hoje, não perdoo a Netflix por ter cancelado uma série tão incrível.


* Personagem preferida de todos os tempos
Tyrion Lannister (GoT) ou o Mike (Breaking Bad). E o Chandler (Friends), claro.


* Protagonista que não gostas, mas gostas da série
Piper Chapman, de Orange Is The New Black (tenho duas temporadas em atraso, não sei se, entretanto, a Piper se tornou mais suportável)


* Uma personagem com que tenhas algo em comum
Eu diria o Chandler. Somos ambos estranhos socialmente e dizemos piadas e usamos a ironia como mecanismos de defesa


* Personagem de série que gostarias de ser
Esta é difícil. Depois de pensar muito, vou dizer a Lagertha (Vikings), a Donna (Suits) ou a Jessica Jones. Mulheres com espírito forte, que sabem comandar o barco. Três inspirações.


* Personagem de série com mais estilo
Fácil. Olivia Pope (Scandal) e Donna (Suits). Estão sempre com os outfits on point.


* Vês (ou já viste) alguma série portuguesa? 
A última série portuguesa que vi foi 1986 (que aconselho muito!). Também já vi Madre Paula, Aqui tão longe e tenho em atraso Ministério do Tempo, Terapia e 2077, esta última uma série documental, com INCRÍVEL qualidade e que eu, estupidamente, ainda não vi o último episódio.


Sintam-se livres para fazer esta TAG, vamos lá inundar a blogosfera com séries!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #20

Crónica de uma Morte Anunciada – Gabriel García Márquez

«Vítima da denúncia falaciosa de uma mulher repudiada na noite de núpcias, o jovem Santiago Nasar foi condenado à morte pelos irmãos da sua hipotética amante, como forma de vingar publicamente a sua honra ultrajada e sob o olhar cúmplice ou impotente da população expectante de uma aldeia colombiana: é esta a história verídica que serve de base a este romance, e que, logo nas suas primeiras linhas, é enunciada.
A capacidade de Gabriel García Márquez em reconstruir um universo possuído pela nostalgia, mágica e encantatória da infância e a sua genial mestria em contar histórias fazem deste romance mais uma das obras-primas que consagraram definitivamente este autor.»

Depois de Harry Potter, a segunda releitura do Book Bingo Leituras ao Sol (só tenho mais uma), e livro escolhido para a categoria "livro que leste quando eras jovem e gostaste muito". Para além deste livro, do Gabriel García Márquez também já li o Cem Anos de Solidão, que é dos meus livros preferidos e que eu aconselho a todas as pessoas.

Este é um livro tão simples, tão pequeninho e, ao mesmo tempo, tão bom. O livro é exactamente aquilo que o título descreve: a crónica de uma morte que foi bastante anunciada e que, ainda assim, ninguém a evitou. Toda a aldeia sabia da intenção dos irmãos Vicario, excepto Santiago, a sua mãe e alguns amigos mais próximos. Apesar disso, Santiago morreu sem saber porquê. Querem saber como é que isso foi possível? Leiam este livro!

A escrita de Gabo é fabulosa, e faz-me lembrar um pouco Saramago, no sentido em que ambos tornam a história mais simples do mundo em algo extremamente cativante e que nos faz prender ao livro até finalmente o acabarmos. O grande ponto forte deste livro, na minha opinião, é a forma como a história é contada. Aconselho!




O meu Programa de Governo – José Gomes Ferreira

«A minha vida pessoal e o meu percurso profissional deram-me a possibilidade de analisar a sociedade portuguesa, a economia, a governação e a realidade europeia e mundial com algum grau de pormenor, permitindo-me sistematizar um conjunto interpretações sobre a complexa situação a que chegámos e formular um conjunto de propostas para a alterar, que tenho transmitido frequentemente em intervenções públicas, em televisão, em conferências ou debates.
Não sou candidato a nada, nem sou político, sou jornalista, mas aqui está O Meu Programa de Governo - que é muito mais do que isso, é um conjunto de propostas de renovação da sociedade portuguesa, não certamente uma proposta exaustiva, mas com um grau de pormenor suficiente para convidar a reflectir quem tem os vários poderes de decisão, politico, económico, social, cultural e para promover as mudanças de fundo de que Portugal precisa.»

Na primeira parte do livro, se entendi 50% do que estava escrito já foi muito. Não tenho formação em economia, sei o básico dos básicos, e esperava que este livro me ajudasse a entender mais algumas coisas. Foi difícil continuar, mas na segunda parte já consegui entender melhor os conceitos e soluções apresentadas. Penso, também, que o livro poderia ter sido melhor organizado, já que os capítulos estão mal estruturados, confusos até. Alguns pontos válidos, outros nem tanto. Não concordei com todas as soluções apresentadas pelo autor, no entanto acho importante lermos outros pontos de vista, que não os nossos.
Livro escolhido para o "Leituras ao Sol" na categoria "livro de não-ficção"


domingo, 12 de agosto de 2018

1 ano de blogue!

Na verdade, esta publicação deveria ter como título "1 ano e 1 mês de blogue". Como distraída e alheada que sou, deixei passar o dia 12 de Julho, dia em que criei este cantinho, como se fosse um dia qualquer. Que na verdade, é. Mas, assumindo a mui importância que este blogue tem para o mundo, e quiçá para a Europa, como já dizia o outro, decidi fazer uma publicação a comemorar a data. E vou escrever sobre as 5 publicações mais vistas neste Ensaio sobre o Desassossego.

A minha publicação com mais visualizações é, também, das que mais gostei de escrever. Escrita no dia 8 de Março deste ano, para o Movie36, nela escrevi a minha opinião sobre um dos filmes mais bonitos que já vi, e que se tornou num dos meus favoritos de todo o sempre. De tal maneira que vou fazer uma coisa que nunca faço: ler o livro depois de ver o filme. Escolhi o livro para o Book Bingo Leituras ao Sol e estou ansiosa para o começar.

Deixo-vos, também, 5 publicações sobre filmes que gostei muito de escrever (e de ver, claro):
Coco
Get Out
Avengers: Infinity War
Die Welle
6 filmes que contam a história de Berlim


Uma publicação sobre livros. Num ano de blogue, deu para notar um padrão: as minhas publicações sobre livros são as que têm menos visualizações. Calculo que seja pelas mais diversas razões, mas, uma em especial, na minha opinião, é o facto de as pessoas lerem cada vez menos. Nós, os livrólicos, somos um mundo à parte. Quem tem blogues e quem lê blogues é malta nova, que tem um reduzido interesse pela literatura. Gostava muito que isso mudasse e tento contribuir para isso, partilhando as minhas leituras aqui.
Gostei muito de escrever esta publicação, de pensar que livros ia colocar em cada categoria [assim como no Leituras ao Sol], e espero que a Sofia tenha criado uma tradição de todos os anos colocar a blogo a escrever sobre livros neste dia tão especial.

Mais publicações de livros que gostei de escrever:
O Fim do Homem Soviético
Os livros do final da tua vida
Isso não pode acontecer aqui
O Voluntário de Auschwitz
A História de uma Serva


O fenómeno La Casa de Papel. Na altura, escrevi que nem estava para ver esta série, ou até mesmo escrever sobre ela. Tenho sempre um pé atrás com séries demasiado faladas e comentadas [a não ser que as tenha visto antes de todo o alvoroço – o que já aconteceu várias vezes], por isso, estava muito reticente com esta.
Escrevi esta publicação ainda a segunda temporada – ou segunda parte – não tinha saído, mas o entusiasmo pela primeira parte/temporada era justificado. Agora, na minha mais modesta opinião, uma terceira temporada era desnecessária, já que o final da segunda é explicativo e tenho, também, receio de que acabem por estragar a série. Vamos ver.

Outras publicações sobre séries:
As séries que ando a ver #1, #2
As 5 melhores séries originais da Netflix
Séries de 20 minutos que valem a pena


Ah, este programa. Tão bom. Tão simples. Tão bonito. Se ainda não viram, vão ver. Podem vê-lo na RTP Play. Este programa é, facilmente, um dos melhores programas já feitos na televisão portuguesa. Espontâneo. Inteligente. Livre. Sentia uma paz tão grande ao ver o Bruno e o MEC a conversarem e já sinto muitas saudades. Venha de lá outra temporada!


Segunda publicação sobre séries nas 5 mais vistas. Penso que o tema #séries é o tema o mais recorrente aqui no blogue. Gosto muito de ver séries, vejo muitas, e também gosto muito de escrever sobre elas. Estas são duas das que vi este ano, muito fortes psicologicamente, muito poderosas, e com um propósito nobre: pôr as pessoas a pensar no dia de amanhã. Seja o amanhã dominado pelas tecnologias, seja o amanhã dominado por extremismos religiosos. Ambas fazem-nos acreditar que o que retratam pode muito bem acontecer. Não daqui a 100 anos, ou 50, mas amanhã.

Mais séries que valem muito a pena:
Sense8
Stranger Things e Mr. Robot
American Gods
Friends


E pronto! Voilà! Vou tentar não me esquecer da data para o ano (sim, sim!) e espero que fiquem por aí. Nem sempre sou regular, mas escrevo aqui com muito gosto e carinho. E se quiserem deixar sugestões de temas, fiquem à vontade.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Leituras Desassossegadas #19

The Subtle Art of Not Giving a Fuck – Mark Manson

«Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida.
Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.
Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.
Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.»

Livro escolhido para o Book Bingo Leituras ao Sol na categoria "livro silly". Conforme escrevi na altura, não sabia bem o que era esperado desta categoria, por isso, decidi escolher este livro bastante falado por essa internet fora.

E o que é que eu tenho a dizer sobre o livro que grande parte do mundo adorou e adoptou como um mantra para a sua vida? Meh. Não achei nada de extraordinário; reconheci alguns pontos válidos e em que concordo perfeitamente com o autor – como quando ele afirma que vivemos numa sociedade em que é suposto querer sempre mais, mais, mais. Grande parte dos problemas que temos hoje enquanto sociedade, e individualmente, são gerados ou são consequência do consumismo excessivo. Sobre este assunto, se ainda não viram, aconselho imenso o filme "Fight Club", que aborda este tema de uma forma bastante interessante.

No entanto, como disse, não achei o livro um "muda-vidas" nem nada do género. Repete muitas ideias dos chamados livros de auto-ajuda, que o autor tanto abomina. Ou seja, o autor apresenta o livro como um não-livro de auto-ajuda, mas acaba por dizer as mesmas coisas que os livros de auto-ajuda dizem. Como todos os livros de auto-ajuda, acaba por ter bastantes clichés, só sendo "revolucionário" (com muitas aspas!!), em alguns momentos pontuais.

Para resumir, o autor ensina a ter uma atitude de "que se f*da". Isto não quer dizer que não nos devemos importar com absolutamente nada, deixar tudo o que mais gostamos e viver como um ermita, mas sim escolher sabiamente aquilo a que damos importância. Este livro pode despoletar uma mudança na vida de quem está a passar por momentos menos bons, ou de quem se sente perdido nas questões dos valores e crenças adoptadas. Eu já vivo com esta filosofia do "que se f*da" há algum tempo, desde que deixei de me preocupar, genuinamente, com a opinião dos outros. E por outros, entenda-se as pessoas que não me dizem absolutamente nada. Claro que a opinião dos meus pais e dos meus amigos, e de alguma da minha família, é importante para mim. Obviamente. Tudo o resto passa-me ao lado. E como disse o Ronaldo, "Anda bater, anda bater. Anda. Tu bates bem. Se perdermos, que se f*da!" Palavra de campeão!

Li o livro em inglês, por isso, as citações que vou deixar aqui também são em inglês:
«The world is constantly telling you that the path to a better life is more, more, more—buy more, own more, make more, fuck more, be more. You are constantly bombarded with messages to give a fuck about everything, all the time. Give a fuck about a new TV. Give a fuck about having a better vacation than your coworkers. Give a fuck about buying that new lawn ornament. Give a fuck about having the right kind of selfie stick.»

«Look, this is how it works. You’re going to die one day. I know that’s kind of obvious, but I just wanted to remind you in case you’d forgotten. You and everyone you know are going to be dead soon. And in the short amount of time between here and there, you have a limited amount of fucks to give. Very few, in fact. And if you go around giving a fuck about everything and everyone without conscious thought or choice—well, then you’re going to get fucked.»

«It has become an accepted part of our culture today to believe that we are all destined to do something truly extraordinary. Celebrities say it. Business tycoons say it. Politicians say it. Even Oprah says it (so it must be true). Each and every one of us can be extraordinary. We all deserve greatness.
The fact that this statement is inherently contradictory—after all, if everyone were extraordinary, then by definition no one would be extraordinary—is missed by most people. And instead of questioning what we actually deserve or don’t deserve, we eat the message up and ask for more.»

Como podem reparar, as citações que eu reproduzi aqui estão mais relacionadas com a crítica à nossa sociedade do que propriamente à filosofia de vida que o autor apregoa. Concordo em absoluto com Manson, quando se refere à sociedade consumista em que vivemos, de resto, acho que não é assim tão extraordinário.



Fausto – Goethe

«Com esta obra, Goethe pretendeu dar voz ao Homem que se rebela contra as verdades estabelecidas e contra o dogmatismo religioso. Fausto, um sábio nigromante e alquimista, é o Homem que procura superar cada momento em busca da perfeição e da salvação. Fausto aspira ao Bem e à Verdade e cumpre assim desígnios divinos. Mas Mefistófeles sugere ao Senhor Deus, em forma de aposta, ser capaz de levar Fausto a perder volúpia das paixões. Deus, sem nunca o referir aceita desafio porque tem do Homem uma visão otimista, além de que, não sem ironia, os estímulos do Diabo são essenciais ao Homem para que este possa prosseguir os seus elevados desígnios.»

Escolhido, também, para o Leituras ao Sol, na categoria de "livro com apenas uma palavra no título", Fausto é a obra-prima de Goethe, um poema trágico, dividido em duas partes. Está redigido como uma peça de teatro com diálogos rimados, no entanto pensado mais para ser lido que para ser encenado.

Eu gostei, contudo, sinto que não tenho o conhecimento necessário para entender este livro. Talvez volte a tentar daqui a muitos anos, talvez aos 50.

«Fausto - Mas, pelas minhas longas barbas, eu não tenho a mais ligeira noção de prática do mundo; a minha tentativa não terá êxito, porque nunca soube conduzir-me em sociedade; sinto-me tão pequeno, na presença dos outros! Sentir-me-ia embaraçado em cada momento.
Mefistófeles - Meu bom amigo, tudo isso se conquista; tem confiança em ti mesmo e saberás viver no mundo.»



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Movie36 - Julho

Julho foi daqueles meses complicados em termos de filmes. Não me apetecia ver nada, não havia nenhum filme que me chamasse à atenção, não tinha vontade de ver qualquer género, nem comédias, nem filmes biográficos ou documentários. Nada de nada.

Quando escrevi sobre este projecto, disse, na altura, que sou uma pessoa de ver mais séries do que filmes. E, se não fosse o Movie36, tinha passado este mês só com um filme visto, sendo feliz com as minhas séries. Mas, obrigada Lyne, por teres criado este projecto maravilhoso, que foi graças a ti que consegui ver o mínimo proposto por mês – 3 filmes.

How To Be Single – "Nova Iorque está cheia de corações solitários à procura do par ideal e o que Alice, Robin, Lucy, Meg, Tom e David têm em comum é a necessidade de aprenderem a ser solteiros num mundo em que as definições de amor parecem estar em contínua evolução."
Filme de domingo à tarde, com a Rebel Wilson e a Dakota Jonhson e que cumpre exactamente o seu propósito: entreter. Não é dos melhores do mundo, nem sequer das melhores comédias, mas vê-se bem.


Horrible Bosses – "Para Nick, Kurt e Dale, a única coisa que lhes tornaria os dias no trabalho mais toleráveis, seria verem os seus chefes transformados em poeira. Despedirem-se não é uma opção, e, resultado de umas bebidas a mais e de conselhos de um ex-prisioneiro, os três amigos começam a conceber um plano para se livrarem dos seus chefes... para sempre."
Eu ADORO este filme, é das minhas comédias favoritas e rio-me sempre como se fosse a primeira vez. É muito, muito bom. Para além disso, tem a incrível Jennifer Aniston, que eu passei a adorar depois de ver Friends.


Phantom Thread – "Responsável pelas criações de moda mais distintas do pós-guerra, vestindo realeza, estrelas de cinema, herdeiras, socialites e damas com o estilo d’A Casa de Woodcock, Reynolds Woodcock e a sua irmã Cyril estão no centro gravitacional das elites. As mulheres entram e saem da vida de Reynolds em rodopio, providenciando-lhe inspiração e companhia, até ao dia em que que ele se cruza com Alma, uma jovem e perseverante mulher que rapidamente se torna uma fixação na sua vida, como musa e amante. Com uma vida até então muito planeada e controlada, Reynolds sucumbe e vê agora a sua vida despedaçada pelo amor."
Único filme nomeado para os Oscars deste ano [Melhor Filme] que me faltava ver. Achei tão, mas tão aborrecido. Adormeci na primeira vez que comecei a ver o filme, ainda nem vinte minutos tinham passado. Da segunda vez, consegui ver todo, mas com muito, muito esforço. Não achei nada de especial, nem que merecesse ser nomeado para Melhor Filme. Tendo, assim, visto todos os filmes nomeados para os Oscars de 2018 (passado três séculos), para mim, o que merecia ganhar o Oscar de Melhor Filme era o Three Billboards Outside Ebbing, Missouri. Mas o que vai ficar para sempre no meu coração e na minha memória é o Call Me By Your Name. Filme tão lindo.



*Publicação inserida no projecto Movie36*
A criadora do projecto é a Carolayne "Lyne" Ramos, do blogue "Imperium"
A parceira oficial é a Sofia Costa Lima, do blogue "A Sofia World"
Os restantes participantes:
Inês Vivas, "VIVUS"
Vanessa Moreira, "Make it Flower"
Joana Almeida, "Twice Joaninha"
Joana Sousa, "Jiji"
Alice Ramires, "Senta-te e Respira"
Cherry, "Life of Cherry"
Sónia Pinto, "By the Library"
Francisca Gonçalves, "Apenas Francisca"
Carina Tomaz, "Discolored Winter"
Sofia Ferreira, "Por onde anda a Sofia"
Rosana Vieira, "Automatic Destiny"
Inês Pinto, "Wallflower"
Abby, "Simplicity"

Pensamentos Aleatórios #9

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